quinta-feira, 30 de abril de 2009

Viagens na nossa terra

A malta gosta de passeios, de não fazer nada e de conhecer outras paragens. Gosta de provar comidinha nova, de dormir em sítios quentinhos com boa vista e de não ter horários. Gosta ainda de aproveitar esta vidinha burguesa e de sonhar com o que está para vir. É para que vamos. De saquinho na mão, com uma cuequinha e uma camisola. (sem farnel nem o garrafão do tinto mas de alma quase cheia) À procura de outro cantinho de nós.
GEIA é um nome de origem grega referente à divindade que personificava a terra - nasceu de si própria, gerou Úrano com quem se uniu e com quem concebeu os Titãs, os Gigantes, etc. Na linguagem dos habitantes da Aldeia das dez designa 'uma quinta tão vasta, impossível de lavrar num só dia'. A Quinta é constituída por sete hectares distribuídos em patamares de diferentes formas e dimensões, nos quais se encontram, para além de árvores de frutos, também vinhas.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Me and Myself, I am...

Ora aqui nesta xafarica onde eu às vezes passo os meus dias inteirinhos (oh tédio! Que venha depressa algo de estimulante para os meus neurónios) há uma senhora de meia idade. Pequenina. Gordita. (EU e o meu PNEU!) Com um corte de cabelo do tempo da "outra senhora". Diz-se distraída, totalmente estovanada mas muito atenta ao seu trabalho. Sabe sobre tudo e já viu tudo. Se não viu, então foi porque não aconteceu. Se não sabe é porque alguém está a inventar. É bom de ver!
Dúvidas? Na adolescência.
Crises? Ah isso depois passa com a idade.
Problemas? Há muito trabalho para fazer.
Piadas? Não sei onde está a graça.
Bom, mas até aqui nada de extraordinário. É simplesmente uma senhora com pouca apetência para as relações humanas. E convenhamos, nem todos nasceram com os mesmos dotes. A única coisa que há a ressalvar desta personalidade mais especial é que todas as conversas desta querida colega começam por EU.
"Ah, porque EU ontem estive cá até à meia-noite." "Pois, EU não ligo nada a essas coisas dos feriados." "Sim sim, EU levei o relatório para terminar em casa." "EU faço sempre horas a mais aqui na empresa". "EU normalmente quando aqui chego ainda não são 9."
Senhores, que falta de paciência para tanto EU! O cúmulo é quando diz: "Pois, olha tu é que sabes, mas EU acho que..." De morrer! E quando faz asneira?? Pois é, ai é que a coisa vai mal. Porque as frases continuam a começar pelo mesmo sujeito, EU. O conteúdo é que já é diferente. É que a colega é muito "estovanada" (?) e por isso não se lembra de dizer aos colegas quando pôs a pata na poça. Os colegas que se aguentem porque ELA é muito eficientesinha. De modo, que quando a coisa se complica de verdade, é que ela se levanta lá do lugarsito dela e revirando os olhos começa. "EU tive a melhor das intenções...." "EU só queria ajudar." E dai a atirar as culpas ao primeiro que lhe salta à memória, é um passinho. Do melhor.
E pronto, cá estamos nós a aprender como fazer frases com qualquer conteúdo sem alterar o sujeito. Ainda dizia eu que precisava de exercitar os neurónios... Fogo!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Agenda

No fim-de-semana passado deu-nos para ali: fomos reconhecer os terrenos à volta de casa e depara-mo-nos com uma agradável surpresa. A Quinta. Ora para quem ainda acredita, quem ainda tem esperança nos nossos poderes locais, aqui está mais um motivo para continuar a confiar. Está aberta o dia todo, mesmo ao fim-de-semana. A entrada é gratuita. Tem animais com fartura (e podemos alimentá-los à sucapa). Exposições que mostram bem a ligação com as escolas à volta. Actividades (inúmeras) para familias, escolas ou meros curiosos que por aqui passem. Os seguranças são muito simpáticos. Ah! e o melhor, fica dentro de um bairro residencial. Portanto, não há mesmo desculpas para quem quer que seja se enfiar no Centro Comercial a uns 500 metros de distância.
Hei-de lá ir com os arraçados de chineses. Tenho para mim que vão amar.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Riso fácil

Ultimente tenho vindo a conhecer melhor o humor deste senhor. Sempre bem atento, com a piadinha na ponta da lingua mas sem resvalar a coisa. Para quem quiser saber mais, é só comprar o Expresso todas as semanas e lá vem ele. A crónica desta semana visa a teorica económica da cueca. E que instrutiva é, ah!
Sim parece que gosto do gajo. Para além do mais tem olhinho para a comidinha. Foi ele que nos falou do .

sábado, 25 de abril de 2009

Pensando em...


Talvez não de todo original. Em compensação, muito gaja.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O Sr. Eng.


