terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Diz que faz muita confusão



Isto cada um é para o nasce.
Uns faz-lhes muita confusão trabalhar e estudar ao mesmo tempo; outros fazem uma ginastica grande e lá conseguem as coisas.

Uns dizem que querem um emprego mas não trabalho porque as duas coisas faz-lhes confusão. Outros não se importam de ir de férias 2 meses com 3 crianças pequenas sozinhos mas faz-lhes confusão deixar os miudos sozinhos com o pai frequentemente e durante 2 semanas.

Uns querem viver sem os pais e com o(a) namorado(a) e por isso não se importam de prescindir de alguns luxos. Outros querem tudo ao seu gosto e se os pais não se chegam à frente, passam-se.

Uns faz-lhes muita confusão não dominar as conversas, vidas e afins dos outros e por isso põem-se em cima desses outros para ver se assim já conseguem. E este movimento já não lhes faz confusão alguma.

Haja paciência!!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A necessidade de atenção


Tudo é muito relativo. Percebi melhor isso este fim-de-semana. Verdades absolutas não existem e o importante importante é mesmo estarmos atentos. De olhos bem abertos e ouvidos à escuta.

Nem sempre somos tão independentes face aos nossos pais, como haviamos calculado. Às vezes, dizem ou fazem-nos crer que apesar da nossa idade, ainda quem manda são eles.

Nem sempre o que eles dizem, ou nos querem exigir é o melhor para nós. São nossos pais e isso significa que gostam de nós incondicionalmente. Mas mesmo assim não devemos seguir à risca o que nos ditam.

Nem sempre é fácil estar com uma pessoa de quem gostamos muito, estando ela com uma terceira que não nos conhece e que fica um pouco apreensivo por nos ver.

Nem sempre conseguimos ser firmes e determinados, clarividentes e rápidos com os nossos amigos. Na verdade, se gostamos deles, mastigamos tudo, tudo, tudo até nos esgotarmos.


Dai a necessidade de atenção e de verdade. Connosco e com nos é chegado. E para mim, desta vezes, o facto de ter conseguido dizer, ao invés de ficar a enrolar a língua na boca representou um alivio. Porque disse e não foi assim tão difícil. Afinal as minhas palavras até são bem claras. E disse o que sentia, com verdade.

Procurei estar atenta e não transformar o meu discurso num valente cadeirão de madeira maciça. Interessa-me o melhor, eu, e crescer sem prisões com o mais consciente de mim possível. Essa é mesmo a minha única atenção.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Em forma de mimo



Eu. Ontem à noite a chegar a casa. Não produzi lá grande coisa mas ia com sono e mais tranquila.

Cara e corpo de mimos, como diz a amiga C. Quem disse que já se é crescido para ter miminhos? É verdade que não gosto de os pedir e, às vezes, não tenho paciência para os dar. Mas é tão bom, depois de um dia de trabalho e de uma birra sem tamanho, um colo. Ficar assim... a ser abanada, com muitooooos beijinhos, com muitas festas, a dizer que somos o melhor em tudo. Um abraço tão bom!

De modo que nem sei muito bem como não adormeci logo ali. À laia de gato que vai fechando os olhos e vai ronronando, o camião de mau-feitio que eu sou foi-se perdendo.

E foi tão bom adormecer ainda a sentir aqueles mimos...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

S'doutor, diga qualquer coisa que a gente perceba

oh S'doutor, sabe que a gente está a fazer mestrado porque quer aprender qualquer coisinha mais. Pois é! Acabámos os nossos cursos e achámos (dirá o senhor, que não sabe se bem se mal) que ainda tinhamos capacidade para mais. Avançámos com confiança e certos de que teriamos de trabalhar muito. (as nossoas mãezinhas bem nos avisaram) Não tanto como o s' doutor que soma 2 licenciaturas, uma pós-graduação e um mestrado.

