sexta-feira, 30 de abril de 2010

A arte da ganhar a vida ou como pôr a nossa história a render

Nesta obra percebesses como é que um tipo, potencial candidato a 1º lugar em tudo o que é hospitais de psiquiatria e terapias várias por esse mundo fora, se pode transformar num best-seller. É que o gajo até podia nunca ter feito nada da vida e tinha mais que motivos para gastar rios de dinheiro a tratar eventuais traumas, recorrer a subsidios governamentais, à caridade alheia, à "sorte" do amanhã. Mas não. O tipo pôs-se a escrever. E que bem que escreve!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Esclarecimento à população (II)

Meus amigos, eu não quero chegar a vias de facto. Por isso vamos lá entender-nos de uma vez por todas: não há (ok?) não há COITADINHOS. Consequentemente não há cá condições para lamúrias, choros deprimentes, autocomiseração e afins. Cada um tem a TOTALIDADE da responsabilidade do que acontece ou deixa de acontecer na sua vida. Estamos entendidos?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A minha mãe e eu

  • 12. 12 cabeças que eu consigo contar nesta fotografia. Bolas! Isto é que é crescer. Pensar que começámos por ser 5. - digo eu armada em esperta.
  • Desculpa lá. Começámos por ser 2, sim? - esclarece a minha mãe.

Este não é um baby blog (VI)

Adoro quando o pessoal me toma por parva. Gosto. Pronto. O que é que eu hei-de fazer? Há os que gostam quando o seu trabalho é reconhecido. Os que fazem tudo por um elogio. Os que se alegram quando as coisas correm bem. Eu, e quanto mais não seja só hoje, fico feliz da vida por certas e determinadas pessoas me tomarem por parva. Ora, ontem à noitinha decidi pôr a conversa com umas quantas pessoas. Páginas tantas, chegamos aquela pergunta do cocó que eu ADORO. Oiço atentamente do outro lado do telefone:
- Então e não tens novidades assim nenhumas para mim?
Isto dito assim a seco não tem tanta graça como ouvido, claro. (para já não falar na piada de quando a coisa não passa da minha cabeça para a minha boca e portanto eu tenho a liberdade para formular as coisas mais mirabolantes.) Respondo eu:
- Oh então não tenho? (isto cá em casa é como no Continente. Fica já toda a gente informada.)
- Ah é? Então e não contavas nada?
(Espera. Afinal eu não gosto SÓ quando me tomam por parva. Eu também ADORO quando descubro uma potencialidade qualquer para gozar o prato!)
- Pois é. Desculpe. Então vamos para o Sri Lanka de férias e estamos excitadíssimos com a coisa. Mais? O N. está de volta dos trabalhos do doutoramento que entretanto começou. Eu lá continuo a correr de um lado para o outro e cada vez com mais trabalho que é sempre bom. papapapapa
Que fique aqui registado que eu estive a falar da minha, da nossa vida para ai uns 5 minutos sem parar, nem (é a melhor parte) dar se quer hipótese ao meu interlocutor para me interromper. Consegui transformar coisas perfeitamente banais em acontecimentos dignos do epiteto de NOVIDADE.
Como é que isto terminou? Ora pois bem. Com o meu interlocutor a dizer: Muito bem. Sim senhor. Gosto sempre de saber das NOVIDADES. E a pensar: Ai coitada, é mesmo estúpida. Então não percebeu sobre o que é que eu estava a falar? Credo, não a tinha na conta de tão básica.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Os efeitos do bom tempo em mim

Um granda Sol. Trabalhinho do bom. O Xuxo nas mãos. (Sem o jogging que tinha prometido a mim mesma fazer esta manhã. Paciência!) Com esta música nos ouvidos.
Realmente, há coisas fantásticas!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Gosto

Assim, gosto. Gosto. Pronto. E se não fosse cá por coisas, também ia.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Plágio

O Sr. Eng. plagiou o anúncio da TMN a propósito disto:
- Oh Pequenino deita cá p'ra fora.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ideia boa


Mas que ideia tão boa! Gostei, palavra que gostei.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A cabeça fora do lugar


Por estes dias tenho ido à procura da minha cabeça. E com muito mais frequência do que eu gostaria. Quando dou por mim, a sacana já está numa qualquer máquina do futuro a experimentar roupa, de férias, com filhos, reformada, numa volta ao mundo. Outras vezes, anda a escarafunchar um lugar recondido das minhas memórias à procura sabe Deus do quê. Tem valido tudo, menos estar em cima dos meus ombros, que toda a maneira é o sítio onde dá mais jeito.
Mas eu insisto. Dou-lhe um valente ralhete e trago-a de volta ao seu lugar. Explico-lhe com argumentos científicos, emocionais e credíveis que a nossa realidade (minha e dela) estão aqui e que não adianta projectar o futuro, como não vale inflamar o que já passou. Nada. Distraiu-me mais um bocadinho e lá vai ela. Se a deixo à vontade, voa o dia inteiro e vejo-me aflita para a apanhar. Se acontece alguma coisa, ora pois bem, onde anda ela para me ajudar?
De modo que por estes dias, andamos assim: com rédea curta, sem grandes voos, muito Terra a Terra. Não será ela mais persistente que eu!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Apetites

A Cara de Bolacha, no último fim-de-semana, disse que nós estavamos a ficar muito gourmet. Desde já um muito obrigada, mais um vez, e sim, é verdade, a malta alegra-se com boa comida de aspecto delicioso. E já que a temática é "apetite", que dizer disto? Parece que já tenho água na boca!


