sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sobre os últimos 3 anos

Ter uma chefe que é machona é inspirador, não é?
(Agora que me vou embora já posso dizer estas alarvidades.)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A morte do cisne

Se há coisas que nos soltam as lágrimas?
Sim. !

Na muche


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Chapéus há muitos

A 3 dias de me ir embora do sítio onde passei os meus últimos 3 anos, caiu na nostalgia (mais do que é suposto). Quer dizer, não é bem nostalgia mas num período de: "Ai que me doí a barriga. Para onde é que eu vou? Esqueçam lá as queixas todas porque eu quero é a bufunfa ao final do mês. Vá, eu até gosto disto." Na verdade, sou infantil. Quero o melhor de 2 mundos. A alegria da criança, a independência do adulto. A expansão e espontaneidade da criança e a segurança e ponderação do adulto. Digamos que com 30 anos a Balança que sou de signo vai crescendo e crescendo desmesuradamente dentro de mim.
Vou coleccionando as perguntas; todas no mesmo sentido: "então e agora? Já tem prespectiva? O que está a pensar fazer?" Registando as promessas: "se souber de algum coisa, digo? Para o ano talvez. Tenho um amigo que é amigo do amigo da amiga X e que está a precisar de não sei o quê." Contando os sorrisos e os elogios. Imaginando-me num tempo já fora daqui. E o tempo vai passando e a cagufa aumentando: ser crescido, às vezes, é mesmo lixado!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ai quem me leva, quem me leva...

Do principio ao fim: muito bom! CoolJazzFestival.

Que parva que esta gente é

Pá a conversa à volta da música dos Deolinda já cheira mal. Talvez fosse fixe as pessoas acabarem de uma vez por todas com os seus heróis e crescerem: quem disse que era fácil? Realmente, que parva que esta gente é!
(para mais informações, por favor, dirijam-se aqui.)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Porque é 6ªf


E eu tenho saudades do Nimal, dos passeios e do descanso

Ainda o assunto de ontem


Chego a casa a limpar as lágrimas. Choro desalmadamente como se fosse a maior das desinfelizes desta vida. Estou cansada, pesada e está um trânsito do caneco, logo não há sorte pior que a minha. (?!?!?) É então que exploro a minha veia drama-queen até à 5ª casa pensando nisto. O meu gajo (que é gajo e que é do verbo ir: já lá está!) ajuda-me com os sacos e com a tristeza:
- Ouve lá, isso é arrogância. Tu achas que a tua familia é deficiente quando na verdade ela é só deficiente dentro da anormalidade que há em todas as outras famílias.
(Palavras para quê? É um artista português!)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ir é o melhor remédio

Isto às vezes não é fácil. Nós achamos que somos únicos e que somos escolhidos por sermos nós. E afinal... Por exemplo, ontem eu achei que era muito importante ir com o meu pai ao funeral da irmã dele. Não gosto de funerais mas também não é uma coisa de que fuja a 7 pés. Vou quando é preciso acreditando que aquele é só mais um ritual da nossa vida, da humanidade inteira, do cosmos.
Quando me ofereci o meu pai aceitou de imediato e foi com muito espanto que corri para o pé dele. Ele faz sempre cerimónias e eu achei que haveria um qualquer motivo para aquele fácil "acesso". A meio da viagem disseram que ele estava muito contente por EU lá estar. Achei por isso que ele confiava em mim. Lá está, arrogância. Pensei que EU lhe dava algum conforto extra.
Hoje outra pessoa diz-me: pois é. Foi um filho e como ele acha que nestas ocasiões é importante estar a familia reunida, aceitou que tu fosses. Eu até fiquei espantada. Pensei que tivesse acontecido alguma coisa.
Talvez o motivo desse tal acesso fácil tenha sido mesmo só uma questão conservadora e eu não passe de uma romântica que acho que as coisas são sempre mais bonitas do que realmente são.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Arre, estava a ver que não...

Parou a chuva. Diz que hoje posso ir correr sem ficar com a tola molhada.
Vamos isso, então!