Já percebemos que anda muito acelerado: em vez 3 ou 4 orientandos tem 30 teses para "governar". Folgamos em saber que é trabalhador. Agora, por favor, não pense é que é um caso isolado porque não é. Somos 20 pessoas que trabalham pelo menos 8 horas por dia, que pagam do seu bolso 700 euros por semestre (embora o s'doutor ache que deveriamos pagar mais para sermos mais responsabilizados) e que, imagine bem, fazem o seu melhor! Alguns são casados, outros têm filhos, outros ainda têm as suas vidas e, sabe, não gostam lá muito que andem por ai a fazer chacota deles em pelo almoço balhufeiro.

É assim s'doutor (ou deveria trata-lo por Divino Mestre?). As nossas áreas de formação são a História, a Antropologia, a Educação, a Comunicação e a sua muy mal amada Sociologia. Permita só que lhe pergunte que tipo de sociológos conhece? Eu tenho alguns amigos e, calcule bem, até colegas de mestrado, que não correspondem em nada à sua descrição despresível. Ao contrário, conheço alguns gestores que se passeiam pelos corredores da empresa com o belo café numa mão e o jornal, do dia, na outra. Há lá gente para tudo.

Para rematar gostava só de lhe pedir que nas próximas aulas substitua as frases em que diz mal de quase toda a gente (quer da instituição onde está a lecionar quer da colega que dá a aula seguinte e que por acaso, sem o conhecer, elogia muito a sua área de saber) por noções base de gestão. Não conseguimos criticar qualquer artigo ou elaborar um trabalho se não sabemos o básico do básico. E acredite que se fosse para sermos auto-didactas escusavamos de pagar, pouco (segundo o s'doutor) para que o senhor nos desse aulas.
S'doutor, diga qualquer coisa que a gente perceba!

Aqui somos felizes: adesivos de parede

Por onde ando hoje. É segunda e não me apetece fazer nada.
Quem sabe...


http://www.arteparede.com.br/colecao.html

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http://www.domestic.fr/

http://www.giftexpress.com.br/

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A propósito de afectos, gente crescida e coisas para decidir

Estamos em contagem decrescente. Não é de hoje, mas foi por estes dias que tomámos consciência. Uns mais perto dos 30 que outros. Uns com casa outros à procura de emprego mas todos com o relógio no pulso. Não é angustiante mas uma constatação surpreendente. Porque na verdade não se é mais maduro como sempre se pensou; não se tem mais... como também se imaginou. Ésse, como em qualquer outra idade. Sendo!

Agora a preocupação é se temos dinherio para a prestação da casa e mais os móveis; as compras deste mês e aquele jantarsito fora que sabe sempre bem. A discussão passou a ser: "- Eu já lavei 2 vezes a casa-de-banho e tu nenhuma!" ou "Quem é que lava a loiça?" E as horas de dormir, pois, para mim essas mantêm-se. De modo que no sábado enquanto eles gritavam em frente do minusculo televisor, eu dormia no sofá.

Mas de tudo o que eu sinto com muita força é que voltei a ser compincha do JD. Com o complexo de Édipo há muito resolvido (acho eu) sou mais parecida com ele e as minhas palavras saem com uma verdade desconhecida. Sorriu-lhe todos os finais de semana. Sabe tão bem para onde vou e não comenta. Faço a contagem decrescente, e procuro faze-lo com ele também, para um dia ir. Gostava que ele fosse comigo: no reino dos afectos tudo é possível; a música diz que pudemos ser quem somos.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Ele há coisas levadas da breca!

Pois que ontem achei que era importante ir a uma Fundação relevante no panorama nacional e internacional, situada na nossa cidade. Biblioteca de Arte, mais precisamente centro multimédia. Depois de almoço lá fui eu com a confiança de que pelo menos trabalho e meio iam ficar resolvidos.
Primeiro erro da tarde!

Sabe que este sistema não é muito amigável.
(há-de-se arranjar qualquer coisa, pensei eu)

Pois, se calhar é melhor alargar o período de tempo: de 2004 a 2006.
(mas a exposição são só 3 meses em 2005!)

