quarta-feira, 30 de junho de 2010

Raquetes para melgas ou o fim do suplicio


O Sr. Eng tem alergia às melgas. As danadas entram lá em casa sabe Deus como e toca de se "servirem" do Sr. Eng. como se o meu gajo fosse um qualquer bife com batatas fritas. Eu só dou por conta das ditas cujas quando o vejo a vocifar muito atento a olhar para as paredes lá de casa. Das primeiras vezes, temi pela saúde mental dele. Agora já percebi o pânico do desgraçado. Quanto a mim, como devo ser azeda como o limão, nem me tocam.
Bastam 2 ou 3 ferruadas e o Sr. Eng. fica logo com umas babas do tamanho de uma batata. Até nas orelhas aquelas malditas lhe mordem. Ora, como diz que está calor e a malta não tem ar condicionado, fechar toda e qualquer entrada de ar da nossa bela e alegre casinha enquanto estoricamos lá dentro, não pode ser, com certeza, uma solução. (Tudo bem que o Sr. Eng. não era mordido. Mas também não sobreviviamos durante muito tempo, graças ao dióxido de cabono.)
Foi então que outro dia o gajo comprou 2 raquetes. Sim senhor. Quando me mostrou, eu fiquei com cara de parva e a entrecalar o meu olhar entre as raquetes e o gajo. Incredula! Não tenho jeitinho nenhum para jogar com elas. Estimo muito as minhas coisinhas lá em casa. E de qualquer maneira este ano não iremos nem à praia nem acampar. Portanto, para que raio serviam as raquetes?
- É para matar as melgas. Estás a ver aqui esta rede? Se carregares aqui neste botão (céus, lá vamos nós mergulhar nesse maravilhoso e vasto mundo dos botões. Já tinha saudades.) enquanto encontas a rede à melga, a estúpida morre eletrocutada.
Ontem à noite, estavamos os 2 a trabalhar muito bem, cada um na sua mesinha, quando oiço o Sr. Eng. dar 2 ou 3 saltinhos. Olhei para ele:
- Estas p*** já andam aqui.
Nesta altura convenci-me de que o meu melhor repelente era, sem sobra de dúvida, o meu gajo. O gajo foi buscar uma das famosas raquetes e toca de "jogar" com as melgas o jogo do "toca e foge, se conseguires". É quase como um jogo de raquetes normal mas em slow motion.
Dai a pouco mostrou-me vitorioso a sua opressora agarradinha à rede:
- Estás a ver? Olha aqui. Está cabra ainda mexe. Olha. Tem o ferrão mesmo pronto para me picar. Estás a ver? E o cheirinho a porco chamuscado, sentes?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Plano. Execução. Aguardam-se resultados.

Atirei-me de cabeça. A partir de Setembro vou-me dedicar a isto também.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Este não é um baby blog (IX)

Eu não fazia a menor ideia que os homens também tinha disto: relógio biológico aos saltos!

Presentes certos para pessoas certas

Estou aqui vai não vai para escrever uma carta aos senhoras da Vida é Bela, da Emotions e outras empresas que tais. É que tiveram uma ideia maravilhosa que só resulta mesmo como ideia. Assim daquelas que são muito boas enquanto nós pensamos e que depois na prática são um desastre completo. Os vales, pacotes, descontos e outras tretas que tais são uma valente banhada. Os senhores dos hóteis reservam os PIORES quartos e o PIOR serviço para as pessoas que se lembram de dizer que têm estes malfadados pacotes para gastar. Problema: é que as empresas que vendem estes vales dizem que a responsabilidade não é delas e os hóteis dizem que o protocolo que assinaram contempla este tipo de serviço. Vejamos apenas 3 exemplos:
  • Hotel do Luso, com um vale da Vida é Bela. Quarto ao pé do elevador. Super pequeno. W.C. impróprio para consumo (tivemos de pedir que viessem limpar antes de nos servirmos). Toalhas rotas. Aspectos positivos: o quarto n tinha infiltrações, não nos entrou ninguém pelo quarto dentro a meio da noite, não apanhamos nenhuma intoxicação alimentar depois do pequeno-almoço. Preço - 74€
  • Old Village, Vilamora, com um vale da Vida é Bela. Molas do colchão desfeitas: assim que o N. se sentou na cama, bateu com o rabo no estrado. Casas de banho sem shampoo nem gel de doche (tinha 1 micro sabonete). Pequeno-almoço: 2 pacotes de leite pequenos do Continente, 2 manteigas pequenas, 2 compotas pequenas, 2 embalagens de café soluvel do Continente, 2 chás do Continente e 2 bagetes de pão do Continente. Aspectos positivos: não tinha barulho nenhum, estava no último andar e tinha um terraço por cima da casa, o ar condicionado funcionava bem, a decoração da W.C. era tão diversificada era impossível não agradar a alguém. Preço - 49,90€
  • Vale Emotions - Refúgios de Charme. Todas as opções de estalagens variam entre os 50 e os 90€ (em época alta claro!) excepto o Hotel SPA Alfândega da Fé que são 120€. Preço do vale - 125€.
Posto isto, o N. já disse que a próxima pessoa que lhe oferecer isto leva com o pacote na tromba. Eu digo, que maravilhosa ideia para oferecer a quem não se goste nem um bocadinho!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Agenda (XI)

