quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ir é o melhor remédio

Isto às vezes não é fácil. Nós achamos que somos únicos e que somos escolhidos por sermos nós. E afinal... Por exemplo, ontem eu achei que era muito importante ir com o meu pai ao funeral da irmã dele. Não gosto de funerais mas também não é uma coisa de que fuja a 7 pés. Vou quando é preciso acreditando que aquele é só mais um ritual da nossa vida, da humanidade inteira, do cosmos.
Quando me ofereci o meu pai aceitou de imediato e foi com muito espanto que corri para o pé dele. Ele faz sempre cerimónias e eu achei que haveria um qualquer motivo para aquele fácil "acesso". A meio da viagem disseram que ele estava muito contente por EU lá estar. Achei por isso que ele confiava em mim. Lá está, arrogância. Pensei que EU lhe dava algum conforto extra.
Hoje outra pessoa diz-me: pois é. Foi um filho e como ele acha que nestas ocasiões é importante estar a familia reunida, aceitou que tu fosses. Eu até fiquei espantada. Pensei que tivesse acontecido alguma coisa.
Talvez o motivo desse tal acesso fácil tenha sido mesmo só uma questão conservadora e eu não passe de uma romântica que acho que as coisas são sempre mais bonitas do que realmente são.

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