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Desabafo

Fónix, mas que palhaçada é esta?? Já percebi que os brinquedos são muito instrutivos e que TODOS protegem as gravidezes, os partos, as crianças e as mães. Já percebi que tenho de "digerir" isto tudo muito bem até ao próximo fim-de-semana e de mostrar um grande à vontade às famílias. E também já percebi que vou precisar de um estômago anexo até e durante a coisa.
(respira S., tu respira. Calma. Respira. Tu és capaz. Calma. Respira)

Ele há lá coisas

Quando vou correr para o pé do rio há um Forest Gump que se liberta em mim!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ouvido por acaso

Outro dia durante um almoço ouvimos um momento de cumplicidade de um jovem casal. Pergunta ela ao seu gajo:
- Pequenino, queres mais um bocadinho de comida?
Claro que depois desta o Sr. Eng. mandou-me começar a trata-lo por GRANDINHO!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Aqui não somos felizes: os chupistas

Eh pá, a sério que eu me passo com estas coisas. Dáse-me aqui uma coisinha, seguida logo de 2 ou 3 que ... eu nem sei o que dizer. Aquela malta que chora no nosso ombro, que conta com o nosso tlm para "despejar", que nos pede ajuda, enfim, 30 por uma linha. Eu chego a convencer-me que estas pessoas tiveram muito azar na vida e que se fosse ao contrário, eu também gostava que me compreendessem, e que não temos todos a mesma vida, etc. Enfim. E pronto, lá vai andado a coisa. Até ao dia em que nós dizemos que não estamos muito bem. Ora bem! É vê-los a dar à sola, sem mais perguntas: ah e tal, eu agora tenho muito que fazer. Falamos depois. O que dizer? ENFIM!
(tenho cá para mim que vou aproveitar a chegada da Primavera para limpar a casa. Ai vou vou!)

Agenda (IX)

A partir de 12 de Agosto vou estar algures por aqui. A gozar a "lágrima" do oceano Indico. Entre os leões.
(é nestas alturas que me convenço: a vida é um maravilhoso presente!)

Este não é um baby blog (V)

Para a Constança linda da tia!
(e esqueçamos lá a história dos maus tratos infantis.)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ainda sobre a Páscoa

Dormimos na parte de trás desta foto. E que bem se esteve...

Lista de intenções a contretizar rapidamente

  • Dizer o que penso na altura certa e não ficar a pensar nisso
  • Não explodir com o primeiro Ai
  • Ser paciente
  • Não me passar com coisas que não posso mudar
  • Reclamar quando tenho direito e não perder mais tempo com isso
  • Detectar a longa distância confusões e afastar-me
  • Ter um emprego onde as pessoas são honestas desde o primeiro momento
  • Ser, independentemente, das situações alegre e bem disposta
  • Somar dias e dias felizes onde só acontecem surpresas boas

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Podia ser eu, aqui!

Maravilhoso: Wonderland!
Só uma perguntinha: onde está o Humpty Dumpty?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Aqui somos felizes? (I)

Ontem fui a uma nova manicure. Ora, a dita senhora (com idade para ser minha mãe, baixinha, redondinha, com os olhos pequeninos e os óculos na ponta do nariz) estava muito concentra no seu trabalho. As 3 "galinhas" à volta dela cacarejavam sobre as revistas, os filhos, as gravidezes, os casamentos, os maridos, os pêlos, as marcações, riam, falavam da Tátá e da Tia Mimi e volta e meia "picavam" a doce manicure. O sorriso da senhora combina com o meu: ela, porque estava pouco à vontade com a minha presença (talvez seja das minhas: vem aqui porque tem mesmo que ser! Pensei eu. Santa ingenuidade...) e eu porque estava estupefacta com aquele "espetáculo".
Naqueles 3 quartos de horas eu puxei por tudo o que há de mais gaja em mim mas convenci-me de que ... eu é mais bolos! Sim. Não gosto de tanta gaja junta com ataques hormonais. Gostava muito de gostar, a sério que gostava. Mas não consigo. Senti-me uma alien: não não tenho filhos para levar à natação, não não o meu marido não me deixou depois de me dizer que tinha o peito descaído, não não sei quem é a irmã da Gisele não sei das quantas. Eu nem me atrevi a abrir a boca: primeiro porque não tinha nada de mais inteligente para dizer do que pois. Depois porque estas galinhas estavam mais interessadas em falar do que em ouvir.
A certa altura, já estava eu morta por sair dali ou, também servia, à espera de um pilas que chegasse a qualquer momento para equilibrar a coisa, quando sinto um click em mim. Quer dizer, um alerta sonoro, brilhante, enorme, de todas as cores, muito forte, dentro de mim:
- Não. Não sou tarada sexual. Eu até gostava de ser. Às vezes dava jeito. Sim porque nem sempre me apetece, não é? E depois o meu marido... - diz a doce manicure.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Só uma gaja entende isto (VIII)

O que é que custa mais: as dores musculares no dia a seguir aos treinos ou o peso na consciência de não fazer ginástica alguma?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Este não é um baby blog (IV)


No dia 1 (mas há melhor forma de começar o mês do que esta?) fez-se luz: a Constança apresentou-se ao mundo. Bem-vinda!