Ontem fomos até ao meu muy saudoso Museu da Electricidade. (A guita que a malta recebeceu ali. Os livros que conseguimos. As reuniões e os eventos em que participámos. Enfim... tempos idos) Vai dai que matámos as saudadinhas e vimos um dos melhores espetáculos que já nos passaram pela vista e, seguramente, um dos melhores que aquela casa já teve.
Ainda estou vai, não vai de lá voltar! Que gajos fixes.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Para que serve a auto-análise (esse tal estranho equilíbrio)

Para não chegarmos a casa e espancarmos o nosso marido/ mulher porque vimos um outro ser terrível com a sua esposa. Para olharmos de forma desapaixonada para o que nos aconteceu e compreendermos que tudo é aprendizagem (obrigada amiga C.). Para chorarmos só um bocadinho por não termos estado ou feito alguma coisa que, julgamos hoje, era pedido no momento. Para não sermos o contrário do modelo que vimos durante anos e que jurámos que não seriamos nunca (bem vistas as coisas, estamos a fazer o mesmo). Para nos rirmos de nós próprios e da nossa falta abilidade. Para escrevermos a nossa história e não a cópia falsificada das histórias dos outros. Para aceitarmos que somos assim e que os outros, apesar de serem assado, ama-nos incondicionalmente. Para separarmos aquilo que damos daquilo que recebemos sem fazermos contas de matemática. Para sermos mais felizes hoje e daqui para o futuro porque já vivemos qualquer e já sabemos como relativizar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Será que sou autoritária? ou Isso é música para os meus ouvidos

- Pronto. Eu faço como tu queres.
- A sério? Ai amor "marcaste" tantos pontos agora!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobre o amor

Outro dia descobri a cigana escondida dentro de mim. Daquelas que vivem em clã, impenetrável; que tem uma Ford Transit onde cabem todos os seus pertences; que vivem entre um sítio e o outro porque todo o mundo é seu; que não tem regras, nem horários mas música que os embala. Vejo-me a conduzir a carripana, a apagar a fogueira de manhã cedo (sinto o cheiro ligeiro a fumo), a vestir-me de preto, a cantafalar (a alegria é-me tão essencial como a água).
Retiro a parte da pancadaria, o eventual tráfico e todo esse lado mais obscuro. Nos meus sonhos vivo deles mesmo e não dos apoios do Estado ou da caridade alheia. Vamos, de malas aviadas, para onde nos der na cabeça sem ter de prestar satisfações do que somos. E basta-nos isso para sermos inteiramente felizes.
(You know its time that we grow old and do some shit
I like it all that way
I like it all that way...)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Entre o permissivo e o agressivo (ditador)

- Sabes, tenho medo de ter filhos contigo e que tu lhes pemitas tudo e mais alguma coisa.
- Eu é que tenho medo de ter filhos contigo. Ainda me espancas as crianças!

Aqui somos felizes? (II)

