quinta-feira, 31 de maio de 2007

Sobre o gostar e o deixar gostar-se (IV)

Fim de tarde ameno. As compras na mão e a ausência de horas a cumprir:
- Hummm, que bom ter tempo!

As janela dos prédios, a correria dos muídos em volta, o céu!
Os telhados, os cartazes da cultura. Os anúncios em papel velho.
Gosto muita desta cidade.

- Tenho de sair mais vezes a passeio por ela.

Outra vez a dúvida virgiliana, "- Quem sou eu?"

A resposta surgiu de imediato de uma paz profunda:
- Sinto-me profundamente amada.

E nessa frase acontece a mudança.
Não porque alguém ame, mas porque, das tripas, sem questões, um outro alguém sente-se amado.

2 comentários:

Rita Ferreira disse...

é bom sentir visceralmente esse sentimento de entrega incondicional e desprendida! Parabéns: amas e és correspondida!

Arroz Xau Xau disse...

Sim Rita, mas ama num sentido muito amplo do termo.
Agradeço sempre esse amor incondicional!! Que Bom!