quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Da preparação fisica

Desisto. O Sr. Eng. ainda gosta menos de exercicio fisico que os putos de sopa. É para esquecer. Ontem, uns latagões da altura dele que praticam desporto todas as semanas e que adoram bola, desafiaram-no para jogar com eles todas as semanas. Uma cena, presumo eu, à macho latino, em que tudo o que é "santinha" fica em casa, mas que poderia desencalhar o meu gajo da apatia em que se encontra em termos de preparação fisica.
Insisti. Achei que era uma excelente ideia (machismos à parte) e que era uma óptima oportunidade de congraternização com a vizinhança. Mas nada:
- Pá, eu tenho vergonha. Eu não percebo nada de bola. O que é que eu fazia? Era a bola? O guarda-redes? (Pensou 2 segundos e logo abriu um sorriso de quem acabou de ter uma ideia peregrina) Já sei: o árbitro! Mando uns bitaites de quem percebe muito do assunto e deixou-os lá a correr a trás da bola. (Volta a pensar melhor e com o seu ar de dêem-me-mazé-sopas-e-descanso, diz) Quer dizer, depois é preciso andar assim a correr muito, não é? Nããã, árbitro sim mas só se for para ai o 3º ou 4º.

O tipo tuga: abrutalhado por fora, manteiga por dentro

- Então e o que é que fazes?
- (sem olhar para as senhoras presentes na conversa) Sou fuzileiro.
- Fixe. Fixe. E nas horas livres?
- (peito ainda inchado) Então sou presidente da Associação de Pais ali do ATL. (e faz a descrição do que, naquele posto, já conseguiu, dos seus planos a médio prazo e da alegria que tem em ver aquilo a andar.)
Um mimo!

Das noticias de ontem


Pá, ou eu sou uma susceptivelsinha de merda ou ontem as medidas de austeridade propostas pelo governo entraram nos meus sonhos sem pedir licença: eu já me via a defender uma data de velhinhos, eu já via o meu gajo a lutar contra um revolucionário armado com uma fecha poderosa, eu já via os meus pais em minha casa meios atarantados, eu já me via a pusxar uma criança pequena perdida no meio da multidão, eu já me via angustiada que só eu, agarrada ao Sr. Eng.: a nossa casinha... os nossos trabalhos... e agora?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sri Lanka: a massagem

Dizem que foi no Sri Lanka que as massagens ayurvedicas começaram. Para eles é uma forma de fazer medicina. Para nós foi uma experiência nova. De modo que depois de um dia de muito caminhar, o Sô Mendes enfiou-nos num qualquer barracão garantindo que aquele era O centro Ayurvedico por excelência do Sri Lanka inteiro. (Nesta altura ainda davamos o benefício da dúvida ao palhaço do Mendes.)
Entrámos numa sala branca que eu já conhecia dos filmes sobre um qualquer regime opressivo da América Latina: uma janela muito pequena para o corredor do barracão, as paredes sem nada, uma espécie de casa-de-banho ao fundo, o chão de tijoleira, 2 macas do tempo da minha avó e 2 cadeiras. O dono explicou em inglês o que os "especialistas" (vestidos de branco, com as mãos grossas do trabalho e um sorriso de quem não estava a perceber nada mas concordava com tudo) iriam executar balbuciando apenas nuns Ok. Fine. Yes. Deram-nos um lençol da casa de uma tia qualquer. Mandaram-nos despir (ficámos de cuecas) e enrolar o dito lençol à volta do corpo. Fizemos. Depois mandaram-nos sentar nas 2 cadeiras, um em frente ao outro e depois de um Hi. Are you from da prache, começaram as massagem com um óleo. O óleo nós também já conheciamos: era o molho de soja que normalmente usamos no sushi, no nosso país. Problemático problemático foi quando os senhores nos deitaram aquela "cena" hiper saudável no cabelo. Adiante. Deitámos-nos nas camas e ao fim de muito pouco tempo eu começo a ouvir um pá-pá-pá vindo do lado onde estava deitado o meu gajo. Convenci-me de que estavam a fazer sushi do Sr. Eng. e olhei assustada, quase horrorizada. Afinal era o "expecialista" empenhado em tratar da saúde das costas do meu gajo. Diz-me o Sr. Eng, em português:
- Pá, este já está mais cansado que eu.
- Então? pergunto eu.
- Já bufa.
Ora com mais ou menos bufos, terminámos a massagem. E como é que nós soubemos? Porque os expecialistas disseram: Ok e fizeram o gesto com a mão para nos levantarmos. Assim que nos pomos de pé, eu reparo que a cuequita do Sr. Eng, que até àquela altura era amarela torrada, tinha passado para o esverdeado, quase castanho, à conta do benéfico molho de soja. M-E-D-O!
Conduziram-nos até à entrada do barracão onde estavam 3 caixões de madeira. Estavam lá mais 2 "especialistas" que sabiam bem inglês. Deitámos-nos em cima de salva verde e fecharam-nos lá dentro. Ao fim de um minuto (nem tanto) começamos a perceber que havia objectos não identificados por baixo da salva e que nos fazia suor as estupinhas. De cabeçinha de fora, começa a Sr. Eng. a estrabuchar:
- FDX! E pensar que paguei para me fazerem suar. Não brinques. Estou a ouvir as gotas do meu suor a cair lá em baixo.
Eu ria-me. Ele passava-se cada vez mais, sem se atrever a mexer muito porque o mais pequeno movimento era gerador de MAIS suor, claro. Nisto, chama os "especialistas" para lhe coçarem a cabeça, o nariz, o pescoço, enfim... Quando finalmente abrem o caixão, o Sr. Eng. respira fundo (mal sabia ele o que vinha por ai). Dizem os "especialistas" que temos de ir 15 minutos para a sauna. Diz-me o Sr. Eng. em português:
- Que? Mais? Mais eu já estou completamente desidratado! Eu sou algum porco? Sim que daqui a pouco não tenho pele.
Eu ria-me enquanto olhava para as cuecas dele que entretanto já estavam completamente castanhas. Fomos para a sauna. A partir dai o Sr. Eng. já só se concentrou em 2 coisas: no relógio que fazia a contagem decrescente e no monte de guardanapos que tinhamos para nos limpar (e que o meu gajo fez questão de usar TODOS). Ora 15 minutos, dependendo do que estamos a falar, claro, é muittttoooo tempo. Por isso, o Sr. Eng. foi vucifando:
- Porra, odeio estar todo suado. Pá, mas qual é a ideia? É ficar sem água nenhuma no corpo? FDX, estou farto desta merda. Isto não pode fazer bem a uma pessoa. Vê-lá quanto tempo falta que eu não tenho óculos. C*** e pensar que esta merda ainda foi cara. FDX.
Quando os 15 minutos terminaram, o meu gajo levantou-se logo mas quando a senhora abriu a porta, não foi para dizer que podiamos sair mas para adicionar mais 2 minutinhos, assim só para compensar alguma hipotética fuga de calor da sauna. Saimos de lá quando uns italianos estavam a entrar nos caixões e claro que o Sr. Eng. aproveitou logo para avisar os estrangas:
- Aiii amigo, tu não entres ai. A sério. É que tu não sabes para onde vais, pá. Olha que aqui é sempre a piorar.
Assim que chegámos novamente à sala branca perguntámos pela casa de banho. Não sei o que a "especialista" percebeu, só sei que nos disse que não com a cabeça e nos mostrou 2 dedos. Ai, fui eu que entrei em pânico: o que é que aqueles 2 dedos significavam? 2 minutos? 2 semanas? 2 meses? 2 ANOS?!?!?! Veio o dono para esclarecer tudo e enquanto chegava e não chegava eu só pensava como é que nós iamos vestir a nossa roupa com o molho de soja misturado com o nosso suor. Chegou e disse que o tal óleo era mto bom e que para o tratamento fazer efeito era necessário que não tomassemos banho nas próximas 2 horas. Deu-nos uma toalha assim só para tirarmos o excesso (?!?!) e disse que nos vestissemos que ele ia preparar o chá. Assim que sai porta fora, o meu gajo só diz:
- FDX, eu não quero chá nenhum. Quero ir já para o hotel para tomar banho.
Eu tentei acalmar-me primeiro e depois dizer-lhe que era mesmo assim e que... uma conversa qualquer que o sangue frio ditou à minha boca. Ora como esta maluqueira foi assim toda muito seguida e como o Sr. Eng. disse e bem, sempre a piorar, eu ainda não tinha pensado que estavamos no 2º dia de viagem (de um total de 15) e que as roupa suja tinha que ser arrumada na nossa mala, logo aquele cheirinho bom a molho de soja seria para sempre o cheiro que associariamos ao Sri Lanka!
Viemos para fora do barracão com o Sr. Eng. ainda a suar mas agora de fúria. Tenho para mim que ele estava disposto a exigir que o dono do barracão lhe pagasse pelo que lhe fez passar. Sentá-mo-nos e o dono serviu-nos um chá. Tinhamos o cabelo em pasta, a roupa a transandar a soja e fartos de tanto suar. Esperámos que o chá arrefecesse. O Sr. Eng. lá se convenceu a pagar a massagem. Ouvimos falar das maravilhas da medicina ayurvedica e do chá com gengibre e esta, foi a gota de água para o meu gajo:
- FDX, o c*** do chá é picante!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Declaração de Amor

- Acabei de perceber que o "para sempre" é alguma coisa que me assusta muito, que me dá a sensação de estar presa, que quase me sufoca porque é demasiado tempo.
- Tu vais-te arrepender tanto do que estás a dizer. Daqui a muitos muitos anos nós vamos voltar a ter esta conversa e tu vais dizer que o "para sempre" já acabou e que passou demasiado depressa.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tardes de prazer

Ontem, descobrimos mais um sítio paradisiaco à beira do Tejo. Um lanchinho aos sabor do pôr-do-Sol. Talvez batido para muitos mas para nós, a 1ª vez. Trabalhou-se qualquer coisinha e só não foi mais porque o frio não deixou. Tirando as "chaminés" que nos rodeavam (uma das desvantagens das esplandas), o local é perfeito, à nossa medida. Pouca gente, música em tom baixo, empregados simpáticos, uma decoração sóbria, comida boa, perto de casa.
Que o Verão não acabe, por favor, não estou preparada ainda para dias pequenos, tardes de chuva, pés frios e comidas enfarta-brutos. Só mais um bocadinho, por favor.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dias úteis

Porque é impossível não me emocionar com isto.

Manhãs dificeis, ou talvez não

Aiiii cá granda bomba que o novo café da Nespresso é. Senhores... Uma pessoa aqui, ainda com o sentido na cama e nesse tipo de coisas que nos dão tannnnta felicidade e pimba, bebe o Kazzar e arrebita logo. A lanseira não passa mas vontadinha de dormir, essa, ui ui, onde é que ela já vai?!?!

Da alegria


E não consigo parar. Já devia estar a dormir. Amanhã, o final do dia promete e eu aqui, deliciada a ouvir o Sr. Eng. da oficina, o Sr. Domingos do refeitório, a D. a contabilidade, o Sr. que saiu da Casa Pia e veio para ali, trabalhar. Não conseguem parar. Contam das festas de Natal com os filhos que, hoje, tem 30 anos e ainda se lembram; da familia que eram todos juntos; das saudades; do que levaram para a reforma ou para outros empregos.
E não consigo parar de os ouvir: Contem mais, por favor. Mais!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Wishlist

Entretanto, lembrei-me de mais umas coisinhas que me fazem "mesmo" falta:
  • O Pêndulo de Foucault, da Difel
  • umas sombras da MAC (assim coresinhas da moda, sim?)
  • uma visitinha à loja da H&M
  • o verniz 505 da Chanel
  • bilhetes para o comboio transiberiano
  • uma viagem a Berlim
  • a inscrição no ICOM (ups, Sr. Eng., pois é esta prenda já está garantida)
  • estes sapatos lindos de paixão

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dos sonhos

Será? Quero muito acreditar que sim.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A juventude é uma coisa maravilhosa: as praxes

Se por acaso fosse obrigatório com este calor, os estudantes virem vestidos como se estivessem 10 graus e vivessemos o pior inverno de todos os tempos, eu tenho para mim que as portas das Universidades estariam repletas de protestos. Quais praxes, quais "padrinhos", qual integração.
Mas isto sou eu. Ainda bem que sou eu a achar e melhor ainda que não é obrigação.

Das compras

Hora PERFEITA para ir às compras numa grande superficie: entre as 9h e as 9.30h da manhã. É assim... PERFEITO. O carro fica mesmo à porta das escadas rolantes. Entramos e há MONTANHAS de carros grandes, pequenos, cestos, cestinhos, montes deles à nossa espera (não temos de andar a inspeccionar todas as caixas com o rabo espetado à procura de um, um misero, cesto). Há também uma camadinha de "cabecinhas brancas" de volta do balcão do apoio ao cliente o que até é giro. A seguir é entrar no MARAVILHOSO mundo das coisas todas arrumadinhas (hoje até escolhi uns iogurtes que estavam arrumadinhos em triângulo na prateleira assim só pelo miminho!), das pessoas super simpáticas (sim, hoje percebi que os senhores das grandes superficies são simpáticos. MESMO! Coitadinhos, a gente até os percebe. Depois de um dia inteiro a levar com gente doida, é natural que fiquem fartos), do pão quentinho, das coisas frescas, realmente frescas e verdinhas e a cheirar bem e essas coisas todas que só imaginamos como é quando vemos os filmes.
Mas a melhor parte é, sem dúvida nenhuma, a de não encontrar a D. Gertrudes à frente dos rolos de papel higiénico a comparar o preços dos max com os de olha normal sem conseguir decidir-se e sem deixar que os outros tirem o que querem. Não esbarrar com um puto ao berros agarrado a dezenas de pacotes de bolachas e a dizer que quer TODOS. O não sentir o cheiro a suor do Sô Fernando que leva 2 litradas de baixo do braço. Não apanhar a Dra. Cristina (uma executiva de sucesso) que está nas compras do mês e de tão dispistada que está com os seus 2 carrinhos cheios de compras até a cima, não percebeu que os deixou no meio do caminho enquanto ia SÓ buscar os iorgurtes do Bifidus que lhe faltavam. A D. Emilia (uma dona de casa atenta) a quem falta em casa um pacotinho de manteiga e que acaba por aproveitar a ida para dar um passeio pelo supermercador para ver... qualquer coisa e, claro, empatar a malta que está com pressa.
Por último, e não menos importante, esta descoberta fez disparar a minha auto-estima! Afinal não sou impaciente, nem louca, nem hipocondriaca, nem acelerada, nem obestinada porque é possível fazer as compras em meia hora sem sentir que uma qualquer Feira Popular alapou-se na nossa cabeça e está a causa danos irreparaveis em todo o organismo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sri Lanka: quase um mês depois

O Sri Lanka foi, até hoje o país que visitei que mais baralhada de me deixou: gostei e não gostei. Certeza certeza tenho que só volto lá depois de ver o mundo inteiro. Desta vez, e a primeira desde que me entendo por gente, no fim das férias quis voltar desesperadamente para casa e essa foi, sem dúvida, uma aprendizagem e tanto. Tenho-me como um saltimbanco sempre de cabeça no ar e com os olhos já do outro lado (sabe Deus onde) para quem o verbo regressar causa tanto mal como a cruz ao diabo. Descobrir a alegria, anseio do regresso é algo novo. Completamente novo.
Quase um mês depois da nossa chegada descobri que vim mais magra (coisa muito de gaja e nunca vista durante as férias). A noção que tinha do tempo alterou-se por completo. Na verdade, o Sri Lanka é o país onde não há tempo. Talvez as pessoas messam a passagem do dia para a noite pelo número vezes que fazem o mesmo caminho ou em quantidade de especiarias vendidas ou em copos de água quente bebidos. Não faço a menor ideia mas fascina-me esta coisa de ainda ser... e não de já ser. Estou mais livre de coisas supérfulas. Quando se viaja e sobretudo, quando se viaja para um sitio onde tudo é novo, a noção de supérfluo aumenta desmesuradamente. Viemos, vim com um toque de sorte que nos, me desperta. Desperta-nos para o somos, para o que temos e sobretudo para o que julgamos ser essencial ter para sermos. Lá está: qualquer coisa próximo do supérfluo.
Na verdade, e graças ao Sri Lanka, percebi que as coisas que tomamos por garantidas no dia-a-dia são no apenas e só para nós. Viajar (e por isso voto a favor da ideia de que todos os Portugueses deveriam ser obrigados a viajar todos os anos) abre a cabeça e dispara lá para dentro um balão cheio de ar. De seguida forma-se um remoinho sem que tenhamos tempo para resguardar nada. Vira-se tudo do avesso e é assim que, meios atordoados, nos dizem gentilmente: Welcome to Sri Lanka.

A rodar no meu PC

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um dia mais importante

Daqui a um mês, Portugal, a Europa, o mundo viverá um dos seus dias mais importantes: a minha entrada nos 30. Como será memorável, aqui fica a lissssstttiiinnnhhhaaaa caninoxa de prendinhas que eu não me importava nada, nadinha, de receber:
  • Os olhos Amarelos dos Crocodilos, Esfera dos Livros
  • Comer, rezar e amar, não sei a editora
  • 1, 2, 3, 1000 massagens e/ ou tratamentos em SPA
  • bilhetes para Um eléctrico chamado desejo
  • bilhetes para os James
  • Zii e Zie do Caetano Veloso
  • uma malita catita
  • QUALQUER COISINHA da Pedra Dura

Portugueses no Mundo

Portugueses no Mundo é uma ideia feliz, um programa excelente e um grande + à nossa televisão pública. Ando a vê-los, nalguns casos a reve-los, aos bocadinhos (a ver se dura mais) e a saborear cada pormenor. Claro que assim que acaba um episódio eu tenho de me controlar para não fazer a mala a correr e sair disparada de casa a caminho do aeroporto. Claro! Mas isso são outros 600.
Ai o que eu dava para ser caixeiro viajante, cigana, piloto de avião, ou jornalista. Assim, um destas profissões que são chatas, entediantes, rotineiras... o que eu dava!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Este não é um baby blog (X)

A Constança vai a caminho dos 2 meses.
O Nuno vai ser pai em Novembro.
A Inês está de 3 meses.
A Zé já conta com 2 putos.
O Kim foi pai na 6ªf.
A da Cristina nasce para Dezembro.
A Elisa tem uma barriga daqui até ao outro lado.
Até o Bebé vai ter um puto.
Acho que isto somos nós, oficialmente nos 30, ou talvez preocupados com a ausência de pensões quando chegarmos aos 70.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Shaker

Ando à procura disto. Para usar na minha relação com o Sr. Eng. Digamos que estou a considerar o nosso relacionamento como um barman assume a sua função numa disco-night. Mãosita bem lavada. Os copos, as bebidas e demais utensílios em cima do balcão. Anos e anos de prática e um gosto muito apurado. Agita-se bem. Um toque final e, voilá, o néctar dos deuses. É servido com um sorriso e quando lhe perguntamos o segredo, a resposta é sempre a mesma: é a forma como agito o shaker. Lá está, dai eu andar aqui às voltas para saber como concretizar este movimento. Shaker.
Ah e tal, já estás farta? Não. Não gosto é de coisinhas sempre iguais. Sempre da mesma forma. Os 2, tão queridinhos de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Ai e gostam tanto de andar de mãosinha dada e são tão lindinho. UI, rotinas...MEDO! Ouve, mas as outras pessoas pedem isso ao fim de 10 anos de casamento? Pronto, eu farto-me mais depressa: algum problema? Oh, tu andas sempre é com o rabo alçado e com a cabeça nas nuvens. E é mau, queres ver? Antes isso do que a cabeça enterrada na areia como a avestruz. Pronto. Estou mais que decidida a encontrar aqui qualquer coisa que agite a "coisa", que seja comparada a um néctar dos Deuses e, claro que seja servida com um sorriso.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O regresso (IV)

Este fim-de-semana, vamos daqui para aqui quase quase sem passar pela casa de partida, que é como quem diz, a nossa casinha. Verdade seja dita que depois das última férias, eu fiquei fã desse tal sujeito, anteriormente, velhaco chamado REGRESSO. Mas pronto. Para a frente é que é caminho e eu já matei as saudadinhas todas da cama, da casa-de-banho, etc e tal. Agora podemos voltar ao lareu que eu gosto.

Só uma gaja entende isto (XII)

Ora venha de lá uma ida ao cinema para ver isto. É para aquelas alturas em que me der para a afirmação do meu lado mais gaja. Nada de muito duradouro. Coisa, vá, ai p'ra 2 horitas. Mais coisa, menos coisa, que depois até eu me canso de tanto X, em forma de cromossoma.
(Ou, qui çá, se a coisa colar, me dê para comprar o livro. Hummm, não sei se lá vou.)

Esclarecimentos da população a mim

Expliquei-me como se eu fosse uma criança de 5 anos: o que faz uma "madrinha de treinos" (entenda-se aqui "treinos" por: a gente está "está a dar nela" com o objectivo de procriar)? Pronto. Vá. Para não achares que a pregunta tem segundas intenções: o que é uma "madrinha de treinos"? Desculpem mas para mim o conceito de TREINO está ligado a umas sapatinhas confortáveis, a exercicios fisicos passíveis de fazerem soar, a alongamentos que ao fim de algum tempo nos deixam com a sensação de que o melhor seria estarmos quietos porque já nos doi tudo. TREINO também me sugere exercicíos de matemática, ou peça de teatro, ou declamação de poesia, ou aulas de condução, ou andar de baloiço ou de bicicleta.
Assim, não percebo a aplicação do termo a "Madrinha". É uma senhora com qualificações que explica cientificamente, recorrendo a imagens, livros vários e palavras caras como se faz a coisa e por isso apadrinha os bons resultados? É uma senhora que exemplifica com ele e com ela e que depois diz: agora é só repetir com a seguinte nuances...? É talvez uma senhora que já treinou, que sabe como é e que por isso está tipo lembrete, com um calendário na mão, sempre a o telemovel, de apito na boca a repreender quem se esquece dos treinos ou quem pratica mal? É um fetiche: tipo o gajo e a gaja só treinam quando se lembram dela? É alguém que é sempre responsável pelo "treino", independentemente de quem o pratique, da forma ou do resultado?
Não consigo perceber. Juro que não consigo perceber.

O interior do meu gajo

Ontem cheguei à conclusão que o interior do meu gajo é composto por ar. É um ar que se lhe dá. É um ar que faz corrente. É um ar que ele, inexplicavelmente, tem, a mais.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Relações em diálogo

- É "pecado" querer reconstruir a nossa vida com outra pessoa depois de um falhanço amoroso?
- Não. "Pecado" é querer viver a 3. É enganares-te a ti mesmo.

Sri Lanka em 10 lições básicas

1. Esquece todos os teus conceitos: limpeza, hoteis de 5 estrelas, multidão, depressa, devagar, etc.
2. As latinhas de salsichas e atum são um verdadeiro gourmet.
3. Bem-vindo ao maravilhoso mundo das molhas monumentais.
4. O picante é bom em TUDO: dos donunts ao chá.
5. Os elefantes, vacas, bufalos, macacos, esquilos, corvos e centenas de outros pássaros serão os teus melhores amigos.
6. A seguir à TERRA DO NUNCA, o Sri Lanka é o país MAIS MAIS de toda a Terra.
7. As moscas também são filhas de Deus. Por isso, podem comer ao mesmo tempo que tu. Não há problema.
8. A palavra mais usada pelos Singaleses: GORJA.
9. Conversar animadamente e desinteressadamente com um desconhecido, só faz sentido nos países latinos.
10. Tudo (do nível de picante da comida aos factos históricos) é relativo. Por isso: can be é a segunda expressão mais utilizada. A primeira é Are you from?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Erros de comunicação

Aqui na minha xafarica está uma brasileira a fazer doutoramento. Ainda não se habituou bem às terra lusitanas mas adora o que vai conhecendo e diz que não tem saudades do calor tropical. Ontem pedimos-lhe que arranjasse um agrafador que ninguém sabia muito dizer porque tinha ficado assim, e pior, ninguém conseguia arranjar. 2 segundos foi o quanto bastou para a nossa amiga "consertar" a coisa. Ficámos surpreendidas com a eficiência e uma colega minha soltou um:
- É lá, que rapidez.
- É. Eu sou FODA. (responde a brasileira muito despachada)
E eis que todo o ar da sala onde nós estavamos é survido. Ficamos estáticas a olhar para ela entre o incrédulas com o que ela tinha acabado de dizer e não estar a perceber onde é que a FODA entrava ali. (pelo sim pelo não, pensámos que cada um é o que quer ser. E mais nada!) A desgraçada percebeu todo o cenário e diz:
- Que? Vocês não usam essa expressão aqui, não?
- Nãaaaooooo. (ainda em choque)
- Ah, é que a gente usa muito isso lá. É p'ra dizer que uma pessoa é boa naquilo que faz. É barra!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Só uma gaja entende isto (XI)

Diz que já fiz um peeling (coisas de gente fina). Diz que aquilo faz comichão. Arde. Não tem segredo nenhum com máquina nenhuma especial. Diz que hoje, e só depois de mais de 24 horas, noto a diferença. Diz que se me acabaram todas as ilusões em relação à limpeza de pele, que gastei 100€ e que volto lá mais 2 vezes e que ainda bem que é só para o mês que vem. Diz que hoje na farmácia e foram mais 30€ mas que valeu a pena porque a minha cara já não pega fogo. Diz que ontem estava com cara-barbas-de-milho (mais seca era impossível) e que o Sr. Eng. se passou com o cheiro do óleo de amendôas doces que pus na cara. Diz que em Dezembro serei uma Miss Trintona com uma pele milionária. Veremos!

O regresso (III)

Ontem o Sr. Eng. esteve a tarde toda em casa a receber o frigorifico. Os senhores da loja foram simpáticos: trocaram-nos o velho, fraquinho, mono e defundo frigó por uma máquina catita novinha em folha, talhada para o Eng. À noite, o meu gajo estava farto de água quente e vinagre e de arrumações mas muito contente com a MONTANHA de coisas que dá para fazer com 3 ou 4 botões. (Cruz(es) para o que havia de estar guardada!) Quanto a mim... acho que já bati o meu record: consegui em muito menos tempo do que alguma vez na minha vida, passar-me com aquelas engenhocas todas. É a porcaria da porta do bar, a gaveta do vacuo, o ti-ti-ti depois de mais de 3 minutos com a porta da máquina catita aberta. São as portas gigantes. As gavetas do congelador com luz, é o gelo e a água que se fazem automaticamente... Enfim, que Deus Nosso Senhor me ajude.
(pensar que eu no Sri Lanka sonhei com uma coisa a 3: eu, o sr. Eng. e o Sr. do Spice Garden. Nunca pensei que o 3º elemento fosse substituido por frigorifico ao gosto do Eng.)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pic-Nic ou Estou casada com um psicótico

Ora que como a nossa alma ainda está de férias (o corpo, esse vil traidor, foi o único a descer à realidade) fomos convidados para um pic-nic. Há canos que não faço um e adoro de paixão. Falei a medo ao meu gajo na coisa. Resposta:
- Que? Eu não tenho tempo para isso. Não fiz nada do Doutoramento durante as férias e agora tenho de adiantar as coisas.
Encolho-me no meu cantinho e mudo rapidamente de conversa. Mais à frente voltámos à conversa: quem é que vai? onde vai ser? quando é que é? Eu na minha. Digo que seria engraçado porque é só gente nova. Resposta:
- Eu não tenho idade para isso. Tu vais se quiseres.
Por momentos confundo-me com um qualquer saco de boxe. Aguento firme e sem dizer um ai, que estava assim pontinho a estalar. Dai a um bocadinho:
-Sabes que eu quando era puto a minha familia fazia pic-nics quase todos os fins-de-semana. Eu já te contei. Quando chovia, não iamos. Mas de resto, era sempre. Ia o povo todo de manhã cedo e faziamos um mata-bicho enquanto o lume não pegava e depois ficavamos lá o resto da tarde.
- Faziam um quê?
- Uma entremeada quentinha no pão. Bem bom!
- Ok.
Jantámos. Tratámos de mais umas coisas e quando eu já estava quase na cama grita-me ele da cozinha, à frente do frigorifico:
- Para o pic-nic levamos 1 kgr de entremeada, 1 kgr de febras, 1 pacote de batatas fritas e salada. Quanto a ti, frigorifico da m****, amanhã vai com o c***.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Diz que queriamos mais férias

Vamos ali a Barcelona, assim só para ver como as modas páram, sim?