Agenda (IX)


Para dia 1 de Maio está agendada uma almoçarada seguida do belo do passeio pelas Serras da Arrábida. Nada de fato de treino para passear em centro comerciais. Longe de ficar a vegetar à frente da televisão em casa. O Dia do Trabalhador será comemorado em grande movimento. Foi posta de parte a viagem pelo Sado, excluídas as bicicletas e adiada a alternativa de Sintra. Acordámos a data e o choco frito. Os pontos de paragem ficam para durante o almoço.
Até ao momento somos 8 maganos e meio (sim que a Constança já conta!). Quem se quer juntar mais ao grupo?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Esclarecimento à população (I)

Ah e tal, S. és um bocado pretenciosa quando chamas ao teu gajo Sr. Eng.
Nada disso minha gente. Um certo e determinado vizinho dos meus pais é Dr. E como é que eu sei? Porque do alto do seu metro e meio de gente, exige que todos os tratem por Dr. Pouco importa o nome próprio ou o grau de proximidade que se tenha dele. Sr. Dr. é o nome da peça. A mulher dele que tem uns bons 10 centrimetros a mais que ele, que anda sempre 20 passos atrás dele e que parece carregar toda a fome do mundo, desastres naturais e revoluções políticas às costas também está incluida: o Sr. Dr. é que sabe....
Ora, este vizinho é muito divertido. Quer dizer, eu acho que ele é muito divertido... Aqui há uns tempos largos, o meu irmão cruzou-se com ele no elevador. Caiu na asneira de o tratar por VIZINHO. Ao que o metro e meio de Dr., responde: vizinho NÃO. Sr. Dr. Algo no meu irmão procurou, naquele instante e desesperadamente, uma identificação profissional: Também é Psicólogo? Não, sou Economista. Grunhiu baixinho a peça.
A partir desse dia, decidi tratar, volta e meia, o meu gajo por Sr. Eng. Assim só pelo gozo da parvoice. (Sr. Professor também não era mal pensado.) Quem não tem cão, caça com gato!

Há ir e voltar (III)

Eu ADORO dormir. Comer. Falar. Laurear a pevide. Apanhar Sol. Essas coisas que também nos preenchem a alma e que, felizmente, o Sr. Eng. também gosta. Ora, desde que juntei os trapinhos com o gajo sempre foi tudo muito fácil quando falavamos destes pontos. O problema são as horas de dormida. Eu deito-me e o gajo ainda fica de volta do PC, do trabalho, da televisão, do diago mais velho. Eu levanto-me e o gajo ainda está no 7º sono. Mas desengane-se quem acha que este aspecto da nossa relação é dificil. Nada disso. É particularmente útil, sobretudo quando alguém ou alguma coisa nos tenta "atacar". Se a isto juntarmos uma pitada de mau feitio, então... BOMBA!
De 6ªf para sábado, em Sagres. Eu ferrada. O gajo lá de volta das coisinhas dele. Se não quando umas quantas almas (que a mim pareceram vindas de um qualquer lugar escuro, feio e longinquo) decidiram passar à porta do nosso quarto a "cacarejar". Na verdade era 1 da manhã mas para estes senhores, o relógio não marcada mais de 3 da tarde. Claro está: acordo! De sobrolho franzido solto um mal amanhado SHIU! O Sr. Eng. desata-se a rir e profere um sonoro: POUCO BARULHO!
Que noite santa dormi eu a partir dai!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Há ir e voltar (II)

Numa mesa de tasca, depois de um belo almoço de peixinho grelhado:
- Olhe, por favor, era a conta. E já agora, vocês têm pastéis de leitão?
- Sim temos.
- Então eram 2 pasteís para levar e a conta.
- Ok.
2 minutos depois aparece o pedido. 1 minutos depois, sem querer, passo a mão no saco com os ditos pastéis. Gelados. CONGELADOS!
- Olhe, desculpe. Eu quero os pastéis mas feitos.
- Ah! Como disse que eram para levar eu pensei que depois os fizessem em casa.

Há ir e voltar


1200 kms em 4 dias é o resumo da nossa Páscoa. Arrancámos na 5ªf perto da hora do almoço e já só páramos ontem em casa para desfazer a mala e acertar as coisas para hoje. Levámos o Xuxo, a máquina fotográfica e umas tantas conversas para pôr em ordem, a 2. Do que mais gosto nas férias é mesmo isso, sair da rotina, ver outras pessoas e coisas, ir sem relógio nem metas.
Por mim, ficávamos por lá. Há uma qualquer mistura explosiva de cigana e chita em mim. Por ele, 4 dias é o ideal. Porque é tão bom ir, como voltar.