quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Primos distraídos ou longe, muito longe...

Conversa intercontinental:

É que sabe primo, sou de boas familias. É por isso.

Ah! Pronto agora já percebi.

 

Onde estará a nave deste primo? Donde virá ele?

Vamos lá mudar de cara


Porque é preciso, de quando em vez, fazer reformas e sentirmo-nos bem nelas.
(Há que começar por algum lado...)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Obviamente, interessa-me

Pelo menos até Julho, vai ser por este site que vou andar. A Europa junta com o objectivo de comunicar e de fazer comunicar entre culturas. Dá pano para mangas.
Juro que quando começei a tese não pensei em nada. Limitei-me a uma pequena pesquisa, e pouco fundamentada, diga-se de passagem e lá me atirei eu de cabeça. À medida que o tempo passa e que vou tendo mais certezas de que posição quero defender na tese, vou descobrindo "coisinhas" que todas juntas fazem 80 páginas de texto. Nada de alarmes: é quase um paper.
Se entretanto, souberem de alguma coisa desta temática, aqui neste "jardim à beira mar plantado", digam, por favor.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Procuro por...


Depois de vários dias (mais noites, a seguir ao jantar quando só apetece o sofa e um bocadinho de televisão) e algumas dúvidas, cheguei a este homem: Homi K. Bhabha. Indo-britânico é um dos teóricos pos-colonialistas mais conceituados do momento. São dele noções como hibridismo cultural ou um novo posicionamento para as culturas. De resto, toda a sua obra, ganha para mim, uma importância gigante neste momento.

Adoptei-o como solucionador das minhas maiores questões e medos em relação à tese. Espero que não se importe e que colabore comigo. O seu pensamento é claro (ainda que as frases sejam gigantes) e as ideias frescas (o que lhe confere responsabilidade). De modo que tem sido com gosto que investigo mais e que acabo por dominar melhor conceitos muito novos para mim, alegre principiante nestas coisas de dissertações.
Passando a fase das pesquisas na net, quero tratar hoje da compra de uma das obras dele. Não tenciono dizer à orientadora. (A Sra. Profª ainda é capaz de me matar!) mas quero muito saber mais sobre o assunto para que a escrita me saía mais livre e confiante.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Como???


Desculpem, não percebo: é para salvar da morte ou para "voar" para a morte?

Dúvida da tarde


Se todos somos “mistura” então para quê fomentar uma perspectiva multicultural?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Estar. A caminho do frenético

Lê.
Escreve.
Apaga.
Resume e escreve de novo.
Lê mais um bocadinho.
Inventa.
Escreve.
Reescreve.
Não faz sentido.
Lê mais qualquer coisa.
Escreve.
Pensa na porcaria do carro.
Apaga.
Assobia para o lado a ver se dá resultado.
Lê...
Pensa em conceitos e relaciona-os.
Irrita-se com a conversa da gasolina e do carro.
Escreve.
Tira de cima e põe em baixo.
Apaga.
Passa a outra parte.
Lê.
(e a porcaria da conversa com o pai?)
Relê tudo.
Acrescenta qualquer coisa.
arrrrrrrrrrrrrrrr

Vou-me deitar que amanhã também é dia.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Olhos de ver



Pois é, esta sou eu! Com um sorriso um bocado amarelo, o meu cabelinho pouco volumoso e uns grandes olhos por trás de uns óculos ainda maiores. É só para ver bem. Ver tudo o que conseguir com muita atenção e cuidado.

Não vale dizer que me esqueço ou que não percebo. Porque na verdade gosto muito de brincar (às escondidas, por exemplo, sim!) mas não quando falamos a sério. Convenhamos então que já não somos crianças e que o jogo do "não está cá ninguém" já venceu o prazo de validade. Sabemos do que se passa à nossa volta. Não há dúvidas, pois não? Então vamos lá, agora a séria! A piadinha é bem vinda. O humor é parte essencial. Mas não exageremos.

Se preferia ser um pouco tola? Acho que não. Só preciso de me adaptar e deixar que os meus olhos e o meu coração me levem ao melhor de mim.

E eu, às vezes resisto tanto.

É aos bocadinho que me vou.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Post 200: Viva o Igo!


Hoje o meu Igo faz 7 anos. Adoro o número e adoro o meu carneirinho mais destravado de todos. Está na 1ª classe. Faz os trabalhos todos muito bem e nunca reclama quando é para fazer outra vez. Gosta de saber tudo; de perceber mesmo aqui que é disto em "estrangeiro". Faz perguntas atrás de perguntas até ser capaz de entender. É a forma que encontrou para ultrapassar eventuais problemas de vocabulário.
É desenrascado. Quer estar onde os adultos estão, a fazer aquelas coisas importantes que só se podem fazer com certa idade. Não tem paciência para esperar e trocava tudo por viver em Portugal ("Esta porcaria de Macau!")
Não chora nem se queixa. Gosta de mimos mas não de dar beijos. É grande e tem uma vaidosice impropria para a sua idade mas que lhe acenta como uma luva.
É o mais que tudo na minha vida.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Nós, aqui

Nós hoje soubemos falar das coisas naturalmente
Nós hoje tivemos uma caneta de tinta permanente há muito "galada".
Uma refeição rápida e muito fácil
Soubemos decidir de comum acordo
E ao fim de algum tempo de tensão, pressão e outras coisas que envolvem PESO, hoje foi a excepção. Uma excepção para o melhor que há. Já não se trata de só nós mas de todos os que estão connosco. Porque a questão é mesmo essa: saber como estar; saber como se é em cada grupo, com cada um. Sem ansiedade mas definindo muito bem os limites para que não nos esqueçamos de quem somos. Com rigor e ordem e calma e verdade. O melhor de nós: será que chega? E o que é isso do melhor?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Dedicado à d.



