As férias foram espetaculares até chegarmos ao pé da família. Não que a família seja sinónimo de azar mas digamos, de uma outra forma, que Agosto de 2011 teria sido MUITO melhor se qualquer um de nós não estivesse com uma parte da sua família. Aquela ideia de que durante o ano não dá para estarmos juntos e por isso toca de nos juntarmos todos muito bem juntinhos numa casa como se não houve amanhã, é um lugar comum tão falso como acharmos que hoje o Trinaranjo de Limão ou o Feist nos sabe ao mesmo dos há 20, 25 anos atrás. Esqueçamos! Guardemos no baú das saudades tais ideias, memórias, delírios até, e regressemos ao real!
Oh S., tu és um bocado mal disposta e ingrata com os teus. Pior: deves ter a mania que não tens defeitos e que os outros não passam um mau bocado contigo.
Pois sim, meus amigos. Talvez seja verdade. Mas tenho para mim que se durante este mês (e só este) alguns de nós tivessem trocado de família, estariam hoje mais aptos para começar um novo ano de trabalho do que estamos neste momento. Eu incluída, claro.
E pronto, é neste cenário que me encontro, "embaraçada" como dizem os nuestros hermanos, entre a imensa vontade de trocar de família e a convicção de que se me canso tanto deles é porque, talvez, mas só talvez, tenhamos em comum, além da família, os defeitos! (queria Deus que eu nunca tenha um filho assim!)