quinta-feira, 31 de maio de 2007

Sobre o gostar e o deixar gostar-se (IV)

Fim de tarde ameno. As compras na mão e a ausência de horas a cumprir:
- Hummm, que bom ter tempo!

As janela dos prédios, a correria dos muídos em volta, o céu!
Os telhados, os cartazes da cultura. Os anúncios em papel velho.
Gosto muita desta cidade.

- Tenho de sair mais vezes a passeio por ela.

Outra vez a dúvida virgiliana, "- Quem sou eu?"

A resposta surgiu de imediato de uma paz profunda:
- Sinto-me profundamente amada.

E nessa frase acontece a mudança.
Não porque alguém ame, mas porque, das tripas, sem questões, um outro alguém sente-se amado.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Aqui somos felizes: Diálogos


Filha:

- Pai, não contes à mãe porque ela depois anda sempre em cima de mim.

Pai:

- Filha, quando eu tinha à tua idade também não contava ao meu pai porque não gostava que ele andasse em cima de mim


sábado, 26 de maio de 2007

Sobre o gostar e o deixar gostar-se (III)

São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?


Eugénio de Andrade

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Co(se)m ela...





O que se faz para viver sem a usar nem a cortar: a CABEÇA!

ahhhrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

quarta-feira, 23 de maio de 2007

e a frase do dia vai para...


Como no texto "A Felicidade exige Valentia:
- Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo!"
Obrigada Tovarish

Medidor de Complicação, em litros


Para quê testar uma coisa que funciona bem? Revisões: sim. Mas testes só para as máquina e é à saída das fábricas.
Importante é decidir o que quero construir para mim. Hoje. Sem medos, complicações, pensamentos. Serena e confiante. Meiga e alegre. O que foi pertence ao antes e o que vem a seguir, só poderei ver quando lá chegar. Hoje cuido de regar, podar e das outras coisas que as flores do meu jardim precisam. Gosto delas. E isso é o que verdadeiramente importa.
Perguntaram-me pelos indices de complicação.
Respondi: - Regulares!!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

??????????????????????????????????????????

Como escolher o melhor caminho se não sabemos quem somos?

questões de tamanho



A prova de que o tamanho não importa!

e para quem gosta da música da pequena Amélie...

A outra casa

Quando eu nasci os meus pais construiram uma casa na Charneca da Caparica. Pequena, com um quintal que foi diminuindo à medida que eu ia crescendo. Perto da praia: a melhor parte! (até certa altura. Depois, o facto de ser longe da casa onde viviamos, passou a ser a grande vantagem)
Tudo o que foram datas importantes para a nossa familia passaram por aquela casa. Lá foram comemorados os 25 anos de casados dos meus pais; lá se organizou a festa surpresa dos 50 anos da minha mãe; lá se fez a despedida de solteira da minha irmã.
Ali também passei muitos Verões, fins-de-semana. Por isso àquela casa estão me amarradas deliciosas memórias cor-de-rosa. Aprender a andar de bicicleta, corridas com os meus amigos, banhos na relva depois da praia, bolachas antes de deitar.
Hoje voltei lá. Encontrei uma sombra do que foi. Uma coisa à medida do que a vida é quando a ententamos apanhar umas paragens mais atrás e o comboio vá lá vai.
Sorri. É impossível esperar que as coisas se mantenham como as recordamos. O próprio acto de recordar é tão pouco fiável: aumentamos o bom e diminuimos o mau. Uma memória selectivamente boa.
Sorri porque me reconheci no espaço em que hoje vivo e porque compreendi o espaço daquela casa nas minhas recordações de menina.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Gosto desta música

Quem é que me ensina a dançar isto?

