quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desejo

Ando cá com uns desejos de comer um brutal feijoada brasileira. Eh pá, é que me apetece mesmo!
Preciso de um restaurante fixe. Recomendações?

terça-feira, 16 de abril de 2013

Pedido

Saí um par de dias entre um SPA, a mesa de refeições, a cama e o meu livro do momento p'ra mesa do canto.
Muito obrigada.

A minha Meia Leca


 
Ao cabo de 15 meses eu apaixono-me loucamente pela minha filha. Se não gostava dela antes? Gostava. Se não a queria? Muito. Mas a natureza foi extremamente generosa comigo e deu-me a Meia Leca. Eu não tive de lutar por ela, nem chorar, nem correr, nem nada. Ela apareceu. Para meu grande terror. Como é uma Mãe? De que é feita? Como fala? Como ensina? Como vive? De modo que os 8 meses que ela esteve comigo foram poucos para a quantidade de coisas que eu tinha de saber. E quando ela nasceu, a minha amiga C. perguntou: "como é ser mãe?" Eu respondi-lhe a correr. Prontamente como quem não quer mais conversas sobre o assunto. Ela percebeu e disse-me: "Ouve lá, isso é uma definição que tem a ver com os outros. O que é que tu sentes?" Não lhe respondi porque na verdade só me vinham à cabeça coisas pesadas. Eu perdi 25 kgrs desde que engravidei da Meia Leca. Perdi noites e noites de sono. Perdi anos de vida quando a vi cheia de babas vermelhas com uma alergia alimentar, ou quando ela se atirou da nossa cama. Perdi força nas pernas, nas costas e nas articulações. Perdi inumeros programas de televisão, quantidades inumeráveis de dinheiro e o principal, perdi a minha liberdade. Não faço o que quero, como quero, há hora que quero. Nada. E não adianta esforçar-me porque é inútil. A Meia Leca é A mudança da minha vida. Como disse, ela apareceu. Para meu grande terror.
Mas ao cabo de 15 meses a Meia Leca o tempo passou. Não depressa. Não. Mas passou e mudou-me e mudou-a. Aquele bichinho minimo sem interacção que só tem graça durante uma tarde e que me tiraram de dentro de mim (muito contra a minha vontade!) é agora uma menina linda. Aprende tudo num instante, anda e come como gente grande. Tem muito mau feitio, e ao contrário do que digo a toda a gente, isso alegra-me. Significa que se vai saber defender, que não será mole e que é "tesa". A minha Meia Leca. A minha menina Meia Leca.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

A família do Minimi que podia ser a minha

O Minimi é o terceiro. O terceiro filho, o terceiro neto, o terceiro puto a "chegar lá a casa". Por isso, chamo-lhe o Minimi. Tem olhos vivos, grandes. Mexe-se demais para o tamanho dele e risse à grande cada vez que a irmã fala com ele. O Minimi, quando apareceu na barriga da mãe dele, foi muito dificil porque a nossa sociedade é má e não muda grande coisa com o tempo. Assim, e quando a mãe do Minimi me disse, eu saltei de alegria. Lá em casa, eu também sou a terceira e há 30 e tal anos quando a minha mãe avisou o mundo do seu estado, algumas "maravilhosas" almas brindaram-na com:
"3 filhos não é demais nos tempos que correm?"; "E agora como vai fazer?"; "Como essa idade não vai abortar?"; "Sabe lá se o seu filho é normal. E se não for, como é?"; "O melhor é não contar já aos irmãos porque depois há muito tempo."
De salientar que a minha mãe tinha 40 anos e que trabalhava fora de casa. De salientar também que o meu pai era "casado" com o trabalho e que o dinheiro não abundava. A minha mãe teve-se e só quando me viu é que acreditou que eu não tinha um olho ao peito nem era perneta. Criou-me em pânico que alguém ao alguma coisa lhe roubasse a saúde para me ver mulher. E quando a minha filha nasceu, ela escreveu-lhe para lhe dizer que Deus ou qualquer outro Ser Fantástico a protegeu durante aqueles anos para naquele dia ela conhecer o fruto do fruto dela. E para além de ela estar profundamente agradecida, estava muito feliz por continuar a ter saúde para criar a neta. 
A família do Minimi podia ser a minha. A história do Minimi podia ser a minha. E se calhar é por isso que eu sou a Madrinha e ele o Afilhado.
(já te disse isto Minimi, mas digo-te outra vez: bem-vindo a este mundo cheio de gente louca mas muit boa!)

