terça-feira, 30 de novembro de 2010

Seguros!?!?!

Meti na cabeça que preciso de um seguro. Sou um naba nestas matérias, por isso toca de tentar perceber, com muita calma, como é que isto de estarmos "cobertos" pelo seguro, funciona. Para princípio de conversa, funciona mal. Muito mal mesmo. (Aliás, para ser verdadeira, acho que deixou de funcionar) A malta salta de site em site à procura de informação útil e fidedigna e só consegue ler "flores" - daquelas muita bonitas, cheirosinhas, que apetece ter em casa, as flores da Primavera! Ui! Está tudo muito bem escrito com letra garrafais, a cores, imagens apelativas, tudo do bom e do melhor. Ora, num instante ficamos convencidos de várias coisas IMPORTANTES: o país não está em crise, 2011 será O ANO (por excelência) do consumo desenfreado, as pessoas que inventaram aquele seguro são MUITO ENTENDIDAS na matéria, nós seremos PESSOAS AINDA MAIS FELIZES se aderirmos e, o fundamental: NADA, mas nada mesmo (ok?) nos vai acontecer com aquele seguro. Um brinquinho!!
Pergunto por preços: letra tamanho-2, ou "contacte-nos para lhe darmos uma informação mais individualizada". Pergunto por período de carência: variável com o plano que escolhermos. Pergunto por prestações: resposta igual à anterior mas acrescentam os vários planos/ cartões disponíveis. Não faço perguntas e dizem-me coisas FANTÁSTICAS E ÚTEIS, tais como: tenho desconto se 2 ou 3 elementos da minha família também tiverem naquele plano, onde posso adquirir esta PEDRA FILOSOFAL, como é que o utilizo e como consulto a rede de serviços disponíveis.
Posto isto, digamos que DESISTO. Estou cheia de informação que basicamente não me serve para nada. E aqui para nós que ninguém nos ouve, se é assim e eu ainda não preciso do seguro, imagine-se quando precisar ou se por acaso, um dia, quiser cancela-lo! Ficamos assim: amigos à distância!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Diferentes pontos de vista (III)

Há mesmo coisas esquisitas. Coisas que nos acontecem (nós provocamos?) e que nos deixam, assim, meios atordoados. Coisas que são nossas, outras que aceitamos como nossas, outras ainda que inventamos. Este fim-de-semana é disso exemplo: aconteceu tanto... que eu ainda estou zonza. Nem sei que sentimentos ter em relação a este turbilhão. Qual chuva e frio que vieram como um raio! Que raio! Mesmo!!! Estranho de verdade é sentir-nos a deslizar entre acontecimentos, sentimentos, descobertas. Estranho... porque eu não sabia que eu também era assim, eu não sabia que um dia viveria aquilo, porque não me reconheço bem desta forma. Não é que esteja perdida mas antes preplexa. Tudo bem que a consciência das coisas não nos serve de nada se nós não agimos em conformidade, mas por hora, eu estou a assimilar.
Ontem montei o presépio lá em casa, pendurei o anjinho do Natal na porta de casa, assendi a árvore de Natal. No sábado tive uma conversa séria com o Nuno, jantei com um casal amigo e um divorciado esclético, tratei das prendas do Natal. Na 6ªf comprei um calendário do advento, terminei uma semana de trabalho de loucos e começei seriamente à procura de um novo trabalho. Algures, por estes 3 dias, decidimos mudar a nossa vida. Por hora, é estranho e eu ainda estou a assimilar.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Celebração

