
Não é meu propósito fazer uma apologia das dificuldades do dia-a-dia. É antes aliviar este inicio de dia. Melhor dizendo, a noite e o inicio do dia.
Cheguei a casa pouco faltava para a meia-noite: cansada e cheia de fome, opto por tomar um banho quente. Chego à cozinha e não há jantar feito. (Ai que ódio! E depois dizem sempre que só não fazem mais porque não podem. Reformulo: o meu problema é a incapacidade das pessoas para usar a cabeça!) Faço uma sandes, bebo um iogurte. Danada. Vou para a cama cheia de fome. Paciência!
Não durmo porque o vizinho de cima decidiu fazer a comemoração da passagem de ano mais cedo. Melhor: muito tarde!
Voltas e mais voltas na cama. Leio um livro e, finalmente, ferro-me a dormir.
Acordo antes da hora. O meu pai já está quase despachado. Preciso mesmo de falar com ele. Levanto-me.
Entro na banheira: " - Filha, até logo. Beijinho. Vai devagar!" Sem comentários.
Arranjo as coisas.
Toca o tlm. " - Meu Deus, não é possível. Logo de manhã."
Atendo: não me fizeram um favor que pedi.
Ok.
Estavam para resolver o problema à última da hora.
Não faz mal, daqui a uma semana ainda vai a tempo.
Pois que não percebem nada do PC e começam a refilar porque não têm paciência para aprender e os outros não têm paciência para ensinar.
Desculpa?
Sim, perguntam-me se quero ouvir. Porque eu tenho toda a razão mas vão falando comigo como se a falta fosse minha.
Ok.
É que já pediram ajuda ao longo do último mês mas ninguém percebeu a dificuldade. Fizeram-me o boneco e tal e coisa.
Ok.
Já agora, será que eu ainda tinha os dados de uma outra coisa que eu já tinha pedido há 30 anos atrás? É que perderam.
Ok.
E uma vez que estamos ao telefone, perguntaram mais qualquer coisa.
Ok. Vou passar o telefone. Adeus.