sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Lido, por acaso

E com toda a razão! Talvez esta seja a frase que melhor consiga resumir alguns (muitos???!!) momentos da minha pessoa em relação com...

A sério, se as mulheres quisessem um pacifista, andavam com monges tibetanos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Eu no reino das Oportunidades... de se estar calado!

Gosto das tipas das agências de comunicação. Gosto. Pronto. O cabelo todo da mesma cor, as roupas compradas nas mesmas lojas, a voz afectada, o sorriso 33. São lindas! Conheço apenas 2 boas excepções: não pensam que o mundo é delas, não nos olham de alto a baixo (ai filha, que pinderica!) e não são supé engraçadas. São pessoas normais. Pronto. Uma destas excepções conheci esta semana.
Tive uma reunião com a RP lá do sitio onde a malta trabalha e mais umas quantas pessoas. Eu, na minha santa ignorância, pensava que esta minha cara "colega" só imitava muito bem as senhoras das agências de comunicação. Só!!
Não.
Pois... Então que na dita reunião esteve ainda uma senhora de uma agência de comunicação, apressadamente competente. Quando chegou ao pé de nós expôs o assunto em 3 frases simples, consultou a agenda, alterou qualquer coisa no projecto e saiu para resolver o resto. Ora, ainda a senhora não ia a 10 metros de nós, quando a minha cara "colega" diz:
- Alguém reparou no tamanho do nariz da X (senhora da agência de comunicação)?
Perante tal afirmação fiquei perplexa. Achava eu que estávamos todos concentrados no evento. Não me demorei muito com os atributos físicos desta senhora da agência. Devo confessar que sei apreciar mulheres mas que quando estou preocupada com outra coisas, estas questões passam-me ao lado. Ora a minha verdadeira preocupação era defender o nome da nossa empresa e preparar um evento à altura. Devo só dizer que se me fixaram os olhos nos sapatos da senhora. Ténis: confortáveis para andar depressa (sim, e que eu seja castigada se por ventura este reparo se assemelhar ao da minha "colega") Pois é. Tenho de ter mais cuidado com a minha roupinha, o meu style a andar e a quantidade de graxa que dou aos nossos superiores. Tudo atributos valiosíssimos, aprendi eu na 2ªf!
Ora, eramos 4 ao todo e alguém ainda ousou responder à nossa "colega" (qual semelhança com o protótipo das agências de comunicação).
- Bem, tu reparas em tudo...
Passámos adiante. A senhora da agência de comunicação chegou entretanto e combinámos o resto. Como não havia mais o que dizer (felizmente que não se falou em operações plásticas nem maquilhagem correctiva ou, quiça, nas vantagens de uma burka) fomos embora. Quase a chegar ao carro, a minha querida "colega", serenamente e muito confiante das suas capacidades remata com chave d'ouro no nosso encontro:
- Então? A X tem ou não tem um nariz grande?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sapatinho vermelho?!?!


Ora ora, afinal eram mais assim, os sapatos que eu estava mesmo a precisar...
Lindos! De cair para trás. Mas já agora, onde é que os encontro?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Aqui somos felizes: flores



E quando nos pintam flores à nossa janela?
Mesmo se não estamos doentes. Mesmo se não é de manhã. Flores são sempre importantes.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Acerca das escolhas, de nós e da eternidade (II)

E um dia, sem sabermos bem como, sentamo-nos frente a frente connosco e depois de muita zanza pensamos: e agora? Sim, e agora que têns as mesmas atitudes que tantas vezes criticas-te nos teus pais? Como é? E agora que estás por tua conta, que podes inventar a vida de outra forma, que podes ser outra coisa, como é?
Não percebo bem se esta é a linha que separa a criança do crescido. Não sei se agora consigo ver outras coisas que até aqui o meu coração não tinha tamanho para as conter. Sei que vou vendo que a complexidade do que nos circunscreve pode ser sempre simplificada mas que nem sempre é possível. Deixamo-nos apagar por uma teia de complicaçoes e acabamos por nos perder em marcações do território inúteis.
De modo que estes dias têm servido para uma tomada de consciência. Útil, necessária, mas com altissimos níveis de dispendo de energia.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Diz-me onde moras... (segundo Miguel Esteves Cardoso)

Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu.

Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia! Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide. Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço. Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas more imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja, Ranholas? ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola. Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...) Ao ler os nomes de alguns sítios ? Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses. Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar. Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda. Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas? É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra". Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir. Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and GoAway...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido.(...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima.
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros. Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo Não Sei, A Mousse é Caseira, ou Vai Mais um Rissól.(...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹, (Amarante), depois de ter parado parafazer um chi-chi em Alçaperna (Lousã).
¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aqui somos felizes: Semana da China


No Oeiras Park. E quem é que vai estar lá no fds a bombar, sábado e domingo? Ah pois é!!!???
Para mais informações, é favor ir aqui.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Gran Torino

Um dos melhores filmes de sempre?
Clint Eastwood a "fechar a porta" com chave de ouro?
Muito bom: Gran Torino.

ALERTA!

Adoro. Sim, adoro estes sinais, enviados sabe Deus de onde, de ALERTA. Gosto especialmente da cor: laranja, amarelo, etc. Há uns tempos atrás estes dias eram uma constante durante o Inverno e toda a gente convivia bem com o facto. Achava-se normal, vejam bem o disparate: chuva, frio, mau tempo no Inverno! Depois, foi escasseando este tempo e logo vozes aflitas se levaram para dizer que NUNCA, mas mesmo NUNCA viram um ano tão seco... tão quente... tão... Juravam a pés juntos que no seu tempo não era assim, que era desta que o planeta fritava (sim por aquecer são histórias obsuletas). De modo, que agora chegou-se ao outro extremo. Todos em ALERTA porque está a chover, há nevoeiro e o dia nem está assim tão frio.
Senhores! De verdade: tenhamos tino nas coisas que dizemos e na perda de tempo que elas implicam. Como é possível? Sugiro que para princípio de conversa se acabe com as cores dos ALERTAS e se lancem umas novas. Tudo o que é usado durante muito tempo também cansa, há que reconhecer. Tipo: ALERTA verde com bolinhas branca - indicado para pic-nic's; ALERTA roxo - tempo para se dedicar a si mesmo; ALERTA às ricas pretas e amarelas - inicado para declarações de amor e por ai adiante, não é verdade?
Assim de repente isto só me faz lembrar aquela empresa para qual já fiz um trabalhito curto que enviou uma carta a todos os seus cliente a ALERTA-LOS para o PERIGO que o produto que esta empresa lhes tinha vendido apresentava. Ora, está-se mesmo a ver que o pessoal entrou uma bocado em pânico. Vai daí, não tem nada que saber, a dita empresa contrata uma série de pessoas para acalmar os mesmos clientes e dizer que não valia a pena estarem em ALERTA porque o caso ia resolver-se. Portanto, resumindo: meteram medo aos clientes e depois contrataram outras pessoas para tirar o medo aos mesmos clientes. Sim, assim dito como piada até dá para rir, sim senhor. E se ainda para mais acrescentarmos que este caso se passou no país onde existem ALERTAS por causa da chuva e do frio (em que as temperaturas médias não descem abaixo dos 10 graus), melhor ainda.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Clara, por Caetano Veloso

Quando a manhã madrugava
calma alta clara
clara morria de amor.

Faca de ponta
flor e flor
cambraia branca sob o sol
cravina branca amor
cravina e sonha.

A moça chamava Clara
água
alma
lava
alva cambraia no sol.

Galo cantando cor e cor
pássaro preto dor e dor
um marinheiro amor
distante amor
e a moça sonha só
o marinheiro sob o sol
onde andará meu amor
onde andará o amor
no mar amor
no mar ou sonha.

Se ainda lembra o meu nome
longe
longe
longe
onde estiver numa onda no mar
numa onda que quer me levar
para o mar de água clara
clara
clara
clara
ouço meu bem me chamar.

Faca de ponta dor e dor
cravo vermelho no lençol
cravo vermelho amor
vermelho amor
cravina e galos.

E a moça chamada Clara
clara
clara
clara
alma tranquila de dor.


Palavra & Arte: literatura, gramática, redação (1996)

Eu acrescento:

Clara como uma manhã de Sol
Início da Primavera
O depois das chuvas e frio
As ideias e o Ser
E ainda,
a Certeza.
Clara.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Nós, em forma de robot de cozinha


É só para dizer que lá em casa vai tudo muito melhor desde ontem. E porquê? Porque percebemos que se uma Bimby dá muito jeito, uma Taurus "My Cook" mais jeito dá. Primeiro, custou-nos um terço da guita (ou eu não fosse casada com uma arraçado de cigano). Segundo, tem os mesmos programas, as mesmas velocidades, a mesma capacidade e a mesma função! Terceiro porque os livros de receitas da Bimby dão para esta máquina. E por último, porque esta máquina representa a minha verdadeira aproximação ao mundo das engenhocas.