Ao fim de um ano e picos, de 16 meses. Ao fim de 485 dias e um número perfeitamento obsceno de horas. Depois de me ter casado uma segunda vez, no dia de hoje, exactamente, acho que me voltaria a casar. Pela 3ª vez, pela 4ª, 5ª... com o mesmo homem. Não gosto de "cromos" repetidos mas adoro a celebração da felicidade. Se é sempre bom? Não. Se há vezes que tenho vontade de o estrangular? Sim, muitas. Se já pensei em lhe dizer para voltar para casa dos pais? Ui... não vamos contar o número! Se já pensei que mais valia só do que mal acompanhada? Também. Mas ao fim de um par de horas, dias vá, chego sempre à mesma conclusão: tenho o coração colado à boca e portanto a primeira m*** que sinto, é a primeira que me sai da boca; e eu estou para o meu casamento como algumas pessoas da minha geração estão para crise de hoje: quem acredita no Pai Natal? quem disse que era fácil? Aprendi, aprendo todos os dias mais um bocadinho sobre essa coisa que os meus pais sempre me disseram que um dia, um dia, eu seria: crescida. Assumo hoje um bocadinho mais dessa responsabilidade do que assumia-a há um ano atrás e assim gostaria que continuasse a ser. Sempre em modo crescente. E faço-o não como se fosse castrador mas como qualquer coisa que me faz ser MAIS. E neste caso MAIS feliz com o Sr. Eng.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Lisboa

A ver se começo a andar com uma máquina fotográfica atrás. A ver se não perco mais momentos como os desta manhã: 9.30h da matina e eu ali, lado a lado, com o Tejo. A ver se "gasto" tempo em imagens assim. A ver se me alimento disto. Destas coisas que nos enchem o peito de ar fresco e que fazem jurar que somos Grandes. GRANDES à séria!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Diz que não faço greve

Em dia de greve geral vim trabalhar. Não me considero salazarista nem burra. No primeiro caso porque sou contra o autoritarismo, a ditadura. No segundo caso porque no meio de uma crise social, económica, politica, seria burrice fazer birra (ou será greve?) E cá estou eu, a bolir. Melhor dizendo, à procura assim de qualquer coisa que me tire do sério, que me controle todos os pensamentosinhos, que me dê uma pica desgraçada. Que raio, não deve ser assim tão dificil de encontrar. Um projecto novo, uma mudança, uma coisinha nova... qualquer ideiasita concretizavel que despolte este meu lado mais passional. Não acredito que seja assim tão dificil...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Este é um baby blog (IV)

Nos últimos 2 meses salto entre 2 posições, opostas, sobre o assunto maternidade: uma, antes e depois da menstrução e outra, no primeiro dia da menstrução.
No primeiro caso, penso:
- Filhos? Lagarto. Lagarto. Estou muito bem com os dos outros.
No segundo caso, grito:
- Mas será que esta má disposição, estas dores horrorosas, este morrer devagarinho a caminho do hospital já sem sentir rins, pernas, nada, PASSA COM UM FILHO? (se sim, é um para mesa do canto. JÁ!)

Sobre ontem

Várias verdades que descobri sobre a televisão e que para mim, ignorante nesta área, foram uma surpresa:
1. A carrada de gente que trabalha na produção de um programa! Eu quase que jurava que eram tantas, quantas pessoas no público.
2. Bora lá contar quantos têm um curso superior? É mesmo engraçado pensar 2 segundos nisto. (Nada de preconceitos.)
3. O povo que está assistir ao programa conta-se pelos dedos das mãos.
4. O estúdio é mini mini mini. A malta em casa é que se deixa iludir pelos efeitos das câmaras.
5. A música ao vivo é tocada tão alto mas tão alto que quando começou eu até mandei um pulo.
6. A malta que vai para a frente das câmaras não tem cara. Tem "máscaras" de maquilhagem. Até faz confusão de ver.
7. Afinal o Herman há uns anos atrás tinha razão quando gozou com os Bate-Palmas. Eles existem mesmo. E agora uma pessoa controlar o riso depois de se lembrar disto...
8. Não sei do que estava à espera mas sai de lá com uma sensação de vazio. (será que é assim com toda a gente?)
9. ADORO mas é que ADORO mesmo falar em público. Adoro a parte do beijinho-beijinho, do cara-a-cara, do diálogo (médio) personalizado. Mas é assim uma coisa que me está entranha da na pele. Uma câmara é coisa para bicho do mato.
10. E agora vamos lá ao trabalho. Toca a ligar para a TV à minha procura dos meus préstimos que eu tenho muita gente engraçada para conhecer, muito lugar giro para estar, muitas actividades novas para preparar, mas lá está, preciso de malta. Assim cara-a-cara, beijinho-beijinho. Sim?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hoje preciso