Hoje decidi "postizar" o Sr. Eng.
E que bem que ele fica em cima da mesa do portátil, ah?!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mestre Guanyin

Cheia. Plena. Grande. A compaixão à flôr da pele.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Viagens na minha terra

Atão parece que vamos gozar o Dia do Trabalhador para longe, não é? Uma passeada, boa vista, uma pratada de comida tipica e um livrinho a acompanhar. Parece-me perfeito. Pena não ser já amanhã.
E para o Verão, acho que o Bolinho de Laranja anda ai com umas ideias porreiras. Verdade? Venham elas e mais o calorsinho para as gozar. Ah! Estas viagens pela nossa terra...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Até onde vais com 1000 euros?

No outro dia descobri estes gajos num programa de mulheres, na TV. Deitei o olho ao blog e no fim-de-semana passado comprei o livro. Até agora, nada mau.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O saco


óh faz favor, é um saco assim (se for daqueles que cobre o corpo todo, melhor) aqui para o canto. É que avaliar como a coisa está desde 6ªf, eu não quero ver ninguém. Que não me falte a saudinha para o trabalho. Que não me falte o trabalho para manter a saudinha. E enfim, que todo o meu universo encontre o tão desejado equilibrio saudavel rapidamente.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Respondendo ao desafio de ontem

A gente fica chateados quando tocam naquela "caixinha pequenina" que nós arrumámos no sótão lá de casa. Não é?
Está bem. A coisa até pode não ser connosco. Pode ser com a vizinha, a prima ou o amigo. (e a tal caixinha é nossa, não é dos outros. Ok!) É pá mas só o facto de se falar NA caixinha... A nossa está cheia de pó. Velha como o raio. Mas ainda não conseguimos deita-la fora. Percebes? É a caixinha. Pequenina.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Eu bem digo que os atrai-o!

Ontem o nosso "bolinho de laranja" ligou-me para saber das novidades. Disse que tem lido aqui o cantinho da malta e que acha que talvez a famelga fique um bocado chateada com a minha má disposição no que toca aos almoços com a maralhada toda. Ora, prometi-lhe um outro post, desta vez, substancialmente diferente, sobre os orçamentos para a maquilhagem do big day. Aqui vai uma parte (não ouso conquistar inimigos a cada post que publico) de um desses "orçamentos". A risota e as novidades num só.
Depois de um cumprimento saudável e de salutar é ver a coisa a descambar logo na 3 ou 4 linha:
O que não lhe interessar não ligue, combinado?
Para já ainda tenho algumas disponibilidades apesar de já ter bastantes pedidos e confirmações para 2009. É que eu não faço só noivinhas entende? Faço milhentas de outras produções. (Combinado! Entendo. Agora, nós podemos imaginar... o que será que esta senhora, além de noivinhas, faz?)
Decidi fazer só esta zona e arredores, onde tenho casa (antes deslocava-me onde os meus serviços fossem solicitados, ou seja , vagueava por todo o País ). Esta decisão passa por dois motivos... (Nesta altura, eu pensei que eramos amigas de longa data e como tal, a minha amiga estava a dar contas das suas novidades. Pensar que eu só pedi um orçamento!)
Dou acompanhamento durante a sessão de fotos em casa para que não haja brilhos de suores e outros e para que o baton não falte se entender (Bom, eu estava a pensar tirar algumas - poucas - fotos, em casa e vestida com uma roupinha mais de cerimónia. Não estava a pensar arranjar-me para ser fotografa durante uma aula de aerobica matinal. Além disso, lá porque a senhora não faz só noivinhas mas milhentas outras coisas fedorentas, esse não é o meu caso. Entende?)
Se o noivo pretender, faço uma mini limpeza ao rosto e uma camuflagem a olheiras, marcas que existam, modelo o rosto com produto adequado, retiro brilhos. (Mau! Mas quem disse que o meu N. tem olheiras? Pior, quem disse que ele é metrosexual e quer uma camuflagem? E o que será "modelo o rosto com produto adequado". Por último, o orçamento que eu pedi era para mim: uma coisa que eu julga simples, fazer uma maquilhagem.)
Dou um toque de brilhos aos meninos das alianças e isso é oferta minha. Ficam delirantes, confesso. (Amiga, de verdade, não estou interessada nas tuas confissões. Se já deste o orçamento no 4 ou 5 parágrafo, já respondeste ao pedido. Simples. Sim? Ah! Já percebi, esta parte é aquela que eu não devo ligar. Ou seja 2/3 da conversa.)
Vejam e comentem por favor. É uma página que estará sempre a ser actualizada pois a profissão assim o requer. Sou freelancer por opção (deixei um pouco de lado a ficção televisiva, vulgo novelas , coisa que fazia regularmente, por ser muito duro e já não aguentava tanta pressão). (Isto a respeito do site da "minha" amiga. Nós já não falávamos há muito tempo e ela gosta muito mim. É mesmo só por isso que conta estas coisas todas. Entendem?)
Não ponho na cara das pessoas materiais das lojas chinesas que é o que muito gente faz. Eu sei!!! Recuso-me!! (Meu Deus, ao que a crise chegou.)
Eu também faço cabelos mas não é essa a "minha praia". (Oi? Não é sua praia, não? Então qual é a sua praia? É que eu não quero que a MINHA praia seja à mesma que a di você. Entendi?)
Bom, depois disto, esta senhora diz que os cabeleireiros com quem trabalha são óptimos, criativos e amigos de toda a gente, como esta senhora o é. Uma referência, ah!? Ao fim de mais uns 2 ou 3 parágrafos despede-se pedindo a minha resposta, seja ela qual for. De salientar que utiliza um "petit noum" na assinatura condizente com a personalidade da senhora e que me recuso a repetir aqui. Trata-me por Inês mais à frente e tem espaço ainda para me falar em unhas. Volta a despedir-se.
Só um comentário a fazer: esta senhora tem já um cliente à sua medida, que é este. E foram felizes para sempre.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Recomenda-se (I)