Eu vou chamar uma colega.
(ok, é desta que começo a trabalhar)

Sabe, é que tivemos um problema com a empresa que gere esta base de dados e esse problema foi entre 2001 e 2005.
(oh meu Deus! Eu já tinha as mãos na cabeça!!)

Pronto, só mesmo as newsletters.
(essas eu já tenho. Obrigada. Respondi.)

Não, porta USB não temos.
(Senhores, não é possível.)
ssssssssss, Word também não está instalado.
(é oficial: tenho uma guerra contra mim! Jurei eu)

A senhora tenha calma!
(como????)

Pode é enviar para o seu e-mail. Para isso tem de abrir o e-mail e gravar lá dentro os endereços que consultou.
(Enviar não? Usar! Obg por colocarem ao meu dispôr as minhas coisas!)

Tem de mandar imprimir ali para aquela impressora. São 14 cts cada uma.
(como????)

A senhora tenha calma!

Não se preocupe que eu não lhe fecho o e-mail. Pronto, tenha calma. Está tudo. Sim? - carrega no botão para abrir outro browser.
(Ah! Já percebi. Ao fim de 5 vezes, eu percebi: cada vez que o homem abre uma nova janela, as outras chegam-se. Muito bem.)
Ai é? Tem a certeza?
(Susana, tu pensa em campos de flores!)

Vim-me embora com a certeza de que perdi 3 maravilhosas horas da minha vida. O pior nem foi a falta de informação mas a cara de parvos que os 2 funcionários foram fazendo enquanto lhes ia levantando os meus problemas.

Ponto alto da tarde: subo um andar e vou ao Centro de Referência da dita Biblioteca. Não mais não menos que 15 noticias em 10 minutos. Deus é Pai!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Do meu tamanho


"Porque sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura."

FERNANDO PESSOA

Um desejo por balão


Verde, que as repostas tortas, as caras fechadas e as "merdices" fujam para longe (juntamente com os seus "autores")

Amarelo, que a alegria me acompanhe e dê brilho ao meu trabalho

Vermelho, que o amor que encha o peito fazendo com que o meu dia-a-dia seja cada vez melhor

Azul, que a Fé não me abandone

Roxo, que o Respeito, Amor e Verdade por mim mesma crescam

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

De cabelos em pé!


É assim que me estou a sentir. Mil coisas para fazer. Todas para ontem.
Se calhar não é nada de novo até porque não consigo ter coisas coisas com que me ocupar. Acontece que desta vez me excedi nos compromissos que agendei.

Enfim, ao trabalho Susana! Tu trabalha que é o melhor que fazes.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Aqui somos felizes: o começo de um grande ano!

No dia 1 de Janeiro tomei as já habituais resoluções para o novo ano. É de rir! Porque uma gaja é sempre uma gaja e planeia cada coisa que até mete medo ao susto. Além disso, há sempre 2 ou 3 pontos que se vão mantendo (os primeiros da lista) ano após ano!

Mas desta vez, 2008 trouxe já uma chuva de coisas boas. Deitei a inútil lista fora e estou a preparar-me para as comemorações do que já aconteceu. Que 2008 não acabe nunca é o que eu espero!

• Esta semana a Joana foi pela primeira vez às aulas de preparação para o seu nascimento. Não gosta de estar muito tempo na mesma posição. Acorda a meio da noite e não mais deixa dormir a mãe. Ainda faz piscina mas não tardará a acertar com a posição para nascer.

• O J. está com óptimas notas na escola. Ainda é só o 6º ano mas é um génio em preparação.

• Já recebemos a guita e finalmente vamos poder registar a nossa Giroflé! Aqui vamos nós; com mais confiança e certezas do que nunca.

• A Catarina conseguiu uma casa e vai-se mudar para lá este fim-de-semana. Sem o respectivo porque isso só depois do casamento. Mas é um alívio. Há tanto tempo à espera e agora veio uma novinha em folha mesma à medida dela.