As mãos: carta aberta ao Amor

J.
na sexta-feira passada começei a compreender o que é o "outro mundo": o do tudo possível!
O país das crianças e dos adultos todos já conhecemos. Agora, um mundo à parte, só para alguns. E neste dia, esse mundinho foi-me dado a conhecer.
Olhei para aquela mulher e sorri. É em tudo parecida.
Por breves momentos pensei que tinha visto a A. e logo a seguir aprecebi-me da confusão.
Ela já foi. Sabes, aceitou ir sem mais preocupações confiando que ficamos bem. E será que ficamos mesmo? Duvido tanto às vezes
Não lhe fiz perguntas: sentia-a e pedi-lhe que nos deixasse. Acompanha-nos de qualquer forma e assim ninguém precisa de ter medo.
Vêns na 5ªf?? Tenho medo. Prefiro sair e deixa-los sozinhos na ilusão da presença dela. Chega a ser morbido: Parabéns...
Foi pela mão que conheci a outra mulher. Muito mulher, alegre, viva.
É pela mão que a seguio, passo a passo. Tenho tanto a aprender.
Estou muito viva!!

domingo, 13 de maio de 2007

18 de Maio: Dia Internacional dos Museus






É já esta semana o dia internacional dos museus.

Este ano vou percorrer as capelinhas todas!

Há actividades ao longo da semana

Para quem me quiser acompanhar ficam aqui 2 endereços com a programação:







Aqui somos felizes: Almoço de Domingo

Hoje acordei tarde e depois de muita ronha na cama, lá me levantei para uma bela banhoca.
Gosto dos Domingos também por isto: não há tempo a cumprir!
De modo que quando passámos a ponte já eram 2 horas da tarde. Ventinho, pouca gente, Sol da Primavera. A nossa cidade!

Só parámos em Setúbal. Mesmo à beira do mar existe uma orla de restaurantes. Hoje a confusão adivinhava-se logo à entrada: o 13 de Maio. (Mais tarde viria a procissão para abençoar mesmo quem duvida!)

Escolhemos um restaurante à toa e sentá-mo-nos. Ah!! É mesmo bom assim.
Era "a miúda que para a idade já se safava bem", dizia o pai em surdina. O puto que só lhe chagava a cabeça: "a dizer estas coisas, eu vou-me já embora", protesta a garota. Era a mãe que entre o assar o peixe lá lhe fugia o abano para "as trombas daquele que anda a vender sapatos aos meus cliente". E o pai: "então o que é que faz falta aqui??"

- Nada, respondemos nós. Hoje o dia é de passeio.

terça-feira, 8 de maio de 2007

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Eu mais eu e só EU



Encontrei este texto e esta imagem num blog, à toa.

Não sei a quem pertence. Sorri foi com o sucedido: também é Balança.

"Balanças" para que vos quero!
Sempre!




Imagem (pintura) de Alberto Oliveira

Sou quem sou. Nem mais nem menos. Eu.
Olho-me no espelho de mim…gosto do que vejo.
Não tenho saudades do que fui, gosto de mim hoje,
como espero gostar, amanhã.
Hoje é o tempo de estar com os outros.
Estou aqui.
Alguns já partiram mas…apesar de submerso, respiro.
Respiro entre cores vivas, outras tristes, mas nunca mortas.
Insisto em que uma onda amarelo-sol suba em mim,
e me aqueça o olhar.
Há vermelho-sangue a palpitar-me nas veias.
Estou vivo.Por dentro e por fora.
Rio-me de mim…às vezes com uma ironia dolorosa.
Mas rio-me.
Hoje estou aqui…frente a frente comigo.
Eu e eu…Pesando-me…avaliando-me.
Eu e eu…adormecemos tranquilos.

Nia (tentando ser o Porquinho da Índia)

Aqui somos felizes: a minha casa

A pouco e pouco vai crescendo!
Todos os dias um bocadinho.
Devagar mas com segurança.

Assim como eu...

Estes dias têm sido preciosos para me definir. Com o tempo tenho aproveitado para respirar fundo e me ver, de frente, sozinha, para onde quero ir.

Os projectos. Os amigos. A minha vida e as minhas coisas.

Ninguém entra. Ninguém pode ajudar porque, na verdade, sou só eu!

terça-feira, 1 de maio de 2007

a Caminho



Há uns dias que a dúvida cresce: por onde ir? como ir? quem sou eu, afinal?

Sem espelhos. Só eu e o meu caminho.

Com cabeça mas também com muito coração. Ando à procura do que é "mais eu".

Tenho a ceretza que não me vou perder nas dúvidas nem que me vou esquecer de como ser. Eu chego lá: a mim!