segunda-feira, 31 de maio de 2010

Segurança Social a super-religião, já!

Acho que vou convocar uma manifestação nacional. Sim, daquelas ao estilo da de sábado, pela Av. da Liberdade abaixo, cheia de cartazes com palavras de ordem e megafones nos carros com incidações ao grupo em marcha. Tudo o que se quer numa manifestação. Qualquer coisa do estilo: Segurança Social a super-religião, já!
É que tenho para mim que não falta absolutamente nada: tem como fundador um homem crente no regime e no povo pá, Salazar; se se "peca", paciência, "eles" perdoam mas temos de nos redimir de alguma forma (€€€€€€); tem mistérios que, se calhar, nem os Deuses conhecem; tem escândalos, altos representantes da "religião" que vivem à conta e à volta de uma "panelinha" (que-está-aqui-e-que-é-muito-boa-e-ninguém-toca-porque-eu-e-mais-2-ou-3-é-que-mandamos-aqui); tem espaços de cultos (vários e espalhados por todo o país e com horas determinadas e todos regidos pela mesma conduta "moral" e práticas doutrinais); tem crentes com farturas (e contestrários também, mas o que é facto é que, mais tarde ou mais cedo, todos recorrem a ela); os velhos, as grávidas e os inválidos são os maiores adeptos; pasme-se, tem filas para entrar (eh pá, neste ponto nunca uma religião teve semelhante coisa!).
Por isso, convoco aqui e já uma grande MANIF! Segurança Social a super-religião, já!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Esclarecimento da população a mim

Eh pá, juro que não percebo, a sério que não. Então não é que conheço muitos católicos praticantes que dão a noticia da morte de um ente querido seu como se fosse uma tragédia de faca e alguidar?!?! E acham que eu sou insensível por não compreender nem o choro nem a tristeza, para já não falar do despero...
Esclareçam-me: há ou há fé numa vida depois da morte? Acreditam ou não acreditam que nos reencontraremos todos num outro sitio muito melhor que este? Então este espetaculo cabe onde? (por favor, não me vejam com a conversa dos pecados se não começo a achar que este sistema é subversivo!)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Estado de conservação da minha pele

Depois de 85€ deixados nas mãos de uma senhora que eu não conheço, nem lhe devo nada e que, a seguir, me disse gentilmente: então vamos marcar a próxima consulta para quando? (eu segurei-me muito bem segurada para não responder: isso tudo depende de quem me pagar a consulta. Se for eu, marcamos, talvez, para o ano. Se a Sra. Dra. fizer questão de me oferecer pode ser assim já para amanhã), 170€ SUGADOS pelos senhores da Associação Nacional de Farmácias, 5 meses de muita hormona e muito creme, o resultado é:
mais 85€ dados à dita senhora que pelo andar da carrugem qualquer dia é a minha gestora de conta perferida (não sei se ela minha, se eu dela...), 3 sessões de pelling (cada uma no valor de 100€, uma pechincha!), 117€ ANEXADOS pela supra citada Associação, uma mudança radical de cremes e shampoos e (a parte que ainda não encaixei) mais 3 meses de hormonas!
Posto isto, tenho alguma dificuldade em me alegrar assim muito muito muito com as melhoras da minha pele!

Hoje...


não está cá ninguém. Fui apanhar ar. Sim?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Oh faz favor...

... é um destes aqui para a mesa do canto. Sim? Agradecida.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Conta-me como foi (just for me)

Amanhã terei uma tarde em grande! (tenho para mim que isto são coisas do Universo que decidiu ouvir os meus queixumes e pimba, deu-me um rebuçadito assim só para ver se eu não fico com a línguinha tão afiada). Ora, pois que um dos sitios onde trabalho teve, noutros tempos, outras funções que não a de hoje. Assim, os antigos funcionários dessa extinta empresa estarão lá a contar as histórias de como foi, de como eram, de como passaram a ser. Ontem à noite estive ao telefone com uma das funcionárias e diga-se de passagem que me arrependo de não ter, logo ali, gravado o telefonema. Maravilhoso. As memórias da senhora a fervilhar e eu deliciada com mil perguntas na cabeça.
Uma câmara de filmar, um gravador, um guião para a entrevista (diz que sou uma espécie de jornalista). O Sr. Eng. diz que me vai ajudar na captação das imagens. Então, conte-me lá como foi...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A esperança

Quase quase a terminar esta semana só tenho uma coisa a dizer: deve estar qualquer coisa assim muito boa, espetacular mesmo, para me acontecer. A avaliar pela "lista" de porcarias que estou aqui a contabilizar. E só falando desta semana (sem comentários em relação à passada)!
Ok, são merditas, nada de muito grave, mas porra JÁ CHEGA!

Hoje é o dia do Gu

Há 7 anos cumpriu-se a tradição do 3º filho: surpresa!
Há 7 anos rebentaram pela 1ª vez as águas à mãe do Gu.
Há 7 anos a minha mãe pôs-se novamente a caminho.
Há 7 anos a mãe do Gu foi com um amigo de familia para o hospital.
Há 7 anos pedimos aos Srs. Drs. para provarem e comprovarem que o Gu estava bem.
Há 7 anos o Igo ganhou um amigo para a vida.
Há 7 anos nasceram 2 olhos azeitona.
Há 7 anos o Gu saiu na barriga para se fundir com o coração da mãe.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Eu e os meus desejos

