segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
O regresso do Sr. Eng.
E ao final de um mês de vida, quando a pirralha dá sinal de despertar, o Sr. Eng. diz:
- Oh NÃO!!!!!!
(de salientar que ele tinha estado com ela e com as cólicas dela durante 2 horas seguidinhas, umas horas antes)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Isto de ter filhos só custa os primeiros 30 anos (I)
Há 4 anos atrás quando me mudei para esta casa, achei que me iria custar horrores a adaptação. Vinha de uma zona da cidade muito mais agitada, com tantos transportes como esta mas mais central. Depois, com o tempo, acabei por me habituar e agora é com dificuldade que durmo em casa dos meus pais. Gosto de tudo aqui. De modo que combinei com o Sr. Eng. que quando mudarmos de casa será para muito perto.
Bom, mas este amor arrebatador sofreu, nas últimas semanas, um resfriamento. Digamos assim. É que para sair desta casa maravilhosa com um carrinho de bebé é preciso muita, mas mesmo muita ginástica. Primeiro porque não há rampas em muitas passadeiras e, acreditem, é FUNDAMENTAL! Depois porque, sem degraus, há a estrada e diz que andar no meio da estrada com um carrinho de bebé é... uma aventura. Depois porque está frio à sombra e ao Sol não há onde me sentar com um carrinho de bebé ao lado, pacificamente, a pensar na morte da bezerra. Tenho de andar e andar e andar até conseguir chegar a um sítio mais ou menos aceitável. E por último porque para enfiar um carrinho num qualquer elevador deste país é preciso ser muito hábil. Mas mesmo muito!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Nota mental
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Os dias que passaram
Exactamente 4 dias depois de ter escrito o último posto neste bolg, a minha filha nasceu. Contra todas as previsões médicas, escapando a minha tendência para o controle, às 9h da matina, ela rebentou a bolsa que a envolveu durante quase 9 meses. Nasceu com a ajuda de forceps porque na verdade, eu não queria que ela nascesse (apesar de entre as 3 da tarde e as 8 da noite lhe ter dito que a "autorizava" a nascer). Tretas!! Não autorizava NADA!
Exactamente há 15 dias atrás, saí de uma "casa" - que muitos dizem ser um hospital bom - sem a minha barriga e com um cestinho debaixo do braço. O sol do meio da tarde fez-me doer os olhos e os pés, ao final de tantos dias sem calçado, pareciam flutuar pelo passeio fora. Como podia ser? Eu sem barriga!! Depois de a ter visto crescer devagarinho, depois de já saber fazer tudo com ela, depois de me ter apaixonado por ela, depois de tudo, ela tinha desaparecido!
Saí daquela "casa" cansada (o que não era novo para mim; eu já conhecia o estado), com uma vontade enorme de chegar a casa (o que também não me admirou) e diferente. Aqueles pés que andavam não eram os meus, a minha pele não era aquela e aquele cestinho pesado... seria meu?
Hoje, a minha filha tem 2 semanas e 3 dias. Já recuperou o peso com que nasceu. Está melhor da ictericia. Mas isso são tudo questões técnicas porque a emoção de ser tudo para um ser humano é uma aventura. Talvez a maior da minha vida!
Exactamente há 15 dias atrás, saí de uma "casa" - que muitos dizem ser um hospital bom - sem a minha barriga e com um cestinho debaixo do braço. O sol do meio da tarde fez-me doer os olhos e os pés, ao final de tantos dias sem calçado, pareciam flutuar pelo passeio fora. Como podia ser? Eu sem barriga!! Depois de a ter visto crescer devagarinho, depois de já saber fazer tudo com ela, depois de me ter apaixonado por ela, depois de tudo, ela tinha desaparecido!
Saí daquela "casa" cansada (o que não era novo para mim; eu já conhecia o estado), com uma vontade enorme de chegar a casa (o que também não me admirou) e diferente. Aqueles pés que andavam não eram os meus, a minha pele não era aquela e aquele cestinho pesado... seria meu?
Hoje, a minha filha tem 2 semanas e 3 dias. Já recuperou o peso com que nasceu. Está melhor da ictericia. Mas isso são tudo questões técnicas porque a emoção de ser tudo para um ser humano é uma aventura. Talvez a maior da minha vida!
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