Bom bom mas para começar o que fizemos nós? Qual ir ao livro de receitas que a Taurus traz e seguir tudo direitinho. Qual ver uma receita dos 2593 livros da Bimby (sim, que estão todos disponíveis na net graças às fantásticas Bimbomaniacas mascaradas de donas de casa). Qual quê! Somos donos de casa à séria, ou não somos??? Pois claro que somos, ora essa!

Começámos no livro da Taurus, passámos a um dos livros da Bimby e, claro, inventámos qualquer coisinha pelo meio. Tudo isto resultou numa maravilhosa sopa com "cenas" a boiar e outras desfeitas (sim porque depois de comprarmos a "My Cook" fomos ao hipermercado mas ninguém se lembrou de trazer vegeitais frescos; de modo que utilizámos coisas congeladas, claro), sem azeite e com um cheiro pestilento a eletrodoméstico que funciona pela primeira vez.

Que dizer? Alguém é servido?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

De olho no fds que ai vem!

Por aqui ou por aqui?
Ou então por aqui: Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros. Visitas guiadas aos sábados às 10h, 11h, 12h, 15h 16h, 17h.
Por último: Parque e Palácio de Monserrate. Visitas guiadas todos os dias às 10h, 11h, 15h e 16h.
E eu sei lá!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Para degustação

Ah 6ªf à noite, o que é que vamos fazer? Ah e tal, parece que há qualquer coisa para comemorar. Pois. Então e ideias? Ah e tal, o que é que te parece?
Acabámos por ir aqui. Pois que demos uso ao guia da lifecooler (prendinha no sapatinho). Mas antes disso, percebemos que a crise é uma figura estranha que ataca toda gente neste Portugal de uma forma bizarra: ora pois que vai tudo jantar fora, às compras e o mais que envolve gastar a guita. Estranho... Tivemos pois alguma dificuldade em arranjar um restaurante porque às 6h da tarde estava tudo mais que cheio em Lisboa.
Bom, mas a avaliação da coisa:
  • pouca luz
  • música fantástica (ou não estivessemos nós para ir até ao Bueno Aires)
  • patés e um paozinho delicioso (sem esquecer a cena picante que estava ao lado. Tudo junto, era maravilhoso)
  • entrada - nada de especial
  • pratos - em quantidade suficiente. Para se irem comendo.
  • sobremesa, pois que deixou bastante a desejar. Se soubessemos tinhamos escolhido outra cena qualquer.

Digamos que no final a nossa vontade foi dormir uma noite a sono solto e de barriga bem cheia. Desengane-se quem acha que os gastrosexuais são algum tipo de restaurante ou, quiçá, uma característica de um qualquer cavalheiro. Nada disso. Como podemos comprovar, o restaurante é muito simpático e a única coisa que provoca é um relaxe profundo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

E vamos para...


... a quarta noite na semana em que não temos hora para chegar à cama.

Aviso: quando acharem que tudo, absolutamente TUDO, começou a mexer na vossa vida sem o vosso controlo, riam! Sim, porque chorar não vale a pena e desperar só faz perder o pouco tempo que resta.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

sábado, 3 de janeiro de 2009

Melodrama q.b.

Para começar o novo ano:

7 vidas


Fixe para fazer chorar as pedras da calçada. Espantoso desempenho de Will Smith. Confuso a príncipio mas com uma realização muito curiosa.




E ainda:

The Curious Case of Benjamin Button


Demasiado longo: 2 horas e 45 minutos para um filmes destes é desesperante. Brad Pitt muito bem. A cena do relógio é fantástica. Muito drama queen para tão pouco tempo. Yippie exagerado a dada altura. Mas para quem gosta de inverter o sentido da vida, não há melhor: Tudo ao contrário! Tudo ao contrário!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Baús e caixinhas de surpresas (III)


E assim, de repente, parece que 2006 foi ontem. Não tenho saudades. Apenas me espanta cada vez mais o facto de vivermos na urgência, incapazes de gozar o momento.
(e a água, sempre a água...)