• E a novidade de todas as novidades!!!! O J.D. está convencido a fazer obras na casa da Costa!! Mas há melhor noticia que esta??? Uma casa nova para toda a família. Podemos até alugar sim, ajuda a amortizar o investimento, mas depois é NOSSA!!
Outra vez as férias e os fim-de-semana sem horários nem regras, nem trabalhos da escola nem mães!!!! VIVA 2008!!!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ontem à noitinha

A esta hora os Carneiros já estão no aeroporto prontos para ir embora. Foram 3 semanas de festa continua nunca antes vista, especialmente nesta altura do ano. De modo que ontem foi jantar, serrão e noitada de despedidas. Os miúdos foram distribuidos pelos quartos e o Rodrigo disse logo que dormia ali naquele quarto, logo à entrada de casa.

Antes, ao fim da tarde, tinham andado com umas meias da tia. O João ficou com umas não muito giras. O Rodrigo com as do Leão, que por sinal foram recambiadas para Macau (Deus é Pai porque eu tinha algum pudor em deita-las fora) e não havia nenhumas para o Gu. Depois de muito procura, encontrámos umas com uns carneirinhos que eram tão grandes que lhe tapavam os joelhos. Rimos à grande com o Gu a entrar na brincadeira.

Na hora da dorma, como diz a avó, o Rodrigo resistiu até eu chegar à cama. Perguntei-lhe se queria vir para ao pé de mim e num salto "embrulhou-se" em mim e nos lençois. A mãe entretanto entrou no quarto. Sorriu e disse que a mana era dela ao que o Rodrigo respondeu com um sorriso de orelha a orelha enroscando-se ainda mais em mim. Veio toda a gente ver o que se passava. (O Igo adoro mimos!)
Depois adormecemos num instante com a promessa que dai a pouco ele ia para a cama dele.

Qual quê? Eram 2h, disse-lhe:
"- Igo agora vais para a tua caminha para eu poder também dormir qualquer coisa."
Não respondeu. Limitou-se a pôr uma perna por cima da minha e um braço onde calhou assegurando-se que não só eu não saia dali como também não o tirava.

Eram 4h e eu já não aguentava mais. Não avisei. Disse-lhe já levantada que o tinha de pôr na cama dele.
Deu o jeito ao corpo. Agarrou-se a mim e lá o passei para a cama do lado. Deixou que o tapasse e só de manhã é que deu conta de eu já não estar lá.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Caixa Registadora (I)

A todos faço uma proposta para o novo ano.
Para que melhoremos a nossa comunicação e assim sejamos capazes de viver melhor, sugiro que começemos a ouvir com muita atenção o que é dito e a fazer uma filtragem.

Vá lá, não custa nada, vamos chamar as coisas pelos nomes!

Adianto algumas que me têem ocupado o espirito:

- o que são mais valias?
- produtos biológicos, alguém sabe?
- seres humanos proactivos, já agora como é que isto se escreve?

Obrigada

Anjos da guarda e outros pós brilhantes


O novo ano começou em grande! Uma jantarada há muito prometida, que soube mesmo bem! Fogo de artificio à mistura. A Joanicas também foi! E, o mais importante: a promessa de ano em grande.

Quando acordei de manhã, ao contrário do que tinha previsto, não consegui fazer nada. Arranjei-me para o primeiro dia do resto da minha vida e pensei de mim para mim:
"- Este ano vai ser especial. Tenho mesmo a certeza."
Pensando melhor, foi mesmo importante este tempo só para mim.

De modo que depois de uma hora em frente ao espelho e um suspiro de alivio pela infecção urinária ou o problema de rins ou qualquer outra porcaria que tive nos últimos dias do ano, ter ficado em 2007, fui espreitar o meu Jimbras (leia-se carro).

Lá estava ele, com quase 17 anos, prontinho para as curvas.
Para abençoar o meu ano, tinha uma pena no tejadinho mesmo na direcção do meu lugar. Deve ter lá ficado depois do meu anjinho da guarda ter levando vôo.