"Algumas coisas só se podem fazer em crescido.
Ler alguns livros, reparar noutras singularidades só se faz em crescido.
E perceber esses livros e esquecê-los de seguida, só em crescido.
Sofrer como nalgumas vezes só pode acontecer em crescido, porque antes simplesmente não há coração para isso, ou melhor, há mas ele não aguenta.
Abrir as janelas de par em par, perder o passado num rés-do-chão rente à vida (a cama do amor) só em crescido. Ser mais tranquilo, cozer o Outono num lume brando, falar tranquilamente connosco, ouvir músicas desabrigado e escrever a saudade num refrão em silêncio (noite alta) com, a boca, os dedos os olhos, os sentidos todos e ficar, só em crescido.
Respirar o céu, aquecer o sol, beber a água toda de um rio, escrever copiosamente com tinta azul? chuva dos teus olhos palavras excessivas e tentar movê-las numa dança pela sombra que fazem no papel? dar, enfim, um ramo de flores à Primavera, só em crescido.
Mesmo que doa, e para lá chegar custa (!) ? não sabe a azedo ? só em crescido se fica mais próximo de viver a vida toda."
in Chegar a Crescido, Pedro Strecht

O mundo num click

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Gomas, das boas


Ontem à noite, enquanto terminava o meu trabalho para a D.R. fui comendo gomas. As gomas da boa disposição que tinham ficado pendentes desde 5ªf passada (a boa disposição, essa, já tinha voltado há muito). Havia ursinhos, bolinhas, golfinhos e bananas. Para a próxima gostava de ter amoras e daquelas que têm bué de açúcar à volta! São mesmo boas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A Escola: alunos e professores

Estou a trabalhar de momento com os professores e alunos, sobretudo no âmbito da disciplina de matemática. O que eu tenho aprendido é impossível descrever. Mas o que posso explicar, mais ou menos bem é que estou mais confiante no nosso país.

Há professores maravilhosos que se esforçam realmente para ensinar os seus alunos. Não se importam com o que recebem, ou com o que têm de pedir às suas familias em tempo e atenção, mas o que podem acrescentar à sociedade. E isso é impagável. Que bom! Alguns apostam na sua formação académica, outros esforçam-se por ler mais qualquer coisa sobre o assunto e por trabalhar fora de horas, aos sábados se for preciso.

Em relação aos alunos ... Se é para ser professora destes miudos, eu quero ir para o ensino hoje. À parte das caracteristicas próprias da idade, aprendem e ajudam-se de uma forma, para mim inesperada. E há tanto para eles se ensinarem. Tenho estado a ouvir uma gravação de um trabalho de grupo onde se corrigem mutuamente, onde se organizam para cumprir a tarefa proposta, onde se fazem maiores sem a intervenção do professor.

Este trabalho vai resultar num livro lá mais para inicio do próximo ano lectivo. Estão incluidos os depoimentos dos alunos, as reflexões dos professores e um imenso carinho de quem ama o que faz.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

a minha lista

Num papel azul escuro a tinta prateada escrevi, aqui há uns tempos, uma lista de coisas que queria para mim. Algumas aconteceram, outras ainda espero pela sua concretização. A diferença é mesmo a FÉ que agora ponho neste meu querer.

Eu vou ser...
ligada ao Céu como a Élia
sensata como o meu irmão
"forte" como a avó
crente e "aberta" como o Pe. Veiga
verdadeira e frontal como a Anita
sabia como o prof. Adérito
mulher do ... como a Patricia pequenina
mãe da(o) ... como a Fátima
alegre e veloz no trabalho como o Luís
"grande" na minha profissão como a Leonor
viagada como o Carlos

Eu vou ter...
a presença de espirito da Isabel
a dedicação e a inovação da D.R.
o método da N.D.
um casamento como o da Tia Joana ou da Tia Rita
uma familia como a do Fernando, da Tia Rosa
o dinheiro do Ricardo

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A solução desejada

Finalmente, consegui encontrar uma solução incrivelmente boa!!
Só falta encomendar aos senhores de Paços de Ferreira qualquer coisa mais ou menos igual (em dose dupla) e pedir à mãe para fazer uns almofadões a fazer de conta que é um sofá. AHAHAHAH!!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

a minha professora


A prof. D.R. é fantástica. Perfeita. Que pena que as aulas já terminaram e não vou puder continuar a ouvi-la. Fala com calma, gesticula muito e vai dando uns tiques à voz. Mas tudo com muito tacto e cautela.

Veio das berças (a tal voz com tiques e ccxx à mistura) tem um doutoramento e faz o que gosta. É com muita naturalidade porque não precisa de máscaras nem de dizer mal para se definir. Enuncia-se com uma graça feminina e com um empenho de Professora. Vai ao fds ter com os alunos, envia por mail informação útil, acciona os seus alarmes pessoais sempre que os seus "meninos" precisam e, fundamental, quer saber e quer fazer.

Se a incomoda o que lhe fizeram? Ah pois claro! Ainda não se recompôs mas que interessa isso quando se faz o que se gosta? Além disso, ela já aprendeu que a vida dá muitas voltas e nunca sabemos onde e de forma nos voltamos a encontrar.


E aquela exposição tão gira... Mas aquela equipa era fantástica... Assim, estão a ver?
Gosto tanto dela. Gosto, Assim, como se fosse a minha heróina: quando for grande quero ser como ela!