quinta-feira, 28 de junho de 2007

Pózinhos de Luz

Só por hoje, ouve o teu coração.
Só por hoje não te preocupes, ocupa-te!
Obrigada Isabel!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Que eu permita...

Que eu me permita
olhar e escutar e sonhar mais
Falar menos
Chorar menos
Ver nos olhos de quem me vê
a admiração que eles me têm
Que eu me permita o silêncio das formas
dos movimentos
do impossível
da imensidão de toda a profundeza
Que eu possa substituir as minhas palavras
pelo toque
pelo sentir
pelo compreender
pelo segredo das coisas mais raras
Que eu não tenha medo de nada
principalmente de mim mesmo:
que eu não tenha medo dos meus medos
Que eu me permita ser Mãe
ser Pai
e, se preciso for,
ser órfão
Que eu possa amar
e ser amada
que eu possa amar mesmo sem ser amada

terça-feira, 26 de junho de 2007

Pela tarde


Depois de almoço sentei-me com os pés ao Sol. Adoro andar descalça. Adoro o Sol.

Abri o livro e aí segui eu, de pés à mostra, mesmo para apanhar o fresquinho da tarde. Quem não gosta?


Tenho de fazer isto mais vezes.

Às vezes é assim!

Amo a Razão e corrijo a Emoção.
Outras vezes, amo a Emoção e corrijo a Razão.

domingo, 24 de junho de 2007

Aqui somos felizes: Eu mais senhora de mim



Porque nem sempre nos conseguimos entender, nem a nós mesmos nem a quem está mais perto. Porque nunca sabemos bem quem somos e o que estamos a fazer aqui. Porque a vida é uma constante descoberta, um espaço de aprendizagem onde é sempre possível sermos mais.







sexta-feira, 22 de junho de 2007

O dia esperado

Minha querida, finalmente chegou. O grande dia já cá está!
Aquele medo de que os 23 ficariam para sempre quase como uma maldição, afinal não se concretizou. O dia nasceu claro e embora não pareça que já é Verão temos de reconhecer que os 24 estão em grande. O trabalho a começar, o sr. Professor que já se tocou, a vida que parece correr.
Tu, na Luz!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Para a história fica o dia de hoje

Às vezes não temos muita paciência: para nós mesmos, para os outros, para a vida. E hoje, como se fosse um presente-surpresa aconteceu. Percebi claramente que o pior inimigo de nós mesmos é esta nossa falsa crença que tudo tem de ser muito bom, à nossa medida e para já. Sem dúvida que haverá coisas assim. Mas o que eu descobri foi que temos de ter sensibilidade para perceber quando estamos a ser injustos com as coisas e, portanto, impacientes connosco.

Gostar de se falar, planear, ir e depois avaliar essa ida. Uma mão cheia de hipóteses. Mas tomar a decisão de "não ficar" era tudo o que eu mais queria.

Melhor será dizer que bom bom não foi o acontecimento em si mas a mudança que ocorreu entretanto. Sim, a mudança que eu achava que nunca seria real, aquela que eu jurava ser apenas um ideal.

"- Para a frente. E agora o que vou fazer?"

Sei lá! E isso é importante saber agora? Não!!! Essencial é saber que queres ir e que a tua meta fica para lá do descritivel. E que vais. Vamos! Onde for. Mas sempre para mais.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Arranja-me um Emprego, segundo o amigo Sérgio G.


