segunda-feira, 30 de junho de 2008

Para as férias temos

Ainda falta cerca de um mês para as férias: muito trabalho pela frente. Aproveito uma pausa nesta confusão e sonho com qualquer destino longe da rotina do dia-a-dia.

De momento, vamos ver qual das 2 pesa mais: se Africa se os nossos vizinhos do lado.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O que vocês queriam era uma msg no tlm assim...

(respiração profunda)
Aleluia Aleluia Aleluia
Glória ao Senhor

(respiração profunda)
Aleluia Aleluia Aleluia
Glória ao Senhor


Ligou para o telemóvel do ... Neste momento ele não pode atender porque está na missa.



Ah pois é! Isto é que é inspiração!

Mão na mão


Ontem fomos tratar de simbolos. Sim, de coisas que nos ligam aos olhos de todos. São bonitas. Vão ter qualquer coisa gravada por dentro e vão ser nossas. (Faltam 42 dias!)
E por falar em simbolos... percebi mais uma vez que me cabe respeitar o natural aceleramento da vida. Nem sempre é como eu quero. Nem sempre é tão rápido como eu gostava. Mas É sempre. E isso é mesmo o que interessa, não é?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Day by day


É esta a minha meta nos últimos dias. A ver vamos que tal me safo!

Xô má disposição


Ora aqui está algo que me tira a energia toda: a má disposição! Bocas foleiras, palpites indesejados, falta de humor, enfim... um universo inteiro que me distrai e que deixa KO.
Por isso, e como é de manhã cedinho e eu ainda tenho todo o dia pela frente: "É FAVOR CONTAREM PIADAS, ANEDOTAS, COISAS DIVERTIDAS. PARA OS MAIS ARROJADOS, PRECISO DE UM AMULETO PARA A BOA DISPOSIÇÃO. Please?"

terça-feira, 24 de junho de 2008

Será um sinal?

São Tomé e Príncipe in between: Um novo interstício em África
(o único problema é que for para ir, só chegamos lá passados 15 dias do encerramento. Oh sorte marreca!)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

FÉRIAS ou talvez não


Passei o sábado a dormir. No domingo pouco ou nada fiz mas continuo com a ideia presa em FÉRIAS! Daquelas óptimas em que vamos da praia para casa e de casa para uma esplanada. Não temos horários, nem prazos de entregas, nem gente stressada a dizer que falta isto e mais aquilo... que temos de fazer e de saber e de....

Bom, então vejamos. Faltam-me:

  • 4 visitas-jogo
  • 2 semana de oficinas de verão
  • 5 visitas guiadas
  • 7 aniversário
  • 1 festa extra
  • 2 oficinas
  • 1 CD de transcrições
  • e todo o tempo que tiver para pesquisas
(Se calhar o melhor é mesmo passar pela farmácia para comprar vitaminas, drunfos ou qualquer coisa do estilo) Aggggggggrrrrrrrrr

Pensamento da semana

- Mulher honrada não tem ouvidos.
- Não?

terça-feira, 17 de junho de 2008

Me and my ego

Em época de calor, pus-me às voltas com o meu EU. Isto porque o calor trouxe-me confrontos relacionais e por isso, preciso de juntar as pontas e voltar a ata-las. De modo, que lá estive eu a pesquisar e a tirar impressões, a ver e a analisar até encontrar motivos/ razões.
O ponto da situação: sou uma refilona de primeira mas nada azeda; sou mto dura e dúvido de mim mesma.
(prometem-se novos episódios acerca do caso...)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Ao Pessoa. Pela pessoa

Para ele e por ele. Pelo dia que hoje poderia ter sido e, sei lá bem porquê, não foi. Pouco importa. "Pensar é estar doente dos olhos" e hoje eu quero ser feliz. Como se do Dia se tratasse, desejo-me leve e intensa.
Quem sabe se esta não foi uma partida do próprio Santo. Talvez quisesse ficar com todo o protagonismo para ele!
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
Alberto Caeiro

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Despois da má disposição, um copinho de açúcre

(o tlm toca e eu não conheço o número)

