quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Sobre gostar e o deixar gostar-se (II)

O J. é da minha familia directa. Se não fosse, seria o homem da minha vida. (acho que já disse isso muitas vezes) Gosto de tudo nele.

Esta manhã ligou-me a perguntar se eu estava bem. O J. é um homem muito atento e terno. Liga-me muitas vezes, muitas mais do que eu a ele. Tem sempre um tom meigo que me agrada tanto. É como estar em casa num dia de Inverno! Queria saber de mim antes de ir trabalhar porque tinha tido um pesadelo. Tranquilizei-o.

Falámos sobre nós e quando olhei para o relógio, já eram horas.
Cheguei tarde ao trabalho. Com o coração cheio de Amor e muito grata por te-lo comigo. Não só hoje mas desde sempre.

Há uns anos escreveu-me um postal depois de uma noite de sonhos atribulados (a?). Dizia que às vezes tinha muito medo e que gostava de ser um pouco tolo para não se apreceber de algumas coisas. Mas que apesar de tudo, tinha a certeza, era muito bom viver.

É para nós que canto esta canção.

Bairro do Amor

No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de côr
Por gente que sofreu por não ter ninguém

No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do Verão?

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o Sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há hotéis nem hospitais
No bairro do amor cada um tem que tratar
Das suas nódoas negras sentimentais

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Novo albúm da Norah Jones

Gosto mesmo desta senhora!

http://www.youtube.com/watch?v=6DuPr3GuyvQ

Sobre o gostar e o deixar gostar-se

Ontem ao final tarde pensei muito na Chocolate. Uma Amiga!
Chocolate porque é doce, Chocolate porque é energética, porque fica no meio (outras histórias). A gostosa chocolate.

Em tantos anos de amizade acho que discuti 2 ou 3 vezes com a Chocolate. Nem me lembro bem porque foi, sei só que foi Sol de pouca dura. Gosto mesmo dela.

Há certa de 2 meses foi uma dessas 2 ou 3 vezes. Zanguei-me à séria com as opções dela e com mais a falta de prioridades. Achava eu que ela não estava a ser correcta com ela e depois comigo. Achava também que muitas coisas da vida da Chocolate eram uma confusão e que o motor disso, era, afinal, ela mesma.



Não importa. Hoje quando abri o mail, estava lá uma mensagem.
Senti a ansiedade dela passar o ecrã e o teclado do meu computador e atingir com tal brutalidade que chorei. Estava assustada.

Respondi-lhe de imediato com a serenidade possível e com a certeza de que nunca lhe falaria do assunto. Demasiado delicado para ela conseguir expressar pessoalmente.
Disse-lhe o que sentia.
A mim falta-me a iniciativa, a força para dar o primeiro passo, a energia para o começo; a ela o equilibrio, a ponderação. Acho que é por isso que somos amigas.
Mais agora, quando ela tem de decidir que caminho tomará.

Não sei o que vai acontecer e só quero saber quando for altura. Mas tenho a certeza que independentemente da decisão vou gostar dela e não vou questionar mais se as diferenças de opinião condicionam o Amor dela por mim.

Estou lá dia 10, doce Chocolate!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Domingo é pró passeio







Gosto das tarde de Domingo.



Almoçamos cedo e depois não temos horas. Pudemos passear e sentir o vento na cara e ler o jornal ou um livro e não olhar para o relógio.
Gosto de me demorar um pouco mais nesta preguiça da tarde. Sem pensar nas coisas que temos para a fazer, sem medo de não ter tempo, porque na verdade, estas horas sabem-me a doce.

Este Domingo estive com o N na Peninha. Foi mesmo bom!
Há anos que não iamos lá. Sintra lembra-nos, aos 2, outras aventuras, outra idade. Não ficámos nostálgicos mas antes felizes porque o Sol nos aquecia o corpo. O vento era forte como convêm naquele sítio. O cheiro dos pinheiros e a vista para o mar. E as horas... Sim, as horas que não era importantes.

Andámos um pouco e falámos de nós. Estar com o N. é sempre importante para mim. Houve um tempo que temi pelo rumo da vida dele mas rapidamente me apercebi que era uma preocupação pouco fundamentada. Tola mesmo!
Somos diferentes. E isso é tão importante para mim.

