sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Os não Gosto

Não gosto de quem se põe à margem.
Não gosto de falsas preocupações, aparências, simpatias.
Não gosto de não fazer nada.
Não gosto do mal que as pessoas fazem ao Natal.
Não gosto de farturas (e o que eu gostava delas).
Não gosto de perder amigos.
Não gosto da distância penosa.
Não gosto de frio.
Não gosto quando tudo parece correr mal.
Não gosto de oportunismo nem de favorsinhos.
Não gosto de mal dizeres.
Não gosto de quem não gosta de viver.
Não gosto de não ter tempo.
Não gosto....
(e agora que já purguei tudo, vou enfiar as trombas no trabalho para ver se no fim-de-semana de deito ao Sol com a Meia Leca. Que eu não gosto de mães que não têm tempo para os filhos.)

O DraLeão


2014 começará em família. Vamos ver isto
Que o Dragão da China, o Leão Guardião ou qualquer outro tipo de superstição daquela terra, nos proteja no próximo ano!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Mandela

Estou bem farta da telenovela a morte de Mandela. Um canseira. Como se fosse um grande sucesso brasileiro ou um qualquer êxito da TVI, ninguém se cansa de falar do homem e da sua obra. As noticias sucedem-se umas atrás das outras e a sensação é igual à que temos com as telenovelas: nunca saí do mesmo sítio. Não ponho em causa a luta de Mandela. Quem sou eu para lhe tirar o mérito. Mas isto vai muito para lá do que cabe na alegria africana de ver um irmão "partir" (se é que há alegria nesta repetição de não acontecimentos). A única parte que tem graça, e essa é muito boa mesmo, é que não é só em Portugal que é preciso morrer para se ter protagonismo. E mais uma vez, não estou a negligenciar a vida de Mandela.
Bom mas hoje fui surpreendida por isto. Um video de uma cadeia de supermercados que faz um tributo a Mandiba. Há qualquer coisa aqui que eu reconheço, que eu acredito, qualquer Homem, reconhece!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

De que é feito o amor de mãe

A Meia Leca fez ontem 23 meses. Se o primeiro ano foi um martírio para passar, agora é ver o tempo correr. A macaca repete tudo, tem um raciocínio que me despoleta a baba de mãe vaidosa e é uma querida. Dá beijos, abraços, festas. Tudo. Um verdadeiro prodígio (asseguro-me eu, para ter a certeza que dei, dou o meu melhor e que ela tem pouco do mau que todas as famílias têm). Digo-lhe vezes sem conta que é o meu bebe preferido, que não a trocava, que a amo muito e depois olho-a nos olhos e sorriu-lhe. Tenho a esperança é de que no coração dela fique gravado esta vontade de a ter só minha, só para mim. A amiga C. diz que o amor é a melhor forma de protecção. Repito isso para mim mesma, à laia de um mantra. Se eu voltasse 23 meses atrás, juro,não a deixaria nascer. Ela é minha. Só minha!

Como é que eu sei?

Como é que eu sei que o meu corpo já não aguenta mais o cansaço? Como é que eu sei que é altura de me dedicar a mim? Como é que eu sei que já chega de luta e trabalho? Quando tudo começa a cair-me da mãos. Quando deixo de ser saber que dia é e me espanto com estarmos já a meio da semana. Quando não se se almocei ou jantei. Quando me fixo em alguma coisa sem me concentrar em nada.
Por hora, estou assim.