sábado, 31 de maio de 2008

O camião que há em mim

Às vezes percebemos da pior forma possível que temos um espírito de camião; daqueles que levamos tudo à frente, sem sentir nada.
Ficamos de quando em vez centrados em nós e neste nosso umbigo gigante.
Lamento, lamento mesmo. Poderia até ter feito melhor, mas não fui capaz. Enfim, qual elefante a saltar de nenúfar em nenúfar...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Suplica-se por...


... menos coisas a acontecer na minha vida. Travões. Desaceleração! Qualquer coisa que me deixe respitar fundo.

Estou farta de pensar na personagem do Plano Infinito, da Isabel Allende: "Cuidado com o que pedes aos céus que ainda te podem dar!" Claro que só mesmo os latinos para se lembrarem de tal coisa. Seja como for, têm mais que muita razão.

A amiga C. bem me confirmou esta caracteristica lá de cima. Disse-me que como tinha pedido tanto, não era de espantar que tivesse demasiado! Muito mesmo.

De modo que se suplica, neste momento, por descanso.
(vou-me a um doce qualquer ali do bar e já volto.)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Em véspera de feriado


À noite, lá fomos nós para tomar conta da Joanicas. Ora pois muito bem, para quem não sabe, a Joanicas tem 2 meses pelo que apresenta à partida uma dificuldade extra para quem não entende muito de bébes: não fala. A parte de comer (o bolo-mama, como os pais lhe chamam) tudo muito bem até porque o pai e mãe ainda estavam lá. Mais à frente, quando já ao meu colo, sentiu os pais a passarem pela porta, pois que o agrado não foi total mas passou.

Pois que brincámos, pois que viu coisas com brilho e ficou deliciada, pois que tudo muito certo até à parte em que se cansou. Como disse a Joanicas não fala (nada estranho, eu sei) e portanto não disse que precisava de descansar e esta questão foi complicada. Acreditem! Mesmo gozando com ela como o N. fez, mesmo com a música preferida, mesmo ao colo, nada... Até que, deitada no carrinho e ainda a resisitir lá adormeceu por fim.

Registo para o futuro: depois do bolo-mama, cama!

domingo, 25 de maio de 2008

Este sorriso...

Este sorriso acompanha já há algum tempo. Uma parte de mim que me faz crescer e que ajuda a tranquilizar o meu coração acelerado. Gosto desta forma só dela: entre o ser e o não ser, na descoberta do processo. Esse tal estado em que não sabemos muito bem como é mas em que gozamos o momento com a força que ele exige.
Cada uma no seu caminho: eu na minha dificuldade de ser quem sou; ela aos pulinhos entre cá e lá. O processo da nossa amizade. Depois ainda temos a Chocolate. Sim, esse vulcão que nos deixa às 2 meias perdidas: mostra-nos como SER e como levar tudo à frente desse tal SER.
À frente está um kharma (desde há séculos traçado) juntas. Acredito nisso como nesse sorriso.
(parabéns! agora começa um novo ciclo!)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Jogo simbólico

Numa sala de um jardim de infância estavam algumas crianças a brincar. O jogo era conhecido por todos e muito fácil: cada um teria que representar um papel que se integrasse na brincadeira da restante turma. O tema era a família.
No decorrer do jogo, houve uma criança que se sentou numa cadeira com determinados atributos e ali permaneceu a olhar para os outros. A professora convenceu-se de que a criança não estava participar mas não quis interferir para ver o que acontecia. A certa altura há uma outra criança que vai ter com ele e diz:
-Hei! Também me quero sentar nessa cadeira.
Ao que a criança que estava sentada responde com um ar grave e muito sério:
- Xiu! Que eu sou o pai!