Oh p'ra mim tão pequenina, pequenina...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

YOU

Às 4.30h da manhã despertei. Desperada procurei o meu gajo e agarrei-me a ele, como se não houvesse amanhã, enquanto me esforçava por acordar mesmo! - Acorda. Acorda. Estás a ter um pesadelo. - disse bem alto ele. Ainda a custo tomei consciência do sítio onde estava e do sonho.
Sonhei que o MEU Sr. Eng. tinha desistido de nós, que tinha chegado ao pé de mim a dizer que não dava mais, que precisa de espaço só para ele. Sentiu-o tãooooo distante de mim que a conversa durou pouco mais de 2 segundos. Não chorei mas angustiei-me tanto! Sonhei que mais tarde tinha ido atrás dele. Ele abufar porque já não me podia ver à frente; eu sem conseguir aceitar a minha nova condição. O dia estava lindo. A casa por onde andei era estranha, tinha uma brutal piscina e eu achei que ele estava com o Rui. Lembro-me das fiéis calças de ganga, dos ténis castanhos velhos e de uma camisola azul semi gola alta com um fecho à frente. Lembro-me do gesto a tirar a carteira do bolso e a juntá-la ao telémovel enquanto me olhava com aquele estilo: Vá, vamos lá embora que eu tenho mais que fazer do que estar aqui a falar contigo.
Sonhei que mais tarde tinha ido falar com a Sara e ela me tinha dito que eu tinha de aceitar. Lembro-me de reconhecer naquele desespero. Lembro-me de ficar com um ódio de morte por ele vir a estar com outras mulheres. Lembro de estar a andar enquanto imaginava que não podia voltar para casa, que não sabia como iria contar aos meus pais e que não sabia o que seria de mim a partir daquela altura.
(e acho que já exorcizei todo o mal que me pudesse acontecer hoje ao final do dia. Que os Deuses me acompanhem!)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ALERTA: preparados... ACÇÃO

Estou em pânico: ontem fui ao Vasco da Gama e qual não foi o meu espanto quando, antes de conseguir entrar no parque de estacionamento, vi cruzes em aço (daquelas que se colocam nas praias, em tempo de guerra, para os barcos não atracarem) e arame farpado com fartura (para evitar que alguma alma bem intencionada decida perguntar as horas ao latagão que está do outro lado). O dispositivo de segurança é tal que uma pessoa até fica intimidada (mas também deve ser de mim que sou uma florsinha!)
Bom, mas há 2 notícias boas nisto: 5ªf ao fim do dia despeço-me do mundo para só aparecer de novo no domingo da parte da tarde. Estaremos no desterro sem qualquer tipo de comunicação com a vida, o mundo, as pessoas que nos amam. O sentimento é de solidão e desamparo profundos mas nós abafamos a mágoa com umas boas horas de sono! A segunda coisa é que, tenho para mim, que Lisboa é, por estes dias, A cidade mais segura do mundo!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Este é um baby blog (III)

Descobri a semana passada que tenho uma sobrinha chamada Icas Mingues.
(as palavras tem letras a mais. Todos sabemos.)

Desabafo da mulher do Sr. Eng.

Há mais fios (de todas as cores, feitios, para efeitos que vão para lá da minha imaginação) em minha casa do que "linhas" a ligar os meus pensamentos de gaja.
(e eu que pensava que era imbatível...)

Só uma gaja entende isto (XVIII)