Às vezes desejo, do fundo do meu coração, qualquer coisa. Comprar isto, ir para não sei onde, visitar não sei o quê, conseguir aquilo, estar, ter, fazer, pouco importa. Juro a pés juntos que é só disso que preciso para ser totalmente feliz. Rogo, faço preces, sonhos, invento filmes à volta de uma hipotética situação. Enfim, tornou-me um tanto ou quanto obstinada porque me projecto de tal forma no futuro que deixo de ter "contacto" com o real. Só vejo aquilo.
Hoje ao almoço percebi que um desses meus sonhos antigos, uma das minhas obstinações de estimação de há anos, é uma estupidez. Melhor dizendo, a vida trocou-me as voltas e aquilo que eu tanto queria, aquilo por que tanto esperei, que tanto sonhei, já tenho mas não serve para nada!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

As corridas, eu e o Parque das Nações

  • Quando vou correr adoro passar por baixo da pala do Siza. Há ali qualquer coisa de grandioso que me enche o peito de orgulho.
  • Quando vou correr vejo casais a namorar, putos rebeldes de charro na boca e estrangeirada com fartura.
  • Quando vou correr tenho sempre alguém a puxar por mim. Não sei se é da minha evidente falta de aptidão para a coisa ou se é do meu estado avançado de cansaço.
  • Quando vou correr sinto o perfume dos outros desportitas e esqueço-me das minhas manhãs fedorentas passadas no 750.
  • Quando vou correr já não fico com dor de burro, já me aguento mais, já não sinto tanto a banha a abanar, já levo musiquinha da boa. E má nada!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Eu e ele (novamente)

Ontem tive vontade de dançar. Apesar de já ser tarde. Apesar de estarmos os 2 a tentar produzir qualquer coisa para os respectivos trabalhos. Apesar de nossa tática de dançarmos sem levantarmos os pés do chão ser infalivel, apesar de tudo isto, eu tinha mesmo vontade de dançar. O Sr. Eng. nem tanto. De modo que às 2 por 3 quis mostrar o meu desagrado com aquela situação:
- Amor, sabes o que me falta? (referindo-me à paciência, à falta de apetência, por ai adiante)
- Ai uns 20 centrimetros.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Eu acredito em contos de fadas reais

Sim daqueles que falam de pessoas normais. Umas vezes felizes, outras vezes tristes. Umas vezes cheias de energia e confiança, outras nem tanto. Eu acredito em histórias feitas de desafios, de coisas que correm mal, de chatices, de dores de barriga e problemas. Acredito que não estamos sempre bem, que não somos uma vida inteira sempre da mesma forma (e isso não é incongruência), que vamos sendo como conseguimos (mas nem sempre como deveriamos ser, ou pelo menos, como seria desejável sermos). Eu acredito em história completas, sem saltar a parte do partir a loiça toda.
Se gostava de ser uma outra coisa, de ter uma outra vida, de mudar de Planeta? Sim. Mas isso não teria tanta piada porque seria sempre tudo monótono, fácil (e porque, eu sei, me cansaria de tanta coisinha boa, fofinha, cor-de-rosa e essa tretas de adolescente romântica) Além disso, eu não teria a oportunidade de me superar, de descobrir o que posso ser depois de uma crise. E isso, essa descoberta, eu acredito, torna-me mais pessoa, melhor pessoa.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu e Ele

Hoje ilustraram muito bem como às vezes sinto a minha relação com o Sr. Eng.:
a empregada doméstica que acorda cedinho e o segurança que faz noitadas.
Oh que belo par de jaras nós somos...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Muito bom. Mesmo!

"Este país não é para corruptos
Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer.
Quinta-feira, 29 de Abr de 2010 Ricardo Araújo Pereira
Portugal é um país em salmoura. Ora aqui está um lindo decassílabo que só por distracção dos nossos poetas não integra um soneto que cante o nosso país como ele merece. "Vós sois o sal da terra", disse Jesus dos pregadores. Na altura de Cristo não era ainda conhecido o efeito do sal na hipertensão, e portanto foi com o sal que o Messias comparou os pregadores quando quis dizer que eles impediam a corrupção. Se há 2 mil anos os médicos soubessem o que sabem hoje, talvez Jesus tivesse dito que os pregadores eram a arca frigorífica da terra, ou a pasteurização da terra. Mas, por muito que hoje lamentemos que a palavra "pasteurização" não conste do Novo Testamento, a referência ao sal como obstáculo à corrupção é, para os portugueses do ano 2010, muito mais feliz. E isto porque, como já deixei dito atrás com alguma elevação estilística, Portugal é um país em salmoura: aqui não entra a corrupção - e a verdade é que andamos todos hipertensos.
Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente.""

terça-feira, 4 de maio de 2010

Aqui somos felizes: o passeio do Dia do Trabalhador

Eh pá eu começo a ficar com ciúmes à séria! Então não é que o Boneco de Neve e o Floco apanharam o balanço da Primavera? E é vê-los sempre afinados no seu habitué pan-dan. Assim, não há condições, minha gente!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Este não é um baby blog (VII)

No sábado, Dia do Trabalhador, fomos a passeio. O carro das gajas. O carros dos gajos. 2 ou 3 sitios engendrados, a promessa de que iriamos andar. Ora, antes de darmos corda aos sapatos e ainda no carro das gajas, começámos a falar de gravidezes. De notar que o carro era composto por: uma grávida, uma "estou quase lá", outra "quem é a próxima?" e a outra (que por acaso era eu) "adoro o meu papel de Tia". Este post serve para justamente, e a título pessoal, eu me redimir da dita conversa. Cara de Bolacha, tu desculpa não ter travado a conversa parva dos partos, as amarguras das noites mal dormidas, as quecas em faltas. O choro, as fraldas, os cócós, as birras, o cansado, a mudança radical da vida.... Desculpa ter-me focado na minha cagufa em vez de enaltecer a tua barriga linda e a tua coragem (que eu prometo aqui que um dia terei!) Post isto, fica aqui jurado que estarei no Chá de Panela mais famoso e hilariante da história de Mafra (e arredores). Assim só para me redimir da coisa.