O Possuído: Tô Susana. Olá tudo bem?
Eu: Simmm... Quem fala?
- Então, pá? Não me estás a conhecer? Sou eu, pá.
- Hum... Eu quem?
- Oh pá então? Sou eu: o Paulo.
- O Paulo??
- Sim, pá. Sou eu. O amigo da Silvia.
- Bom, pior: eu não tenho nenhuma amiga Silvia.
- Oh Susana então? Sou o Paulo, o das danças, aquele que está sempre a dançar.
- Aquele que está sempre a dançar...?
- Sim, pá. Estás a ver?
- Não.
- Então mas tu não te chamas Susana.
- Sim.
- Então e não pertences a um grupo de danças?
- Não.
- É pá, mas então não pode ser... Bom, se calhar enganei aqui num número.
- Pois, se calhar...
- É pá, mas tu...
- Olhe, eu acho que é engano. Apesar de me chamar Susana, não tenho nenhuma amiga Silvia e não frequento nenhum grupo de danças.
-Pois. pronto. Então pá olha, fica bem, tá?

Muito bem! Vou mudar de ramo de actividade: identificar pessoas com carências mentais graves, através do tlm. Acho que tinha futuro!

Neura, ou talvez não!

Sim, estou naqueles dias em que apesar do Sol e do calor, do trabalho em abundância (tal como eu tinha pedido e repedido) dos Santos à porta, do fds de dormida, estou mais irritada que sei lá o quê. Acho que mordo, se hoje se aproximam de mim!

Talvez sejam apenas contrariedades, daquelas que testam o nosso bom humor. Mas estou mesmo mal disposta e como nestas coisas, quase parece que estamos a falar de cerejas (uma vai puxando a outra) estou num crescente.
...

Descompressão! A Joanicas mandou-me um e-mail com fotos dela. E está linda. Linda de morrer: parece quase já uma menina grande! ... Mais uma das músicas preferidas dela: Movimento Perpétuo Associativo!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A 2 meses do grande dia

A 2 meses, fomos tratar da papelada (?) Melhor dizendo, fomos perder uma manhã de relax profundo. Sim, porque papel papel, só mesmo o do multibanco. Eu queria até ter chegado mais cedo. Verdade seja dita, não valia a pena. De qualquer forma foi um bocadinho irritante contactar de perto (muito de perto, mesmo!) com o novo sistema simplex da administração pública. 170 euros foi quanto pagámos por um meeting de 1 hora e meia! A seca da vida.
Não são precisas assinaturas, nem juramentos solenes, nem testemunhas, nem discussões de última hora. Nada.
Fiquei a pensar, como aliás penso sempre, se é mesmo por aqui? Se... qualquer coisa, que eu nem sei bem explicar o quê. Claro, que agora a certeza é maior porque entretanto crescemos e neste processo de maturação, a afirmeza da nossa alma vai ganhando novos contornos. Seja como for já sei que se fosse uma questão de tempo, a altura ideal para tomar uma decisão seria daqui a 50 mil anos. Por isso...
A 2 meses queremos que o dia 9 de Agosto chegue depressa e que a ele somemos tempos e tempos da mais convicta alegria.

Para os mais necessitados...


quarta-feira, 4 de junho de 2008

Ainda sobre eles

Foi por aqui que andei até aos 18 anos.
E hoje, especialmente hoje, apereceu-me esta terra, assim, sem eu esperar. Como que quase em tom de: "Vai-te a eles, oh minha cobardolas, mano a mano."

terça-feira, 3 de junho de 2008

E quem não conhece, está fora!


Ando viciada nestes "amigos", alguns dos tempos da Damaia.

Silêncio, deixem passar a Deolinda.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

E quando achavamos que já tinhamos visto tudo...

... só podia mesmo ser no Japão.
Credo! Até a música é irritante... Bem ficam as ideias para actividades com os miudos!

SÓCRATES E A LIBERDADE, por António Barreto in "Publico"

Em consequência da Revolução de 1974, criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos. Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres? Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas. Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída.
Em traço grosso, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos 'fascistas' faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo.
Por isso sinto incómodo em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual.
O catálogo é enorme. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.
Mas nem é preciso ir lá fora. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A vídeo vigilância, sem limites desituações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas. A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos Santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na comunicação social em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.
Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.
Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo...