sexta-feira, 30 de julho de 2010

1, falta 1 dia


Acho que isto correu assim amodesque para o mais ou menos: não passei com distinção na prova de fogo mas pelo menos sobrevivi. Estou meia apardalada. Estenuada. Podre. Por isso, e assim só para ver se entro novamente nos eixos, os planos para o próximo mês são:

Lisboa - Alandroal
Alandroal - Viade de Baixo
Viade de Baixo - Lisboa
Lisboa - Sri Lanka
Sri Lanka - Lisboa
Lisboa - (trabalho, rshhhhh)

Fui!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

4 coisas importantes

  • Os sapatos do post de baixo são da amiga Rita Redshoes desenhados para a Hush Puppies (e volto a dizer que são muita giros)
  • Os excessos (calor, cansaço, trabalho) fazem disto
  • Não gosto de cenas de cheiram a mofo e convenhamos que desde 2006 com as mesmas fronhas, é demais
  • Este Verão provei uma cena muita boa com leite, iogurte, manga e hortelã. Diz que amei perdidamente.

Sapatos de Bruxita

Tão lindos mas tão lindos, lindinhos, lindos de morrer que já fiz prometer o Sr.Eng. que me oferecia uns no dia 17 de Outubro (o dia mais importante a seguir ao Natal).
Já me estou a imaginar: uma bruxita a seguir a receita para uma porção de amor eterno e sair uma cena contra a dor de barriga porque toda a gente sabe da minha inapetência para ler instruções. Eu com um chapéu torto na cabeça, com uma roupa roxa cheia de remendos, uma colher pau cheia de caruncho na mão, a mexer um caldeirão de ferro ao lume, com estes sapatos calçados, toda divertida no meu "laboratório". Hihihihi.
Lindos. Lindinhos estes sapatos.

A rodar no meu PC

Querocásaber que seja uma piroseira: EU ESTOU QUASE QUASE QUASE QUASE DE FÉRIAS!FÉRIAS!!!

Em contagem decrescente

Faltam 2 dias. 2 diasinhos. Assim muito piquininos, minimos! Uma pessoa, se se esforçar assim muito, nem dá por eles, para eu ir de férias. Oh boa vida! Oh descanso mais que merecido! Oh ausência de relógio, pressão e trabalho! Oh bela cama, praia e comidinha da boa! Oh p'ra mim já quase lá.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ainda sobre o Xuxo

Ora pois que já me arrependi de ter escrito isto sobre o meu Xuxo. É que agora a minha bomba desliga-se assim sem mais nem ontem. Estou muito bem a reduzir a velocidade e pimba, o gajo vai-se abaixo. 2 segundos depois volta a si como se nada fosse e eu fico com cara de parva a olhar para o ECO, para o relógio todo descalibrado, para o número de Kms que posso fazer com aquela gasolina (0, diz o gajo!), para as estações (ex)memorizadas do rádio, enfim, uam tristeza só.
De modo que hoje liguei para o senhor que nos vendeu o Xuxo a perguntar que raio de promessas tinha feito acerca do meu Xuxo. Pois que ele, assim de boca, também não sabe e pois que o Xuxo vai trocar a garagem do meu pai por uma qualquer oficina, pelo menos agora no início das férias. Istoestá bonito, está!

Dá que pensar, lá isso dá

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Desafio do mês

Este mês desafiámos o congelador e a despensa lá de casa: vamos ver se vocês os 2 se aguentam durante um mês inteirinho sem reforços. É que o meu gajo e eu sofremos de um pequeno problema. Achamos que o mundo vai acabar amanhã e que, por isso, o melhor é ter comida suficiente para alimentar o bairro inteiro. É um péssimo "achar" porque muitas vezes esquecemo-nos do que temos em casa e toca de apostar nos pacotes, conservas, latas, de acumular bifes, postas de peixe, filetes, miolo de camarão às camadas e camadas e camadas infinitas.
Quase a 3/ 4 do mês posso dizer que até ao momento estamos: congelador e despensa 1; N. e S. 0. Não me chateio nada perder neste caso (talvez seja mesmo o único). A registar só a fruta e vegetais que entram todas as semanas no frigorifico e, vá, uma ida ao supermercado para comprar 2 ou 3 coisitas de peixe. A nossa carteira agradesse, os nossos corpos diminuem de largura e eu surpreendo-me todos os dias mais um bocadinho. Como é possível que aquela "caixa branca" forme aquela quantidade de gelo? E as prateleiras da despesa são gigantes?!
Já só falta uma semaninha e nós até ajudamos um bocadinho porque volta e meia vamos jantar fora. O fim está marcado para o próximo sábado connosco com um pé na cozinha e outro na praia. Vamos ver quem vence!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ponto da situação