Para entreter os olhos e para nos atirar às muitas viagens que por ai vêm: Mongólia.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dias Santos em família

Ah! Quase me esquecia: será que há algum mal em não gostar dos dias santos em familia? Aqueles fantásticos almoços em que vai o maralhal todo, em que se come apertado, demais e até altas horas da tarde? É que eu começo a odiá-los de morte. Assim um sentimentosinho que está a crescer (qual sementinha na Primavera) e que me vai dando as voltas à tripa, claro está. Não anseio o reunir da familia prepositadamente para aquele dia. Não levo a semana antes a pensar no que fazer para o almoço, no a que horas começar a tratar das coisas, nas compras e nas receitas. Não acho graçinha nenhuma ao primo que se atrasa porque o puto acordou tarde. A avó que já adormeceu no sofá de tanto esperar, pelo primo. Ao tio que acordou tarde e quando se meteu no carro percebeu que chegaria ainda mais tarde porque tinha que ir pôr gasolina no carro. À mãe e à sobra que trazem este mundo e o outro de comida não me deixando a mim fazer uma coisa que adoro (tudo para não me dar trabalho porque eu ando cansada, claro!) Não gosto em especial da porcaria da conversa que temos de fazer à mesa (sim sim aquela converseta que tem de ser esticada até altas horas da tarde, o tempo do almoço): a chuva e o frio, a comida que tem muito ou pouco sal, a politica que nunca esteve tão porca como agora, as doenças do tio, as férias da prima. Uma conversa para ocupar as horas entre uma garfada e outra. E eu ali, a pensar nos 352 mil sitios diferentes onde eu gostava de almoçar. Até podia ser com algumas daquelas pessoas. Sim. Mas em pequenos grupos. Sem a pressão do "olha que falta pão na mesa"; "olha que a água já acabou"; "é altura de ir buscar a fruta" e mais não sei o quê que não interessa nada.
Bom, a sorte é que agora só no Natal... nahhh pensando bem acho que ainda somos capazes de arranjar qualquer coisa antes. Ui ca bom!

Morabeza

Por lá, conhecemos este senhor, vimos fazer grogue e aproveitámos o Sol.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ao serão

Atão e quando convidas os teus amigos para irem lá a casa e percebes, muito perto da hora marcada, que eles vão jantar quando tu tinhas em mente um cafésito para o serão????
Ora, que venham! (mas o melhor é pôr-me na alheta senão não há jantar para ninguém.)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O prédio dos fodilhões

É só para dar conta dos excelentes vizinhos lá do prédio. Sim sim aquela gente generosa que ou estaciona os carros mesmo à porta do prédio (quem quiser que passe por cima) e/ou então (não sabemos) mandam umas valentes trancadas entre a meia-noite e as 2 da manhã. Porque isto o amor é para quando o Homem quiser e com tanta guerrinha por ai, cada qual tem que dar o seu incentivo à paz. Não é verdade?
Não se limitam a uma só divisão da casa. Ah pois é! Então se uma pessoa comprou um T2 ou um T3 porquê limitar-se a uma só divisão para praticar o amor? Seria um desperdicio de metros quadrados! Há que "abençoar" todas as partes da casa e não importa muito a que horas.
Agora, como é que nós sabemos que os nossos vizinhos saltitam de divisão em divisão em actos amorosos? Porque já quisemos dormir no nosso quartinho sugaditos e não conseguimos (vai que o mundo acaba daqui a 5 minutos e os senhores não mandaram a queca da despedida); porque já estivemos a trabalhar até tarde nos nossos enfadonhos trabalhos e não conseguimos total concentração (é quase como acompanhar uma corrida de cavalos: vai vai vai. A única diferença é que a gente sabe sempre qual é o cavalo que ganha, não é?); porque já quisemos ver um filme, ou tratar de decisões importantes e ouvia-mo-los como se estivessem ali, no nosso sofá: porque minha gente, espantem-se, já estivemos na casa-de-banho com banda sonora. Ah??? Não é para todos.
De modo que para a próxima reunião de condominio está já prometida uma folhita para registar o que amorosamente chamámos de Campeonato das Quecas. A ideia é simples: quem conseguir mandar mais, em sitios mais diversificados (ainda não ouvimos na varanda...) e a horas mais malucas ganha um troféu exposto à entrada do prédio para todos verem e o reconhecerem: O fodilhão 33!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Para lá do mar (I)


Afinal voltamos. Por pouco menos de uma semana. Mas voltamos.
E pensar que são sempre as viagens que nos levam.