Ontem prespegámo-nos à frente da televisão a ver as notícias enquanto jantávamos. Há que séculos que não nos dava para isto. Páginas tantas começa a Grande Reportagem, na SIC. Sozinhos em Casa. E fez-me alguma confusão algumas coisinhas.
A jornalista nunca falou, apresentou 2 ou 3 informações no ínicio e depois limitou-se a recolher testemunhos. Soube a pouco. É estranho mas tudo bem, é um estilo.
O único ponto que os entrevistados tinham em comum era, como o nome da reportagem indicava, estar só. Problema: pareceu-me que a "coisa" não ficou lá muito bem colada. Ou talvez fosse eu que não estivesse a atingir bem a ideia. Uma tipa viúva, com 50 e tal anos e com filhos tem uma ideia de solidão completamente distinta de uma outra com 30 e tal anos que nunca viveu com ninguém nem nunca teve filhos. A conversa é tão diferente que o pessoal tem de fazer um esforço para se lembrar de qual é o ponto em comum das 2 (além de serem mulheres, claro).
A confusão que vai na cabeça desta gente, meu Deus!!! Casam-se porque amam alguém, mas quem lhes enfiou na cabeça que seria fácil? Quem é que lhe pediu para abdicarem de tudo, inclusive deles mesmos, em nome de uma relação? De quem é a responsabilidade por serem assim azedos?
E por último, não gosto de gente que acha que há alguém a condicionar as suas vidas mais do que eles próprios. Acho que é gente limitada. Coitada.
Claro que para isolar tanto mau feeling, tratei logo de me agarrar bem ao meu gajo (depois de ter batido 3 vezes na madeira. Cruzes. Canhoto!)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A decisão

Está decidido, séries j'amé! Uma pessoa começa por ver um episódio, depois outro, ao fim de 4 já está completamente viciada naquilo (excepção feita à trampa do LOST, que aquilo não é uma série, são derilios de uma equipa inteira depois de ter fumado umas coisas valentes). Tenho para mim que nem a Globo sabe tão bem prender as pessoas ao pequeno ecrã como os senhores das séries. (Não quero aqui particularizar nenhum país se não ainda me chamam xenófoba.) Aliás, eles devem ter cursos, workshops inteiros, seminários de como anestizar o público, antes de começarem a gravar os episódios.
Ora, como a malta fica completamente agarrada aquilo ao fim de 8, 10 episódios, estes senhores dão uma de benevolentes e dizem: pronto, como a série teve uma grande aceitação por parte do público, vamos fazer a 2nd season. (Quais sedutores, manipuladores.) E é então que tudo fica perdido. Porque a 1 st season termina SEMPRE (invariavelmente) connosco a dizer: Então então? E agora? Então afinal este tinha a ver com o caso? E esta não tinha sido morta? E os outros não estavam juntos? Um horror. Uma pessoa tem de desligar a televisão a correr ou procurar outro programa rapidamente para ver se se esquece da água na boca com que ficou depois de uma destas. E quando é que começa a próxima season? Daqui a 2 ou 3 meses.
arrrrhhhhh Está decidido. Depois da água na boca, da depressão, da raiva, curei-me. Não quero saber mais de séries e/ ou season de séries!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Este não é um baby blog (VIII)

Possidónio Cachapa, Materna Doçura.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

Tremeliques com "coelhos"

Estou para aqui com tremeliques. Não do frio porque, graças ao Pai do céu, o tempo está cada vez melhor, mas porque nestes últimos dias tive um vislumbre assim a puxar para o mmuuuiittoo azedo. Então não é que algumas pessoas, fechadas, guardadas, encaixadas, engavetadas algures nas minhas memórias, sairam do armário??!!? Qual coelhos que cheiram a Primavera a sair da toca ou da cartola. É vê-los de todos os lados aos pulinhos.
Porque é que é azedo? Porque são pessoas que sairam da minha vida e esse processo doeu assim um bocadinho. Foram muito importantes na altura. Depois deixaram de o ser. Gostei muito de qualquer uma mas a certa altura, pimba, a malta chateou-se e adeus, oh vai-te embora.
Analisando assim a coisa a frio, talvez não fosse mal resolver estes estranhos casos que me apoquentam a alma. Mas se para resolver eu tenho de mexer e remexer nos "coelhos", então... e mesmo assim a frio, deixa lá estar isso. Ah, és medricas. Ah, não és frontal. Ah, és parva porque não aproveitas as oportunidades. (isto sou eu a fazer o filme todo na minha cabeça.) Não quero saber. Toda a gente tem o seu "armário", com mais ou menos pó, mais ou menos bem fechado, melhor ou pior tratado. Toda a gente tem um. Não sou excepção e já me decidi: não quero falar mais dos "coelhos". Pronto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O irmão mais velho

Há 39 chegou ele. 9 anos depois, eu.
Ele o meu herói. Eu um rato que tinha deixado a mãe dele de cama.
O quarto foi o mesmo. A mochila dos acampamentos e a música do domingo à tarde também.