Este é já o clássico, eu sei. Não sou grande fã de clichés mas só isso que me vem agora à lembradura. Se eu sobreviver até dia 30 de Julho sem deixar a cabeça por ai, sem me esquecer de comer, de onde vivo e quem é o meu gajo, convenço-me que sou a SUPER mulher!
(e o estúpido do blog bloqueou. Lentinho que este gajo está hoje!)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu e o meu gajo


Estou vai não vai para abrir aqui no blog um título só para o meu gajo. A Cara de Bolacha e o Já Foste é que tem razão quando dizem que o Sr. Eng. é uma personagem. Ele é o na verdade e contra factos, não há argumentos. Pois que ontem falava-se de dietas e dos contras da dieta e das coisas boas e da qualidade de vida. Resta dizer que o Sr. Eng. é nortenho e quanto a comer, acho que não preciso de dizer mais nada. Verdade? Dizia ele ontem, em continuo:
- Aiii imagina lá eu com menos 30 kgrs. Fogo! Cá granda diferença. Tu achas que eu devia começar uma dessas dietas? (pensou 2 segundos e nem me deixou responder) Eh pá, não. Não quero. Tu esquece lá isso. As dietas podem provocar depressões e ter uma depressão deve ser muito aborrecido. Não quero!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dúvida

Estou a ferver. Expliquem-me com muita calma para ver se não me dá aqui uma coisinha má: overbooking nos vôos é permitido por lei, em Portugal?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Se eu soubesse...

Se eu soubesse o que sei hoje há 10 anos atrás não teria feito o que fiz. Teria inventado outras coisas para ser infeliz, teria arranjado outros problemas, teria perdido tempo com outras porcarias. Não acredito em vidas perfeitinhas, em pessoas inatingíveis, em situações constantes por longos períodos de tempo. Se quero que o tempo volte para trás? Não. Quero que ele avance e que à medida que ele for "voando" que eu conserve o meu discernimento para julgar o que é ou não importante em cada momento. Sem pensar no que os outros são ou fazem, sem ter medo de Ser, sem somar anos para ver o que dá. Assim, e quando chegar a velha terei a certeza de que vivi e de que valeu a pena e sobretudo, que não lamento, não lamento absolutamente nada.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Alguns problemas que o trabalho de pesquisa levanta

  • Escrevo, escrevo, escrevo e faz tudo sentido. Quando vou ler, nem tanto.
  • Percebo que quanto mais leio menos percebo e que consequentemente o que está para trás, está tudo mal.
  • O que escrevo é sempre a conclusão do que penso em vez de ser o resumo.
  • Ao fim de algum tempo, sinto-me profundamente dividida entre o não parar de trabalhar porque amanhã não sei onde vou e o JÁ CHEGA!
  • Vou trabalhando cada vez mais perto do monitor do computador.
  • Escrevo e ao lado tenho sempre um caderno onde vou apontando ideias que surgem e que podem servir para qualquer coisa que vem a seguir.
  • Quando vou ler as notas, a larga maioria não serve para nada porque eu não apontei a ideia toda e portanto, perdi-me.
  • Digo alto e bom som impropérios como: não pá, não é nada disso que eu quero! ou Boa. É mesmo isso.
  • Mais tarde ou mais cedo, pergunto-me sempre: eh pá, o que é que eu estou mesmo à procura?