O Igo

O Igo faz hoje 10 anos. O Igo é um menino muito especial. O Igo é um bocadinho (um bocadão)meu filho. Como para qualquer mãe (ainda que seja só um bocadinho, já disse) há uma S. antes do Igo e uma S. depois do Igo. 10 anos volvidos não somos os mesmos. Ele viu a mãe terminar o curso. Eu sobrevivi como pude à presença do berço dele no meu quarto. Ele aprendeu a fazer muitas perguntas. Eu curei a tristeza. Ele entrou na escola. Eu saí. Ele foi rotulado. Eu também. Ele mostrou como os crescidos engolem as lágrimas. Eu insisti num certo jeito de menina tardia. Ele cresceu. Eu também. E não fora o longe, medido em passos que dão forma à distância, eu cantaria com ele:

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vá lá ver

Porque hoje está Sol, eu dormi pouco e a manhã já é 6ªf, só 2 coisinhas:

Festival Entrudanças 2011, Castro Verde.
Maníacos de Qualidade, Joana Amaral Dias.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A correria Vs A má educação

- A menina desculpe mas mora no bairro assim-assim-assim?
- Sim. Porquê?
- Porque eu também moro e outro dia vi-a.
- Viu? Então e não me falou?
- Oh, não. Atão pensei que a menina não me quisesse falar.
- Disparate. Eu não a vi. Às vezes vou tão distraída com os meus pensamentos que não vejo ninguém.
- Pois. Eu já a tinha visto ai umas 3 vezes no supermercado e vai sempre assim muito a correr. Mas outro dia levava uma menina pela mão, a Madalena e eu pensei: "Olha, tem o mesmo nome que eu." Ainda estive para lhe falar mas depois pensei que era melhor não. Desde ai que ando para lhe perguntar mas nunca a apanho a jeito.
(é isso ou algumas pessoas acham que vivemos 10 degraus acima delas, quando na verdade andamos de cabeça no ar)

Cabelos

Esta manhã acordei tarde mas convencida que conseguiria fazer uma data de coisas. E foi verdade. A última delas foi tentar pentear o cabelo que, entretanto, tinha secado. Portanto, limitei-me a desenriça-lo, como pude.
Está bom de ver que vim trabalhar como se tivesse apanhado um susto de morte!

Ir é o melhor remédio

Ando "amorfanhadazita" (será que a palavra existe? O estado, eu tenho a certeza que sim!) Há que tempos que o Sr. Eng. e eu não vamos laurear a pevide. Gosto muito da nossa casa mas amo perdidamente um fim-de-semana, uns dias fora da rotina. Pronto. O Ar é qualquer coisa que me faz mesmo muitaaaa falta.
No mês que vem e a propósito do curso que estou a fazer, vou passear 4 dias no Carnaval. Vou, sem especificar para onde porque ainda não faço puto de ideia para é que nos levam. Não é importante. Vamos e vai ser fixe. Quer dizer, fixe fixe era se o Sr. Eng. também fosse. Que isto eu sou muito independente mas de quando em vez, bate-se-me assim um sentimentalismo que a agonia e me conduz às lágrimas. Uma tristeza!
Para contornar os 2 problemas (a amorfadez de não sair há.... e as saudades que por estes dias sinto, e voltarei a sentir do Sr. Eng.), e dado que desistimos de Macau na Páscoa (sim que eu sou rapariga para IR à sério. Não me fico por uma ida ao café ou até ao quiosque buscar o jornal), em Junho vamos tirar a barriga de misérias. No primeiro fim-de-semana vamos para aqui e nos Santos Populares para o Sr. Eng. nos levar. (até lá eu hei-de-lhe arrancar o nome do sítio, ai hei-de, hei-de!)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os All Stars do meu armário

Já aqui muito escrevi sobre essa coisa de crescer. Uma cena estranha que cada vez mais tenho dificuldade de definir mas que cada vez mais se impõe no meu dia-a-dia como uma verdade absoluta. Este é o meu último mês sentada nesta cadeira. Agradeço aos céus porque estou bem farta desta m***. Ao longo destes anos aprendi como não ser autoritária, aprendi a ser destemida, aprendi a ter pulso e a ir, com certas reservas mas a "mandar-me" de corpo inteiro à ideias, projectos, coisas novas. Agradeço à minha querida Nono (um dia, quando for crescida, serei como tu! Se Deus quiser!) esta lição.
E pronto. Aqui me encontro: com mais 3 anos em cima, a lição estudada, jurando que não aguento mais este trabalho mas como certas dúvidas se realmente serei crescida o suficiente para me "mandar", assim, de corpo inteiro. É a vida com o seu sentido de humor mais apurado, mais refinado: então como é? Aprendeste ou não? Não disseste que estavas farta?! Então vá, vamos lá ver isso.
(é isto ou: como é que se passa da teoria à prática?)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A geringonça