Tu precisas tanto
de amor e sossego
e eu preciso de um emprego
se mo arranjares
eu dou-te o que é preciso
por exemplo o paraíso
anda ao deus-dará
perdido nessas ruas
vou ser mais sincero
sinto que ando às arrecuas
preciso de galgar
as escadas do sucesso
e por isso é que eu te peço
arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego
pode ser na tua empresa
concerteza
que eu dava conta do recado
e para ti era um sossego
Se meto os pés para dentro
a partir de agora
eu mete-os para fora
se dizia o que penso
eu posso estar atento
e pensar para dentro
se queres que seja duro
muito bem serei duro
se queres que seja doce serei doce, ai isso juro
eu quero é ser o tal
e como tal reconhecido
e assim digo-te ao ouvido
arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego
pode ser na tua empresa
concerteza
que eu dava conta do recado
e para ti era um sossego
Sabendo que as minhas intenções
são das mais sérias
partamos para férias
mas para ter férias
é preciso ter emprego
espera aí que eu já chego
agora pensa numa casa
com o mar ali ao pé
e nós os dois a brindarmos com rosé
esqueço-me de tudo
com o por-do-sol assim
chega aqui ao pé de mim
arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego
pode ser na tua empresa
concerteza
que eu dava conta do recado
e para ti era um sossego
Se em mandasse neles
os teus trabalhadores
seriam uns amores
greves era só
das seis e meia às sete
em frente a um cassetete
primeiro de Maio
só de quinze em quinze anos
feriado em Abril
só no dia dos enganos
e reivindicações
quanto baste ma non troppo
anda, bebe mais um copo
arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego
pode ser na tua empresa
concerteza
que eu dava conta do recado
e para ti era um sossego

Os baleios: Aqui somos felizes

Gaja
"- ai, estou a ficar mais gorda! Tu não achas?"
Gajo
"qual será a resposta certa?!"

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Sobre o gostar e o deixar gostar-se (V)

O Sr. Professor e a Menina Chanel têm pedido com muita frequência a minha atenção. Quando estou com um o outro liga-me e por ai adiante. Interesse este dividir afectos! Porque na realidade acho que tenho muito a aprender no Reino dos Amores: como ser mais, como guerriar menos, como me descobrir , como me amar enfim... todas as emoções por controlar. (um dia ainda vou escrever um livro: As Memórias dos meus Amores Felizes! para não ser acusada de plágio por ninguém.)

A questão vai passando por estar com cada um da melhor forma que sou capaz; amando-os como posso e sei e à medida do que eu e eles precisamos. Nem sempre é fácil. Mais para mim do que para eles pela simples razão que a gestão passa, e passará, sempre por mim. De modo que outro dia me julguei há uns anos atrás e morri de medo: não pode voltar a acontecer! Outros tempos e pessoas que já foram (juntamente com a memória que guardava delas.)

Reclamo com frequência a companhia e quando ela chega, sei lá eu bem geri-la! Tenho a certeza de que não quero cair no mesmo e portanto, estou disposta a manter-me a salvo de amores divididos. Quero-os muito. Quero-me a mim mais; para puder ser mais com eles.

Para sorte minha e picanço deles, estamos juntos!

o prémio deste fds vai para


JoãoBond!
Cuidado, ele vêm ai...

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Hoje é o dia do J.!!!!!!

Há 36 anos o dia amanheceu como o de hoje: chuva, fresco e muita ansiedade.
Ao fim de 2 dias o Sol já brilhava e fazia calor. Era o Verão:

"- Sê bem vindo!"

Passado mais um tempo, os olhitos ainda estavão fechado: "- Não se preocupe, ele tem a vida inteira para ver!" Cresceu.
"- Já tem 14 meses e não anda.
- Ainda vai desejar que ele esteja quieto."
Foi coisa que acabou por nunca acontecer. Muito mais responsável do que a maioria dos da idade dele. Um tranquilo mentiroso. A ponderação entre as irmãs.
Teve também a benção da Madrinha. Aquela que veio lá do País distante das Fadas e que lhe trouxe um saquinhos de estrelas. Só para ele. A fantasia, a casa de faz-de-conta, as certezas do meu mais brilhante amor.
"- Cravos Azuis para o meu afilhado."
(Por onde andas Madrinha? Vêns jantar connosco hoje?)
Tempo houve em que o pai desejou que ele fosse mais duro. Talvez mais sério, homem. Não sabemos bem. Temos sim a certeza de que a sensibilidade lhe acenta a jeito e que o amor que transmite serve a qualquer um.
E tanto, tanto...

terça-feira, 12 de junho de 2007

A Balança, Eu


No prato da balança um verso basta
para pesar no outro a minha vida.
Eugénio de Andrade

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Coisas Simples

Ontem foi o último jantar com a Chocolate. (Há que tempos que não falava dela.) Estivemos na Horta. Poucos, mas de boa vontade.
Não conhecia o restaurante e agora não quero perde-lo de vista: as mesas são corridas, as ementas estão penduaradas na parede, os empregados são muito simpáticos, e a vista... suberda! Adorei.
A amiga C. também foi. Ficou ao lado do Kb. Trocou 2 dedos de conversa com o N e ali ficámos os 4. Estes jantares são sempre complicados para o Kb. Fala pouco Português mas apanha tudo. Acontece que a sua Educação e o seu modo (de Senhor, diz a amiga C.) nada têm a ver com os filmes em que a Chocolate se mete. E é tão engraçado: ele dá um toque elegante à vida dela.