A florsinha que há em mim

Ontem o trabalho não correu bem. As pessoas gostaram, perguntaram o que é que eu fazia mais ali naquela xafarica, perguntaram quando podem voltar, perguntaram pelo próximo ano lectivo e que ideias tinha para lhes propor mas eu achei que não correu nada bem. Troquei-me no início, excedi o tempo, não estive no meu melhor. E porquê? Porque sou uma florsinha, a bem dizer da verdade! Chateio-me com uma pessoa de quem gosto muito e a partir daqui ou vou para casa direitinha que nem um fuso para não sair de lá enquanto não resolver a chatice; ou, meus amigos, deixem passar: eu sou um camião! Resumindo, não posso ter priclocos com pessoas chegadas: eu não sei separar as águas!
De modo que jantei eram quase 11 da noite. Eu já nem via bem o prato, nem o gajo, nem a cozinha. Fui-me deitar passado pouco tempo com a sensação de dever pouco cumprido. E hoje estou para aqui a congeminar alguma coisa para a próxima actividade. A ver se a coisa me sai melhor.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O carro, a neura e as minhas unhas vermelhas

A neura é a melhor amiga da minha dieta e das minhas borbulhas. Ora pois que ontem e antes de ontem irritei. Sou uma pessoa sensível, que volta e meia fica em brasa mas, acredite-se ou não, tenho os meus motivos (e eu não estou aqui para convencer ninguém que tenho razão). Acontece que eu danada sou 3 vezes mais produtiva em tudo o que envolva exercício fisico. Porque, como boa descompensada que sou (a testar está o facto de pôr o despertador para as 8h da manhã ao fim-de-semana só para ter o gozo de o desligar e continuar a dormir) enquanto faço força lembro-me de todos os atrasados mentais que me põe fora de mim e que, desta maneira, contribuem para a minha dieta e para as minhas borbulhas. Quanto à primeira, dá imenso jeito, em relação à segunda, nem tanto assim... (e não vamos falar mais de dermatologista).
Ontem cheguei a casa cedo e toca de ir lavar o carro como se fosse para ir buscar a Rainha de Inglaterra. Problema: não queria estragar a unhaca pintada de vermelho. Vai dai, calço umas luvas (daquelas de borracha que utilizamos para lavar as casas-de-banho e a fins) e atiro-me ao carro como se não houve amanhã. Ainda pensei numa limpeza profunda à casa mas avaliei a coisa e conclui que a minha neura, vamos lá, também não era asssssssssssiiiiiiimmmmmmmm tão grande. Os senhores do Elefante Azul a olhar para mim desconfiados e a pensar nos tais atrasados mentais que me irritaram e a esfregar o carro e a aspirar os tapetes e a limpar os vidros e a ver o porta bagagens e a ver as jantes.
Terminadas as limpezas, descalço as luvas. Os dedos todos enrugados por causa do suor. As luvas todas pretas por causa do óleo e os outros "companheiros de limpeza", machos latinos que gostam de "pôr a mão na massa" e de exibir os seus calos de trabalhos, a sussurrarem baixinho (que eu bem os ouvi): "Coitadinha! Se fosse eu, parti-lhe a boca toda em vez de vir para aqui fazer figuras tristes de luvas e descarregar a raiva no carro." ou "É por estas e por outras que o lugar da mulher é em casa." ou "Põe a mão no trabalho, oh dondoca!"

terça-feira, 13 de julho de 2010

Das férias

Pá, mas quem é que quer saber da porcaria das férias, ah? Eu?!!? NÃO! Eu, não quero saber da trampa das férias para nada. Primeiro foi um martirio para a decisão entre a Índia e o Sri Lanka. Pronto, eu também não facilito porque sou muito complicada: discutir entre o "muito bom" e o "excelente", onde é que já se viu? Depois vem a bendita história da Terra Prometida, que é maravilhosa, que é muito rica, que não há outra igual e eu que sou uma tola porque não lhe vejo esses encantos todos. Mas os Ceús sabem: se tudo correr bem eu não morro sem me apaixonar por aquele sítio. Chiça, a avaliar pelas pragas que o meu gajo me roga! Depois, é a história de Cabo Verde. Vai, não vai. Paga agora, paga depois mais-logo-tudo-junto. Um filme. A seguir, e como não há uma sem duas (acho que me estou a repetir) toca de combinar uns diasinhos (não são férias, ok? É a remissão dos meus pecados, que pelo andar da carruagem são p'ra cima de muitos) noutra Santa Terrinha e com o pacote todo. É a vida cheia de humor. Tipo: ah não gostas da Terra Prometida? Então toma lá mais disto para ver se não começas a gostar JÁ! At last but (cheira-me) not least, a minha chefe já não vai dar a sua voltinha a trabalho, portanto, eu já não consigo concretizar a minha muy amada vidinha de saltimbanco.
Posto isto, desisto. Vamos lá masé passar directamente a Setembro que eu não quero saber das férias p'ra nada.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Será que este ano eu quero MESMO ter férias?