domingo, 13 de junho de 2010

É desta que vou à procura da minha sósia


Ontem, depois de ter passado pela falua, com o meu gajo, algures por aqui:
- Olá, não te estás a lembrar de mim? (uma loura com sotaque ucraniano, vinda sabe Deus de onde)
- Não. (deveria? pensei eu. Ou: porra, lá anda a minha sósia S. a fazer das suas!)
- Sim. Ele não se chama Pedro, o teu marido? (apontando para o meu gajo)
- Não. Este é o N. (digo eu perfeitamente sóbria, no uso perfeito das minhas capacidades.)
- Tu não tens uma cunhada chamada Bela?
- Não. Adélia. É parecido, caso sirva. Se não, não. Bela não! (eu já disposta para ir beber um copo com a minha nova "amiga")
- Oh... então devo estar a fazer confusão. (diz a loura ainda de olhos pregados à minha cara, mesmo à espera que eu soltasse um: Ahhhh Enganei-te! Claro que sou eu. Ainda ontem eu e a Bela estivemos a falar de ti.)
- Pois, se calhar. (digo eu pela 567º vez.)

Sósia, pá, e se eu te conhecesse, não??!?!?

sábado, 12 de junho de 2010

Eu

A caminho dos Santos, ainda com o Camões na retina!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Só uma gaja entende isto (X)

Vou-me às corridas e é JÁ! E assim só para me redimir de tudinho o que survi ontem (qual alarve!) vou correr durante hora e meia. Deitar cá para fora o salmão fumado, o paté de sésamo, a bela da caipirinha e .... uma valente fatia de bolo de chocolate com doce de leite. Isto é o que se chama tirar a barriga de misérias. (De salientar que ainda ficaram na lista mais umas coisinhas que as minhas papilas gustativas já não conseguiram degustar, tal não foi o banquete!)
Hoje se estou agoniada? Nem uma pontinha. Só mesmo problemas de consciência por ter comido como se não houvesse amanhã.
E a culpa, de quem é? Dos senhores do Buenos Aires, póstáclaro!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"A democracia está a passar por um momento muito perigoso" ou o César das Neves precisa de uma queca

Conheço o Dr. César da Neves da Universidade. Brilhante professor de Economia. Comunicador nato. Mas como não se é bom em tudo tudinho, se não viveriamos numa qualquer ilha tendo como única companhia o nosso ego, o Dr. César da Neves descamba completamente em quase tudo o resto. Se não vejamos. Só hoje é que li o artigo de opinião da sua autoria no DN de 31 de Maio e centrei-me apenas neste parágrafo:
Esta lei não surgiu do nada. Ela constitui apenas o mais recente passo de uma vasta campanha de promoção do erotismo, promiscuidade e depravação a que se tem assistido nos últimos anos. Por detrás de leis como o aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual e outras está o totalitarismo do orgasmo. Parece que o deboche agora se chama "modernidade". Mas se um dia, em vez de uma maioria porcalhona, tivermos um parlamento nihilista, espírita, xenófobo ou iberista, o que salva a identidade nacional?
Eu diria que um cidadão ser extremista desta forma é de meter MEDO. Que um Professor que junta assuntos completamente diferentes, todos no mesmo saco é de ARREPIAR! Diria mais. Que se um opinion-maker utilizar um meio de comunicação para exprimir a sua opinião desta forma, é de temer pela democracia sim, e pelas gerações mais novas também, claro. E temer assim muito porque é também com a ajuda destes energumenus que a nossa democracia, sacrificada, (pode desaparecer) no altar da arrogância dogmática".

terça-feira, 8 de junho de 2010

Aqui não somos felizes: o lança-chamas

Este que vêem aqui é o nosso vizinho, muy pouco amado, na sua melhor performance: lança-chamas. A foto foi captada ontem pouco antes da reunião. Claro que como bom cão que ladra, não morde, chegou à reunião e comunicou que deixado o oficio de lança-chamas para se dedicar a outra actividade profissional: BOMBEIRO!
A ver vamos quanto tempo dura esta "mudança profissional". Vai na volta é só até às vésperas da próxima reunião. (palhaço!)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Porquê é que eu amo crianças e detesto as excentricidades do cromossoma X?