Agenda (XII)

Se não fosse cá por coisas, estava já lá batida, oh se estava. Isto promete.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O regresso (II)

Se eu pudesse, não regressaria. Implica fazer malas. Demorar tempos infinitos em meios de transportes. Deixar o sossego. Organizar coisas e mais coisas. Fazer telefonemas infinitos. Implica despedidas. Chorar. Sentir a falta. Desejar profundamente que o tempo passe a correr para chegar ao ano a seguir. Implica criar uma curaça que nos defenda de coisas que nos fazem sofrer chamadas sentimentos. Há quem chame crescimento. Há quem não sabia viver com. Há quem daria tudo para saber como ser feliz, assim.
Hoje, ao pequeno-almoço perguntei ao Igo: Queres voltar para casa? Ele respondeu-me com os olhos a brilhar, tentando adivinhar em mim, uma solução mágica: Não. Continuei: Eu também não quero ir trabalhar. Vamos trocar?
Estivemos meia hora a desenhar no ar todo o cenário que nos permitia trocar de identidade. A altura, os óculos, o nome, a mãe e o pai, a casa, as funções a cumprir, o nome da professora, as actividades para preparar, os amigos do recreio, o carro, as saudades. Naquela meia hora acreditámos os 2 que seria possível e isso, por um instante, diminui a nossa tristeza do regresso dele.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O regresso (I)

Aterrámos na rotina como um avião amara de urgência. Vontade de continuar de férias q.b. Neura que chegue para a familia toda. As férias pareceram-nos gigantes. Fomos. Voltámos. Dormirmos. Apanhámos Sol. Adoecemos. Estivemos com os putos. Regressámos à rotina, ao corre-corre, aos fins-de-semana de trabalho, aos projectos e mais projectos. Há quem não viva sem isto. Eu, estava quase quase a habituar-me a esta ausência.
Entretanto, a Chica já fala como gente grande (e birra também), a Constança já saiu da toca, os putos estão de volta à China, o meu pai com menos paciência, o frigorifico que deu a alma ao criador, os pais do Sr. Eng. que não descansaram nada, a porteira que está doida de contente com o neto, o Xuxo que saiu da oficina, os Srs. da Optimus que me fizeram uma "atenção" e... enfim, bem-vinda S., diz que esta é a tua vida!

Sri Lanka: o hotel

Se eu tivesse de eleger O hotel das férias, eu falaria deste. Estivemos 10 minutos no quarto, o suficiente para perceber que as fotos são realmente imagens. E só mesmo isso. Podem ser manipuladas. Podem fazer-nos sonhar. Podem passar uma ideia, ou várias, e nenhuma ser o real. O comando da TV não funcionava, o rádio também não, a casa de banho tinha uma só toalha (melhor, tinha o tapete do chão), tinhamos apenas um sabonete na casa de banho, uma osga à porta e muito, mas mesmo muito, barulho da cozinha.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sei lá eu bem...

Durante 2 anos e meio da minha vida achei que hoje, dia 1 de Setembro de 2010, eu seria uma semi desempregada. Convenci-me durante todo este tempo que as coisas são definidas à partida e que, neste caso especifico, eu não haveria de ter qualquer tipo de supresa. Ora pois que todo esse pré destino foi por água a baixo e hoje, dia 1 de Setembro, continuo com trabalho a fartazana. Se parar 2 segundos e olhar com um bocadinho de mais atenção, tenho a agenda cheia até ao Natal. Não fico contente. Não fico desesperada. Apenas surpresa porque, muitas vezes, as coisas são tão diferentes daquilo que nós pensamos, definimos, juramos que é.
Venha de lá o trabalho. As chatices que ele dá. A canseira que ele provoca. Mas também o ordenado, as aprendizagens, a ocupação, a autonomia. E o futuro, sei lá eu bem...