Ficou a promessa de outros passeios. Sempre ao Domingo, claro.


(para ver mais imagens giras: http://www.flickr.com/photos/abelharuco/page5/)

sábado, 17 de fevereiro de 2007

O beijo

Outro dia, numa conversa com a minha amiga C.
" - O que é um beijo? Sabe a quê? Como é?"

Devo dizer que a C. adora problematizar as coisas. Às vezes encontra respostas, outras vezes a dúvida permanece e atormenta-lhe a cabeça. E ali fica, às voltas (como eu, muitas vezes!) Cabeça e mais cabeça.

Quanto ao beijo, acho que não há margem para dúvidas: um encontro que sabe a novo e que é tãooooooooooo bom!






P.S. Amiga C., já te disse que devias mandar umas beijocas boas mais vezes?
Esses lábios, mulher...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Feliz? Onde??



Assim que cheguei ao pé do R ele perguntou-me pelo blog.
E de seguida, e porque a questão lhe prendia o espirito e a provoação lhe soltou a língua, perguntou: "Feliz? Onde?"

A minha resposta foi: no mestrado, com os amigos, onde puder ser.

A Meteorologia


Esta manhã, enquanto me arranjava ouvi uma rubrica da Antena 1 com o Dr. Bagão Félix.
Independentemente da opinião que cada um tem acerca desta figura pública, acho que hoje ele esteve muito bem.

A pergunta da jornalista foi sobre a importância que a sociedade em geral passou a dar à meteorologia. O Dr. Bagão Félix mostrou-se espantado com o alarme que surge quando caem alguns aguaceiros, durante o Inverno ou quando faz calor, no Verão. A coisa ganhou tal importância que a protecção civil até já aconselha as pessoas a usarem a aguasalhos e guarda-chuvas na estação mais fria.

Desculpem??!!???!!

Eu pergunto se não estaremos a transformar-mo-nos em cidadãos idiotas. Um pouco à laia da sociedade americana, talvez. Há alguém que pense em sair à rua sem casaco, por estes dias? Se sim, o assunto não diz respeito à protecção civil mas à medicina psiquiatra.

Como diria Bagão Féliz esta manhã, este é um alarme VERMELHO: não exageremos, por favor!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Human Touch

Ora, vai uma beijoca? um segredo de amor? ou uma chuva de corações?
Só para quem é muito muito apaixonado(a)!

http://www.humantouchthailand.com






P.S. Obrigada à fonte da informação. Muito bom mesmo!

Problemas com a concretização


A primeira pessoa a quem falei deste blog questionou de imediato a "Felicidade".

"Bom, tendo em conta que o estado de Felicidade, aqui ou em qualquer ou lado, é uma utopia, o teu blog não existe!"

Será mesmo? Ou será que somos nós que temos a incapacidade de seremos quem somos, sem medos ou culpas, constrangimentos ou limitações?

(não sejas fatalista nem radical, amigo da Orcasinha!)

Os nossos Segredos


Hoje acordei bem cedo!!
Mesmo antes do rádio-despertador dar voz às noticias do dia, despertei. Vim trabalhar, como tenho feito, sempre aos sábados. Mas desta vez, vim com um colega/ amigo. Pelo caminho viemos a comentar o filme que eu vi ontem, e que ele, pelos motivos dele, não nos acompanhou.

Foi pelo caminho que se definiu no meu coração Aqui Somos Felizes. Uma ideia há muito às voltas, em mim.

"Pecados Intimos", é um filme de Todd Field. (Estreou 5ª passada) Conta a história de um bairro onde os vários segredos de cada um se encontram com a vida em comunidade.
Cada um deles tem qualquer coisa que é muito seu, que tem esconder, que tem dificuldade em lidar, mas que faz parte de si. Traição, subjugação, homicídio involuntário.

De tudo, o que mais me tocou foi a "expressão do feminino". Sem dúvida. A forma como as várias Senhoras deste bairro definem o seu papel de MULHERES é absolutamente fantástico. (o que um discussão à volta de um livro pode dizer sobre a "libertação" feminina...) De resto, um assunto, que acho muito pertinente no nosso país.

Fica o desejo de saber a opinião de quem já viu "Little Children" (ou para os mais ousados, o seu segredo mais profundo!)