5ªf saí do trabalho com vontade de participar num combate de luta livre. Em vez disso, meti-me nas compras. Como sou muito "pobresinha", não acho graça a marcas, não percebo muito de modas nem sou capaz de pagar o preço de certas futilidades, fui a uma qualquer loja de gaja e toca de exprimentar uns sapatos. Lindos de morrer. Recomendados por uma colega: muito confortáveis, não magoam nada apesar de terem um tacão de 20 cms, de serem de pele de carneiro e uns pregos à volta! Ora, eu, do alto mais alto da minha neura calçei aquilo, vi-me ao espelho de vários ângulos e confirmei que eram mesmo aqueles sapatinhos que me fariam voltar a achar o mundo cor-de-rosa. Paguei. Sai da loja e achei que AINDA era muito cedo para voltar para casa. (eu amo muito o Sr. Eng. para o estar sempre a sujeitar a maus tratos!) Entrei no hipermercado com o meu olhar esgazeado, tipo SAIAM-ME DA FRENTE QUE EU HOJE MORDO! Enfiei no carrinho das compras, a pensar ainda na P*** da neura: 6 litros de leite, 48 rolos de papel higiénico, 19 litros de água, 16 iogurtes liquidos e mais umas procarias de que os meus olhos gostaram. A pagar não custou nada. De verdade! Problema a séria, mas mesmo à séria foi quanto pedi ao meu gajo para me vir ajudar a descarregar aquele peso do carro. E assim, em modo crescente, o MAIOR problema de todos foi no outro dia estrear a m*** dos sapatos! Pois é: hiper altos, nada confortáveis, é impossível conduzir com eles e o Sr. Eng. olhos para eles como olhou para os cozinhados da outra, no outro dia. Um desastre!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A minha chefe

A minha chefe está no hospital com um ataque de nervos. Há 3 dias atrás ligou a uma colega minha com a voz afecta e com um discurso incoerente que a envolvia a ela, um hospital e um qualquer blackout. A minha chefe não é uma tipa nova mas diz que tem experiência na área. Por isso, tenho alguma dificuldade em perceber esta "falta de maneiras" em situações de stress. A minha chefe conta, vezes demais, com a nossa versatilidade para tapar a falta de apetência dela. A minha chefe é uma tipa fixe para beber chá, rir e fazer figura porque é muito bem apessoada. A minha chefe está de molho e nós temos um bilhete, assinado por todos, com votos das melhoras:
Chefinha, desejamos que melhor rapidamente porque uma pessoa que tem tamanha cunha (proporcional à show off que dá) e que está de pedra e cal no seu lugar de "emprego" faz muita falta. O povão aqui trabalha a recibos (e de quando em vez leva um apertão por conta de coisas que não tem a culpa) e precisa de uma referência de como vingar na vida através do compadrio! Vá lá, ponha-se boa. Trabalhar das 9h às 18h, sem ter de fazer horas extraordinárias nem vir cá ao fim-de-semana não é caso para tanto, caramba!

S. Martinho

Ainda sobre o S. Martinho. Se eu gosto de castanhas assadas? Não. Eu AMO castanhas assadas, quentinhas. Daquelas que nos deixam os dedos todos sujos quando as descascamos e a rebolar quando comemos mais de 10 de enfiada (este número é meramente indicativo. Assim só para os dias em que estou com fastio.) Ontem o meu gajo fez umas quantas. MARAVILHOSAS. Comi umas quantas e hoje trouxe outras tantas para o meio da manhã e para o meio da tarde e para quando sair daqui, caso me dê fome.

Estamos quase no Natal

As ruas já estão iluminadas. As montras enfeitadas. O frio já chegou em força e a mim já me cheira a rabanadas e sonhos. Como em anos interiores tenho a lista dos presentinhos feita, alguns comprados, outros de baixo de olho. (nenhuma ideia para a ceia nem para o dia de Natal mas com muito medo da "alegria" que esta decisão comporta) Não tenho a mínima paciência para andar a correr de um lado para o outro na véspera, à espera em filas intermináveis, cheia de sacos a arrastar-me pelos centros comerciais, além do que a minha guita não estica. Por isso, quem não tem VISA, caça com um multibanco básico.
Gosto de presentes sim. Mas não se coisas chapas 5, tipo bombons ou cuecas ou meias. Gosto de ideias frescas, de coisinhas novas (qual espírito inconformado: este ano decretei que seria o ano do nascimento da MENINA Jesus porque estou farta de tanto ano de machismo.) Vai daí que dei com isto e com isto. Estou aqui indecisa e só o Sr. Eng, me compreende. Perguntou-me ontem:
- Então? É para encomendar tudo, certo?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lamechas que só eu