Gu: hoje é o dia do Gu, olhos de azeitona

Hoje o Gu faz 5 anos. Não vou dizer aquilo que as velhas tias gostam de afirmar enquanto se agarram a nós e entre beijos lambuzados e sorrisos embevecidos, juram que somos só delas.
Na nossa família, e como já disse várias vezes, os terceiros filhos chegam a este mundo numa atmosfera bastante problemática: ou não nos querem, ou confundem-nos com a menopausa ou, a pior de todas, dizem que somos deficientes. Não há pachorra! De modo que o Gu não fugiu à regra. Em todos os sentidos! É ele vai quebrando o gelo quando estamos à beira da ruptura:
- Mamã este casamento é bué da fixe: tem muitos morangos.
É ele que nos surpreende resoluções bastante pertinentes:
- Deixa, ele tá com a birra. Oh, vê. Tá com a birra.
Ou então deixa-nos perplexo quando saí de situações que o deixam apertado:
- Larga-me que eu quero ir beber água.
Só tenho pena que esteja tão longe. Hoje seria um óptimo dia para o ver rir-se com os olhos de azeitona ou brincar com a bececleta ou os patins novos.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Viciante... agggggrrrrr


Quem é que já tem o próximo episódio?
Estou desde ontem em pulgas para saber o que vai acontecer. E só tenho este cheirinho....

quinta-feira, 15 de maio de 2008


Voltamos lá. Sim. Mais cedo do que eu julgava. Com outras pessoas, para conhecer aquilo que nos passou. Sovaco de Cobra, moreia frita, sol e calor q.b. Uma outra forma de estar, um outro povo. Ainda que seja só de passagem, ainda que compeltamente diferente da última vez, o gosto na boca já está a crescer...
nhâ crechê

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Frase do dia

Celulite não é defeito. Significa "Eu sou gostosa" em braile.
(só mesmo os brasileiros!)

18 de Maio - Dia Internacional dos Museus

Uma das maiores festas dos museus está chegar e eu ainda não vi nenhuma divulgação mais à séria, semelhante às dos anos anteriores. Pelo menos, parece-me que os museus da grande Lisboa estão um pouco tímidos em termos de programação para a noite e dia dos museus.
Há porém alguns muito bons exemplos de "agentes de mudança". Aqui ficam:

(o Museu de Arte Antiga e e o Museu da Cidade também tem algumas coisas)
Esperemos que até ao final da semana apareçam outras propostas ....

terça-feira, 13 de maio de 2008

6ªf à noite

foi por aqui que andámos. Fotos, caras conhecidas, outras para reconhecer, muita conversa, uns copos para acompanhar.
Recomendo!

E é tão bom... (II)

... quando o Universo conspira a nosso favor e tudo nos corre bem. Não sei se será da dança do dragão ou da minha alegria em querer mais e mais até ao fim do muuuunnnnddddooooo.

Que Brahman, Shiva e Vishnu me acompanhem para sempre.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Para quem ainda tinha dúvida

Aqui fica a prova de que o Museu do Oriente é um excelente programa para este fim-de-semana.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

E isto...

... de sentir que os outros nos pesam, que nos carregam e nos fazem sentir que é dificil (tudo). E quando lhes respondemos com leveza, julgam-nos tolos, inconscientes.
Se calhar até é para ter graça.

Com a mão esquerda


Somo já uma infinidade deles a "segurar" no anel.

Gostamos de mãos mas não daquelas que se metem demasiado. Gostamos mais das que são discretas, delicadas, doces. Que transmitem e passam a mensagem. Como um trunfo, um tesouro por descobrir.

Não queremos saber tudo já, mas ter a alegria de ir descobrindo, descobrindo-nos.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Cantinho da Amizade


E se amanhã, como que por magia, fossemos tomar o pequeno almoço aqui....
Podemos garantir que os salgadinhos que estão dentro destes potes são maravilhosos!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Conversas de corredor

(Diz a velha de cabelo oxigenado, óculos fundo de garrafa e roupa de outros tempos para o pai boxexudo, babado, acerca do latagão que um dos 2 tinha ao colo e que acusava já algum cansaço da conversa e do colo)

- Ai que lindinho. É de maminha ou de biberão?

(Respondemos nós, em tom quase de adivinhação)

- Deve ser de maminha, a avaliar pelo pai.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Aqui somos felizes: nós no novo


E quando o novo é maior que nós?

E quando julgamos preferir o velho, bolorento e cheirar mal, ao novo, fresco e cheio de vida?

E quando juramos que não sabemos lidar com as bênçãos que temos?


É um sabor a azedo que procuramos combater com uma colher de compota da alma.