Agenda de férias: deixar de trabalhar nos últimos dias de Julho. Ficar em casa a dormir, comer, ver televisão e ir à praia até meio de Agosto. Meio de Agosto apanhar um avião ao cimo da rua e voltar no final do mês. Até ir trabalhar em Setembro, ficar em casa a dormir, comer, ver...

Sobre o clã Siciliano ou não há uma sem duas

Eu sei lá se terei filhos. Se 1, se 2, se meia dúzia. Não sei. Certo será, e depois destas férias estou mais que decidida, que se os tiver, vou criá-los longe uns dos outros. Quero que sejam amigos, que se dêem bem, que se respeitem mas que não confundam isso com um clã Siciliano. Que não se amem de tal forma que depois sejam incapazes de ir às suas vidas sem sofrer horrores. Por isso, não quero que conheçam a intimidade própria de irmãos para que depois não lhe sintam a falta. Quero que sejam independentes, aventureiros, fortes e que tenham o céu como limite. Quero que cresçam acreditando que a Terra é a sua casa (não importa a sua localização geográfica). Por último, quero poupá-los de TODOS os dramas da gestão familiar, uma vez que não o conseguirei fazer em todos os outros sítios.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Recado

Estava aqui a pensar em imprimir este bilhete, assinar e deixar em cima da secretaria da minha chefe. Não sei, assim como quem não quer a coisa e está quase de saída.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A Madalena, as minhas unhas e os almoços

Ando a medir tudo em almoços. Ah e tal quanto é que custa esta saia? Ah, com este dinheiro consigo almoçar não sei quantas vezes. Não é lá muito bonito este meu pensamento a atirar para o sovina mas eu quero casaber. De modo que na 3ªf quis arranjar a unhaca que já não via a estéticista há uns bons tempos. Ligo para a que penso ser cabeleireira atrás do meu prédio: a Madalena. Pintaram-me muito bem a cabeça no sábado (recomendo vivamente as mãos da Sra. D. Ana) e eu resolvi arriscar também as unhas.
À hora do almoço saí do trabalho para resolver umas coisas e lembrei-me de ver quanto era o mesmo serviço das unhas: 7€. Pensei para com os meus botoões que a diferença dos 2€ para a "minha" Madalena, eram quase um almoço. Não marquei.
Ao fim da tarde saí a correr para chegar a horas à Madalena. Quando lá entro, dizem:
- Ai não menina, não ligou para aqui. (Quê?)
- Mas este não é o cabeleireiro Madalena? (Eu capaz de matar a senhora.)
- Sim. Respondem-me tranquilamente.
- E não estamos neste bairro?
- Sim. Ah! Pode é ser o outro?
- Qual outro? (Pergunto eu já em desespero.)
- Ah! É que nós temos 2 cabeleireiros com o mesmo nome no mesmo bairro.
Como é que esta conversa acabou? Então, comigo no outro Madalena, já muito para lá da hora combinada. Tinha 2 senhoras à frente e depois disso a promessa de que eles fechavam. Com uma neura daqui à China sai de lá a lançar pragas aos secadores, alicates e pentes todos possíveis e imaginários dos Madalenas. Passei por 3 ou 4 centros de estética e terminei num cabeleireiro que de fino só o nome e a conta, claro: 12€ para me tratarem das pontinhas dos dedos. (é melhor deixar de fazer contas aos almoços depois desta)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Magia

Hoje preciso de um toque de magia.
Ca frio na barriga, Jasus!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Diz que...

Diz que tenho sono até dizer chega. Diz que está calor, que é tempo de praia, que é altura das sardinhas e do chinelo no pé. Diz que estou aqui: ai que me doi a barriga, ai que me doi os rins, ai que se me está p'ra dar uma coisa, ai que vou sair mais cedo do trabalho hoje (antes do meio-dia). Diz que falta pouco para as férias, que as férias vão ser muito boas, que quando voltarmos não sabemos se vimos descansados. Diz que a arraçada de chinesa chega este fim-de-semana (céus que já passou um ano), que os putos estão com pulgas no cu, que o meu pai também. Diz que o trabalho não pára de crescer, que é só mais isto e aquilo, que eu sou capaz e que não há respostas para depois de Setembro. Diz que eu gostava de mudar de país, de comprar uma mala, umas sandálias e umas pulseiras novas e que estou farta da vida de pobretana.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Piolhos com coração de gente muito crescida