Eu já tinha dito que adoro uma das minhas equipas de trabalho, não tinha? (A outra... é assim mais bolos. Daqueles com muito açúcar e que a gente volta e meia TEM de comer porque está com uma "quebra".) Hoje, assim que cheguei tinha 2, 2 e-mails deles. Maravilhosos como sempre. Com novas propostas e a boa disposição do costume. Ontem de manhã alguns de nós tinham-se cruzado. De fugida porque era grande a confusão no trabalho mas com a empatia de já quase 3 anos de convivência. É assim como aqueles casamentos felizes que começam bem, atravessam altos e baixos mas a "curva" é sempre de crescimento, sempre a melhorar.
(pronto, já tive o momento lamechas do dia agora vou voltar ao trabalho!)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Intermitências da vida

Ainda a propósito deste post. No fim-de-semana passado cresceu em mim uma violenta vontade de fazer desta ideia, uma realidade. Mesmo à séria. Deixar para trás os planos dos próximos tempos. Pedir aos amigos, à familia e ao trabalho que esperassem um ano porque nós iamos ali e já voltávamos. Mesmo à séria. Estoirar algumas poupanças que me custaram tanto a amealhar. Ir sem destino, saltitando de cidade em cidade, dormindo em quartos alugados, pensões baratas. Conhecer novas pessoas, descobrir outros sítios, respirar pausamente e sem pressas outro espaço. Mesmo à séria. Porque nesta altura sinto-me a reproduzir coisas e não a criar. Sinto-me alapada a uma rotina de trabalho-casa, mais trabalho-menos casa e o cansaço desta sobrevivência desgasta-me.
Eu e o Sr. Eng. já tinhamos falado disto a propósito da nossa reforma. Mas este fim-de-semana achei que até essa altura eu poderia morrer levando para a próxima encarnação este desejo louco de experimentar o imprevísivel. O Sr. Eng. olhou-me devagar: tem a casa que ele escolheu, o emprego pelo qual ele lutou (onde agora se sente, pela primeira vez, frágil), um doutoramento a meio, está com a familia e os amigos e diz que se casou com a mulher da vida dele. Portanto, mudar o que está perfeito para quê? Eu disse-lhe que quando ando na rua olho sempre para o céu. Não quero saber se este gesto me leva a pisar um cocó de cão ou se esbarro com alguém. O céu é só uma das minhas etapas (sim, está longe de ser o limite!) Por isso, e apesar de concordar com uma parte do que ele diz, discordo da parte do medo do "salto em queda livre". Porque a maluqueira de viver apaixonadamente, de trocar as voltas ao instituido, de às vezes correr bem e outras mal, de decidir sem pensar é qualquer coisa que também me define e que assim de repente eu agora gostava de ser! (não ficamos por aqui...)

Eu na 3ª idade

Cheguei à terceira idade. Não há nada a fazer. Sinto a mudança das estações nos ossoes. Tenho dores nas costas que me farto, sono que chegue para um batalhão e confesso-me cada vez mais apta para a reforma (planos, não me faltam). Estou aqui vai não vai para ligar para um endireita e em me render aos encantos de uma bengala. Há que assumir a minha condição plenamente.
(ou isto ou talvez seja o meu corpo a precisar de umas valente horas de sono e um fim-de-semana de alegre fare-niente.)


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A beleza que tarda a chegar

Ontem fiz o último peeling de um total de 3. O mais forte de todos porque a Sra. Dra. lá deve ter achado que eu estava a reclamar muito e pumbas, toca de me QUEIMAR a pele a ver se eu me calava. Não. Na verdade, eu não estava danada, nem aborrecia, apenas com vontade de partir aquele imaculado consultório, mais as Sras. Dras. e as empregadas, toda a indústria farmacêutica e ainda o atrasado mental que inventou esse magnifico instrumento de emancipação feminia, a pílula. Não fiz nada disso, está-se mesmo a ver. Ouvi com paciência que para as marcas que restam sairem completamente da minha cara, agora só com laser e uma semana em casa a recuperar (não me disse o montante em euros que a continuação desta brincaderia me iria custar não fosse eu passar-me mesmo à séria).
Eu que pensava que chegaria a Dezembro trintona mas com uma pele de bébé, tesa mas feliz feliz feliz que só eu, afinal... eram tudo meias-verdades. Estou tesa - só em peeling foram 300€ - trintona - a inevitabilidade desta palavra ainda me entristece mais - mas nada de pele nova (qual cobra em mudança). De modo que já tenho a última consulta marcada, assim só para dizer à Sra. Dra. que a minha cara já não parece a superficie da Lua, que agora é uma pele milionária, tudo factos, mas que já chega de alimentar esperanças. Ficamo-nos por aqui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

F de descanso, sol, relax. F de FÉRIAS!