É oficial: irrita-me a informática de uma forma geral. A coisa não tem que ver com a máquina em si, nem com a net ou mesmo com um programa em específico mas com, basicamente, TUDO. É verdade que eu sou uma rapariga acelerada mas se não é para fazer as coisas rápido e sem falhas porque se inventou esta geringonça pesada, cara e ainda por cima SENSÍVEL? Senhores... Com tantas idiossincrasias, prefiro as pessoas. Ao menos conversam com a gente!
Ora não haveria grande alarido em torno deste meu handicap se o Sr. Eng., lá está, não fosse, Eng. Informático e o resultado, está bom de ver, não poderia ser mais catastrófico: o Sr. Eng. a irrita-se comigo por eu me irritar com os estúpidos dos computadores. (eh pá, e quando ele me diz que a máquina tem sempre razão?! Eu até deito fumo!) Estúpidas máquinas irritantes! Livra.
  • Andam devagar, devagarinho. Eu bem posso fazer 3 ou 4 coisas ao mesmo tempo que o parvo do PC não se mexe.
  • Não gravam, por defeito, TUDO.
  • Não têm uma inteligência artificial básica: complicam mais que uma gaja (se é que isso é possível!?)
  • Quando uma pessoa mais precisa destas atrofiadas máquinas é quando elas falham
  • Não sabem reconhecer intrusos, vírus (eu não disse que elas complicam mais que uma gaja?!?!)
  • É preciso ter um doutoramento para perceber como é que elas funcionam (e mesmo assim não é garantido)
  • Não lêem pensamentos. Ou pior, quando queremos fazer qualquer coisa, a geringonça não é intuitiva e não responde de imediato aos nossos anseios.

De modo que por estes dias andamos assim: meia-coisa com esta coisa, a geringonça!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A ramba que há em mim (ou nem tanto)

Ontem, depois do despiste da gripe A, a médica mandou para a Segurança Social um papelinho a dizer que até amanhã, eu estou de molho. Receitou-me 2 ou 3 comprimidos e tirou-me da cabeça aquela ideia peregrina que eu tinha sobre mim mesma: UMA RAMBA!
Agradeci-lhe mas vim para casa danada. Quer dizer, danada q.b. Doente, eu não consigo propriamente enfurecer-me. Limito-me a dizer um mal amanhado: "não quero!" mas faço porque os microbios deram-me conta do mau feitio. A minha mãe tinha ido comigo. Já me conhece e por isso, à saída, a medo, disse-me: "Acho que a Sra. Dra. tem razão. Ela é uma maravilha." Como disse, eu estou mesmo doente, maneiras que nessa altura eu só quis chegar a casa e enfiar-me na cama.
Hoje, de manhã, a mesma pouca disposição, as tais mil actividades para preparar. Ligo o PC. Os olhos brilham, o nariz corre, o corpo doei mas melhor. Melhor. Por isso aqui estou eu. A ver até quando me aguento.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eu tenho

  • um camião em cima do corpo;
  • menos de um mês para preparar a grande mudança;
  • uma alegria gigante para começar uma coisa nova;
  • montanhas de actividades para preparar;
  • o nariz a correr;
  • a casa para arrumar;
  • estabelecer prioridades;
  • ser feliz com o que sou (e não como que tenho ou não posso ter ou que fará falta...)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dúvida

Porque será que quando pensamos que já ultrapassámos uma GRANDE dor de barriga, a vida coloca-nos à prova? Às vezes convenço-me que há Alguém lá em cima muito sádico, que embora não goste de nos ver sofrer, gosta de nos testar. Do estilo: ah já ultrapassaste isso? Então toma lá bolachas para ver se ultrapassaste mesmo ou não.
A malta aguenta-se como pode. Faz um sorriso muito amarelo, diz que sim, SIM SENHORA, já é tudo águas passadas mas na verdade... uma ponta da dor de barriga volta num abrir e fechar de olhos. Chegamos a duvidar de nós mesmos. Antes, poderiamos jurar a pés juntos que estava tudo mais que passado e afinal, nem por sombras. Estamos mais fortes, conhecemos-nos melhor mas a dor de barriga, essa tal malvada que tantas horas de sono nos roubou, continua a pairar como uma sombra negra. E é então que nos vem à memória uma frase batida: porquê é que ninguém me disse que isto ficava para sempre?

De molho

Estamos assim os 2.
E como a saúde não está lá essa coisas, há que nos distrairmos assim ou assim.