domingo, 14 de abril de 2013

Tasca do Sol

Há restaurantes fantásticos que deviam ganhar vários prémios: o de simpátia; o de surpresa; o de boa ideia; o de boa comida; o de... será que há outros? ... Não me estou a lembrar. Mas se há, este têm. Agora, vão lá experimentar.  A ver se eu não tenho razão!

sábado, 13 de abril de 2013

Eu sei lá sei lá

se é da crise ou se as pessoas são sempre assim, a tempo inteiro! A verdade é que querem tudo: preços em conta, embrulhos, sacos de qualidade, simpatia em troca de faltas de educação, ... Sim porque "é o minimo". Vai daí que eu me lembrei de criar um serviço "especial". Quem sabe se não será um nicho de mercado. Serviço Mínimo Dou exemplos: uma pessoa compra um livro e quem lho vende conta-lhe a história toda; vai almoçar mas quando chega a comida, o empregado come tudo e no fim apresenta-lhe a conta; quer comprar uma roupa nova e a empregada veste a roupa antes da pessoa experimentar; e por ai adiante. Tenho para mim que seria um sucesso!
(isso ou o o horror que tenho a gente mercenária!)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Porção mágica

Preciso, com urgência, de alguém que me venda, dê, diga onde se compra, uma porção mágica para fazer de mim a aprendiz da Super Mulher. Que se sublinhe aqui a humildade do meu pedido: aprendiz de Super Mulher! Aquela que tem sempre a casa num brinco, que transborda perfume por todo o lado e que sabe das últimas modas; aquela que tem uma carreira de sucesso mas nunca deixa de ir buscar os filhos à escola e de brincar com eles antes ou depois de jantar; aquela que sai com os amigos e com o marido e que tem sempre um ar fresco no dia seguinte, mesmo que não tenha dormido nada; aquela que ama a profissão de Mãe e que conduz um carrão. Enfim, aquela que é tudo! Preciso mesmo de aprender a ser como ela. Alguém sabe de uma porção que me transforme em Aprendiz!?!
Toda a minha família, directa e indirecta agradece muito!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Minimi

 
O R. não faz a menor ideia mas vai ter um "irmão". Pois, há cerca de 1 mês fomos convidados para um baptizado em que os padrinhos seremos nós e foi a custo que eu acreditei que era mesmo verdade. Amámos o convite. Será um baptizado com direito a tudo: padre, almoçarada, familia e tudo o que se espera de um evento como este. Nós subcrevemos. Tudo. Tudinho porque não somos de má boca. Menos a Igreja. Este ano faz 4 anos que nos casámos pela Igreja e parece que foi ontem quando nos lembramos de certos e determinados membros com quem nos cruzámos. Diga-se de passagem que seriamos mais felizes se não os tivessemos conhecido. E se é verdade que todos somos humanos, chateia-me um bocadinho que uma instituição ensine principios e depois os pratique tão pouco. Assim, agarra-mo-nos com unhas e dentes ao imenso gosto que temos em  acompanhar o Minimi ao longo da vida dele, quer seja aos olhos de Deus, de Maomé, dos Deuses Hindus, Buda ou Alá. Estamos e estaremos contigo, Minimi.
(agora vamos lá ver como vou contar ao R. que ele vai ter que me dividir com mais outro. "E vão 2, Tia" é o tipo em vai dizer.)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O tempo que passa

Há c'anos que não escrevo nada aqui e há tanto para assinalar:
  • o fim de tarde em que a Meia Leca descobriu que afinal tão tem asas OU a força da gravidade é uma cena f***
  • uma multa de excesso de velocidade quando o limite era 50 e eu ia a 80 km
  • as familias com crianças entre os 2 e os 4 anos que são a minha nova paíxão
  • a H.H. sem o gás que eu gostaria
  • a minha cabeça que não dá 2 seguidas
  • um homem que me pergunta por um best seller qualquer: "só avança quem pára".
E diz que é isto.