A 3 dias de me ir embora do sítio onde passei os meus últimos 3 anos, caiu na nostalgia (mais do que é suposto). Quer dizer, não é bem nostalgia mas num período de: "Ai que me doí a barriga. Para onde é que eu vou? Esqueçam lá as queixas todas porque eu quero é a bufunfa ao final do mês. Vá, eu até gosto disto." Na verdade, sou infantil. Quero o melhor de 2 mundos. A alegria da criança, a independência do adulto. A expansão e espontaneidade da criança e a segurança e ponderação do adulto. Digamos que com 30 anos a Balança que sou de signo vai crescendo e crescendo desmesuradamente dentro de mim.Vou coleccionando as perguntas; todas no mesmo sentido: "então e agora? Já tem prespectiva? O que está a pensar fazer?" Registando as promessas: "se souber de algum coisa, digo? Para o ano talvez. Tenho um amigo que é amigo do amigo da amiga X e que está a precisar de não sei o quê." Contando os sorrisos e os elogios. Imaginando-me num tempo já fora daqui. E o tempo vai passando e a cagufa aumentando: ser crescido, às vezes, é mesmo lixado!
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