Lonely Planet está em sintonia comigo. Eu sei! Ontem trabalhei como uma maluca: ele foi a roupa, ele foi o jantar, ele foi as prendas do Sr. Eng, ele foi embrulhos (quanto ao último caso, não vamos falar disso que eu estou aqui quase a ter um apóplexia). Deitei-me tarde e a más horas. Para ajudar, não tive fim-de-semana. De modo que neste momento tenho um olho aberto outro fechadinho - qual zarolha acéfala - a ver se produzo qualquer coisa de útil para a sociedade. Depois são as costas que me doem (raios partam mais à cadeira que é uma velnte m***) mais as pernas e as articulações (pareço os velhos ou os hipocondriacos, ainda não me decidi) e, claro, a minha "bossinha" no seu melhor (Ah e tal, eu sei que não faz parte das tuas competências, mas não te importas de ir ali ... E eu vou porque sou uma burra, otária que nunca mais aprendo a dar-lhe para trás).
Retomando a conversa da minha querida Lonely Planet. Acaba de editar um livro tão xuxu mas tão xuxu que eu até tenho vontade de lhe dar beijinhos: Best in Travel 2011. Posto isto, vou ali decidir-me qual dos 10 países e/ ou 10 cidades me "apetece" conhecer no próximo verão. Faz conta que o orçamento de estado é o melhor dos últimos anos e que não estamos em crise. Siga.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Este é um baby blog (II)

A Chica ao colo do pai. O Orelhas (um urso de peluche) ao colo da Chica. Todos à porta de casa a despedirem-se da mãe antes de irem para a escola.
- Diz adeus à mamã. - diz o pai à Chica
- Adeus.
- Agora diz ao Orelhas para dizer adeus à mamã. - pede o inculto pai.
- O Orelhas não pode. Não tem mão pa dizer adeus.

Equipa boa

Que eu gostava de ter um emprego mais estável, é verdade. Que eu gostava que o meu emprego fosse a tempo inteiro, estimulante, também é verdade. Mas, até ao momento e eu acredito que esta é uma situação passageira, tenho de correr de um lado para o outro, trabalhar numa coisa secante, estar muito tempo sentada e não pensar muito no dia de amanhã para não me deprimir. Como eu disse, eu ACREDITO e ontem assim como se de magia se tratasse, eu convenci-me que pertenço a uma das melhores equipas do mundo. Mandei um mail a propôr um jantar de exorcismo do Mal, que isto ultimamente, dentro da equipa não tem andado famoso. As respostas surgiram de imediato e de todos os lados, animadas, cheias outras ideias magníficas. Em menos de nada foi "montado" um jantar em que todos participam, volante como convém, regado a "queimadas" e em casa de um de nós.
Eles são muito bons: porque se empenham no seu trabalho, porque são responsáveis, porque são amigos e muitas vezes compinchas. Às vezes não corre bem. Às vezes é dificil. Às vezes ficamos à beira do desanimo. Mas isso aconteceria mesmo que ganhássemos 2 000€ ao final do mês, o resto das nossas vidas. Eles têm sentido de humor. Eles são versáteis. Eles têm sempre novas ideias. (Caso haja por ai algum patrão que nos queira contrar a todos, nós vamos de bom agrado. Mas tem de ser todos!) E eu tenho uma sorte dos diabos em trabalhar nesta equipa. Se eu podia viver sem estes tipos fantásticos mas com um emprego estável? Poder até podia. Mas não era a mesma coisa.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Diferentes pontos de vista (?)

- Vou-te contar um segredo que não devia: não me podem fazer as vontades todas mas também não me podem estar sempre a contrariar. É ali um equilibrio. Estás a ver?
- Vou-te contar um segredo que também não devia: vocês são todas assim. Todas iguais.