- Vocês conhecem muito bem este museu.
- Ah conhecemos? Então e porquê é que tu dizes isso?
- Porque vocês ajudam a limpar e arrumar estas coisas que estão aqui arrumadas.
- Não, Francisco, não é bem por isso. Pensa lá melhor porquê é que será?
(pensou, pensou, pensou)
- Não sei.
- Dou-te uma pista: o que é que nós estamos a fazer aqui, agora?
- Ah! Já sei. Vocês conhecem bem este museu porque explicam aos meninos as histórias. Fazem visitas guiadas e essas coisas, aqui no museu.
- Só aos meninos?
- Não. A todas as pessoas que vêem aqui. Aos adultos também.
- Boa. É isso mesmo. Francisco, que idade é que tu tens?
- 6. Faço anos no segundo domingo depois de começar a escola.
- Então isso é em que mês?
- Não sei. Quando chegar a minha mãe eu pergunto-lhe.
- Não. Pensa tu agora. Dou-te uma pista: a escola começa no mês a seguir a Agosto.
- Ah! Já sei. Faço anos em Setembro!
- Boa!!! Muito boa!!!

Este Verão: eu tenho 2 amores

não sei de qual eu gosto mais: Alto de Santa Catarina ou Santa Apolónia.
Haverá coisa melhor que o Verão?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Das críticas

S. tu aprender, mulher! Tu aprende que criticar os outros por não seguirem o livro do "como viver politicamente correcto em 10 passos simples", ou o do "a sua vida step by step" não é nada boa ideia. Tu não te ponhas a cuspir para o ar. Primeiro porque não é lá muito inteligente: o resultado é desastroso. Depois porque é uma grande porcaria. Se é para cuspir é para um lencinho, na casa-de-banho, qualquer coisa do estilo. Estás a ver?
Tu aprende que já tens idade para saber estas coisas. Nem sempre a ordem dos factores que definiste na tua cabeça como correcta, o é, na verdade! Às vezes é tudo ao contrário e não faz mal. Ok? Consequentemente o Pai Natal não existe, os heróis estão todos mortos e portanto, está na altura de fazeres como achas (sem muitos bitates, de preferência).
Tu abre essa pestana porque os outros, sobreviveram àquilo que tu achas, agora, que é o caos. E dizem que foi muito bom, que não trocavam por nada deste mundo e que, pasme-se, tem muitas saudades. Pensa nisto como uma aventura e que vai servir para depois contares aos teus netos e bisnetos. Decrepita, sentada num qualquer sofá com as molas todas rebentas, com uma mantinha pelos joelhos: "E foi muito giro. Porque nós não sabiamos lá muito bem como é que ia ser. Mas fomos. A dada altura correu muito mal. Depois compôs-se. Depois percebemos como era e foi extraordinariamente bom! Ainda o é."
S. tu aprende que és crescida!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ainda sobre as raquetes ou o meu gajo está a fazer um doutoramento em melgas

Eu no quarto a arrumar roupa. Passa o gajo com ar de inspector desconfiado, atrás de um qualquer criminoso malvado, com A raquete na mão e uma laterna de longo alcance na outra. Manda-me um encontrão como se eu estivesse a perturbar a ordem pública ou, qui çá, a sua investigação, e diz:
- Com licença.
Acende e apaga a dita lanterna enquanto inspecciona as paredes, o tecto, os móveis, a roupa, tudo! à porcura de umas asinhas com o ferrão afiado. Nada.
Dai a pouco deito-me. Vem ele ter comigo. Palavra puxa conversa oiço uma melga a passar aos meus ouvidos:
- Está aqui uma melga. (digo eu serenamente)
Nisto, o gajo salta da cama como se estivesse alguém na forca:
- Pá, tu não me digas isso. Onde? Onde? Consegues ver?
Acto continuo. Liga a lanterna e pega na raquete. Lá vamos nós numa de inspector novamente, se não quando:
- Está aqui! eheheh Eu gosto muito da laterna porque tem uma luz mais difusa. Elas assim não se assustam e eu consigo apanha-las melhor. É como as zonas pretas, tipo os PC e assim, elas gostam muito de se encostar ai. Pensam que eu não as apanho! ehehe Estás a ver? Ainda está a saltar esta cabra.