Às vezes, sinto a Chocolate tão longe de nós. Sempre na conversa com os outros 3 que pouco têm a ver connosco. Em comum, acho, só há mesmo o imenso tempo que passamos juntos, com a Chocolate. De modo que acabei por me sentir (será que, verdadeiramente, estive??) de lado. Tentei não deixar o N na ponta e procurei gozar o último, dos longos próximos 8 meses sem a Chocolate.

"- A única coisa que custa, digo-te já, é viver sem a Susana. Tudo o resto passasse bem."

Aguardo-te querida Chocolate. Quando voltares aqui estarei, no mesmo sitio.
Com ou sem ele mas sempre contigo.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Os sapatos brancos e as máquinas de carvão

Passei a tarde no "meu" antigo museu. Soube-me mesmo bem.
Não que tenha ido por qualquer sentimento nostálgico da coisa, mas pelo trabalho do mestrado. De resto, gostava de lá voltar sim. Agora com outras funções, com outra equipa de trabalho. Se não for possível, pois bem, que venha alguma coisa melhor.

Tomei café onde antes almoçava. Demorei-me na conversa quando antes corria de um lado para o outro. O mais importante: imaginei-me noutro sitio. Longe dali. Igualmente feliz e grata.
Houve tempo para dois dedos de conversa com o meu ex-chefe. Gostava de ter um outro assim. Cumplicidade. Rapidez. O mesmo de sempre:
- Deixa-me voltar ao trabalho porque os prazos estão a esgostar-se.
- Até à proxima.
- Vai aparecendo.
- Obrigada.

O segurança está mesmo à entrada. As tatuagens: Erika e Daniel. Ainda não as tinha visto.
O gajo da manutenção: - Vê se soube logo minina. Anda! - Brasileiro, da minha idade, todos os sonhos para realizar.
O da manutenção. Flôr, é a senhora sua mãe! Ainda bem que a familia está toda boa e eu bem longe de si!!

Tirei as últimas fotos sem ninguém passar por mim. São formas diferentes de trabalhar. Dei o meu melhor. Gosto de me sentir em casa assim. Há coisas diferentes, novas pessoas e muita luz. É sobretudo disso que eu gosto; que eu sempre gostei.
Já no fim, outro segurança. Não perco tempo. Afinal, não há muito para dizer. Mas gosto deste cumprimento familiar.

Até à proxima.

a música do dia é...

Olhem só o que eu encontrei entre os mails mais velhinhos.
Vale a pena ouvir com o volume no máximo:

terça-feira, 5 de junho de 2007

Outubro é um mês em grande!

Além do dia 12 e do dia 17, que são especialissimos, todos os dias de Outubro são fantásticos.
Este ano, ainda mais. Vai ser o mês do brazuca cantar só para a gente!. E continuo a gostar tanto dele...

Quem vem também?



Guia do Lazer

Lisboa, Coliseu dos Recreios - R. Portas St. Antão, 96

De 12-10-2007 a 13-10-2007Sexta e sábado às 22h00

20€ a 60€


SÍTIO OFICIAL
http://www.caetanoveloso.com.br

Ao acordar




E se ao acordar, a vista fosse esta?

Este fim-de-semana foi. Tinha ido uma vez, de fugida, à Aldeia da Luz. Já conhecia Mértola. Tão bem assim não. E foi bom o reconhecer e as pessoas que por lá se fizeram amigas.
Gostei de saber mais e de descobrir outras formas de Ser e de Estar. Ainda que nem sempre fácil, julgo que tenha sido importante. Defini-me um pouco mais!
E cá estou eu: desperta e grata pelo que tenho.