Ontem fui trabalhar à tarde, mais uma vez... Conversa puxa conversa, dei por mim com 4 míudas sentadas à minha volta: a Sara, a Beatriz, a Sofia e a Carolina. Uma com 11, uma com 7 (e oh S., ainda falta montes de tempos para eu fazer os 8. Só faço anos a 16 de Setembro), uma com 6 e outra com 5. E lá está, 4 crianças maravilhosas que nunca gincharam, em que cada uma era completa (e não havia cá mono facetas), com quem me deliciei e que fizeram sair de lá com menos 50 kgrs, no minímo.
- Oh S., onde é que tu trabalhas?
- Neste museu, querida.
- Sim e gostas?
- Gosto muito.
- E o que é que fazes lá?
- Brincadeiras para os meninos, jogos para os pais e para os meninos, explico umas coisinhas às pessoas crescidas, entre outras coisas.
- Aiii, deve ser muito fixe.
Dai a pouco:
- Quem é que aqui já fez projectos? Eu já. 2!!
(ficámos todas a olhar para a que falou sem preceber nada.)
- O que é um projecto? (arrisquei eu)
- Então, quando não se sabe alguma coisa sobre um assunto, vamos procurar na internet, nos livros. Depois fazemos um trabalho sobre isso. E depois podemos mostrar esse trabalho a quem quisermos ou então guardarmos para quando tivermos dúvidas.
- Querida, quanto anos é que tu tens? (consegui eu balbuciar)
- 7.
Passado pouco tempo, começa a mais nova a ler um livro em voz alta. Eu estava parva: a míuda falava mal, tinha 5 anos, por isso era difícil ler com aquele despacho. Nisto, chega a mãe que também vê o espectáculo. Esclarece-me:
- Ela já conhece a história de cor. Por isso, quando começa a dizer alguma coisa que já não corresponde à imagem que tem à frente, muda de folha.
Porquê é que eu amo crianças e detesto as excentricidades do cromossoma X? Porque as primeiras são autênticas, surpreendentes e ensinam-me como a vida é simples. As segundas são previsiveis, cansativas e muito chapa 5 de todos os clichés.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Só uma gaja entende isto (IX)




Acho um máximo de giras. E encontrá-las? Isso é que é do caneco! (O problema deve ser do pézinho 40)

Incongruências do Portugal (pequenino, nesta caso)

Tiago Mesquita (www.expresso.pt) Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

"Professora mostra pipi e é suspensa. Deputado furta gravadores e nada.
Portugal hipócrita: o país em que mais vale furtar e ser apanhado em vídeo do que ser fotografada a mostrar o pipi numa revista.
A comparação não será a ideal, alguns dirão que é pura demagogia. E até pode ser, admito e dou de barato. Mas pelo menos é elucidativa do tratamento algo desfasado que as nossas autoridades dão a dois casos, um mais grave que mete electrónica e outro mais divertido que envolve nudez. Pipi e os gravadores poder-se-ia chamar este filme.
No mesmo país em que assistimos ao furto de dois gravadores por um deputado da Nação sem que o acto tenha consequências profissionais para o senhor vemos uma professora ser suspensa de imediato porque mostrou o pipi e as maminhas na revista Playboy.
O mais grave é que o furto parece ter sido efectuado no interior das instalações da AR e ao que consta a professora não terá realizado a sessão fotográfica na sala de aula ou no recreio com a pequenada toda a bater palmas enquanto jogava à macaca.
O deputado Ricardo diz ter praticado "acção directa" para defender a honra, já a professora Bruna perdeu a honra ao praticar a "acção directa" de despir a roupinha.
Temos por um lado uma professora que não pode continuar a lidar com crianças porque meia Mirandela e alguma malta de Valpaços a viu nua na revista Playboy e por outro um deputado que pode continuar sentado no quentinho da AR depois de todo o país o ter visto "abafar" dois gravadores da revista Sábado. É justo.
Com isto podemos deduzir que para vermos o deputado Ricardo Rodrigues ser suspenso de funções seria provavelmente necessário que este pousasse nu para uma revista feminina ou fizesse um strip-tease durante a comissão de inquérito PT/TVI. A mesma comissão onde vemos o Sr. deputado insistentemente apelar à moral e à legalidade.
Uma coisa é certa, se a "Stôra" Bruna fosse deputada tenho a certeza que não furtaria gravadores ou máquinas fotográficas a jornalistas, até porque provavelmente estaria nua e não teria bolsos para esconder o material. Já o Sr. Deputado, a menos que faça um Lap dance a Mota Amaral não vejo forma de ser admoestado.
Posto isto e fazendo o ponto final de situação: ser professora e cumulativamente mostrar o pipi numa revista: NÃO. Ser deputado e furtar gravadores a jornalistas: SIM"

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Vamos a passeio para...

Diz que amanhã é feriado, que a malta tem o dia INTEIRINHO para se deleitar. Diz que vai ser bom e diz também que lá por casa, estamos mesmo a precisar. Agora, ideias daquelas boas, mesmo muita boas, para aproveitar o dia em grande, é que está escasso.
A ver se descubro qualquer coisa entretanto...