sábado, 29 de dezembro de 2007

Meia nho nho


Diz que o ano está a terminar.
Diz que é altura de balanços.
Diz que a gente se deve preparar para a entrada do novo ano.
Pois que venha ele. Com trabalho e muitas coisinhas boas. Daquelas que a gente gosta e que não nos dão muita dor de cabeça. E, já agora, que as doenças fiquem todas em 2007. Muito amor. Muitas festas. Muitas prendas. Muito de muitos importantes.

Não tenho paciência para não me sentir bem. Acho aliás, que meia doença é só a minha irritação. Quero-me mexer e não posso. Depois o médico e os medicamentos mais o repouso (aiiiiiiiiiii o repouso, só a palavra até assusta!!) A única parte boa, mas boa mesmo muito boa é a vóvó estar com o Migas e ter quem faça e deixe fazer TUDO!!!!! (quando o Brufen deixar de fazer efeito... ai meu Deus!)

A factura histórica

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Boas Festas, atrasadas


Ao fim de 14 anos, este ano juntamo-nos todos. Por pessoa, um ano (mais a Joana que ainda só conta por meio...) Houve bacalhau bom (as couves nem por isso), peru recheado (que não percebi bem a ciência mas estava bom) e muita confusão.

Gosto do Natal com muita gente, sobretudo depois dos últimos 2 em que estivemos quase sozinhos mas achei que não era necessária assim, tanta confusão.

De modo que faltou a luz durante quase uma hora, eu arranjei maneira de ainda vir a casa antes da meia noite, no outro dia a T. acordou a chorar e a seguir ao almoço pisguei-me dali para fora.

Ufa, Chiça, Caneco!! Que bom estar em familia!! Percebi entretanto que nome de familia importante ligado a dinheiro nem sempre é sinónimo de boa educação e que grandes surpresas podem vir de ambiente mais modestos onde as pessoas não têm tiques finos mas um coração grande.

Que o próximo seja na minha casa, com doçura e crianças mas sem necessidades afectivas especiais!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Aqui somos felizes: o Natal


Ainda que passem 100 anos jamais me esquecerei do Natal de 2007! Ficará para contar aos meus filhos misturando a verdade dos factos com aquilo que o meu coração tem sentido. Uma aventura no mundo dos crescidos e das mudanças que nos ocorrem, assim, num abrir e fechar de olhos.

Toda a gente sabe que noite de lua cheia é noite de coisas boas: uma conversa, uma decisão, o que for que nos saí de dentro e nos leva ao mais fundo de nós. Ontem foi assim: o dia tinha sido de aniversário de uma Mãe e o tema de conversa foi outro Pai. Qual de nós terá uma relação mais forte com o seu respectivo?
Hoje e porque a lua ainda nos enchia a alma conversei com o meu pai. De fundo, com a maior verdade que há em mim: disse-lhe. Não sei se estaria bem ciente das possiveis consequências(?)

Disse-lhe que era segredo.
Respondeu-me que a vida toda tinha sido acelerada e que não "travava o carro"
Acrescentei o provérbio da avó: "Quando Deus faz uma panela, faz logo uma tampa para ela."
Sorriu e contra argumentou.
Não me aguentei e, com o riso que me foi possível, lembrei-o dos seus 22 anos e da saída da terra.
Confidenciou-me o pavor e as lágrimas pela ausência do afecto do pai dele.

Acho que sei do que falou.
Seremos assim tão parecidos?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Aqui somos felizes: s(c)em voltas


Ser.
Estar.
No mais fundo que há em nós.
Por inteiro.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Dois


Dois fazem companhia
Às vezes são quase uma multidão.
Dois é melhor do que um sozinho.
A dois.

Como dizer? É tudo muito fácil até à parte da partilha. Porque a casa é minha, sou eu que a pago. Porque a cama não dá para ti e o melhor é pores-te à andar.
Porque é bom estar contigo mas desde que seja de olhos abertos e de coração, e cheio de vontade de continuar a estar. E como estar todos os dias?

Pummmmmmmmm: rebentou a bolha


Durante o fim-de-semana quase não dormi descansada. A T. chegou: vem mais magra, menos acelerada e cheia de frio. Trouxe o rancho atrás, à boa moda latina. Entre gritos, doces e abraços chegámos a casa.
- Olha, o Pai Natal pendurado no muro!
- Eu quero andar de bicicleta e sem casaco porque não tenho frio.
- Que autocolantes são estes?

Saí de lá cedo. Este ano jurei a mim mesma que já tinha passado em todos os exames, com distinção, para obter o diploma de supeira!
Fui jantar com o N. Um sitio lindissimo, a comida optima e depois de não o ver desde o casamento, estivemos perdidos na conversa. Que bom! Quando chegou a minha parte das novidades, o N. sorriu.
Não sei como não gosto dele mais ainda. À partida tinha tudo para ser o meu ideal, mas não me atrai minimamente. Conhece-me bem, se calhar até melhor do que eu mesma. E sorriu de novo.

" - Ambos sabemos como vai ser o teu 2008, não é?"
" - Não. Não!!!"
" - Vamos apostar outro jantar???"

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A soma dos dias


Estou a ler a mais recente obra de Isabel Allende. Gosto dela, quer dizer da forma como se transmite pela escrita; daquilo que é igual a todos nós. Para mim trata-se de quase um diário pelo que vou rindo, chorando num movimento que me envolve e quase me engole.
Penso nos "meus":
- a T. que um dia ligou a dizer que o bébé que tinha na barriga sofria de Trissomia 21. Foram horas de aperto até a mãe saber e o pai apanhar o primeiro avião para lhe ir fazer companhia (Coitada, já tinha um problema. Ter levado naquela altura com outro peso foi de Mulher! As partidas da vida: temos sempre a oportunidade de resolver o que deixámos pendente.)
- o J. que apresentou a namorada e de seguida anunciou o casamento. Não me posso esquecer do que foi adaptar-me (nos) àquele fogo ardente. E entretanto, como dizia o pai, tudo passou e hoje, a senhora, está grávida.
- a Chocolate que jurou a si mesma uma vida diferente, longe da confusão (?) e que acabou por lá casar e por cortar com os seus (quase todos). Falei com ela outro dia, mais para lhe dizer que tinha saudades do que para saber das novidades. Que importa isso quando nos aperta o peito e choramos por um abraço? Volta em Janeiro. Pena que não seja no Natal.
- a amiga C. vive e recria uma realidade muito dela onde apenas os eleitos podem entrar. Por vezes, é com esforço que a entendo. E no final das contas, será que a entendo mesmo??
- a outra mosqueteira que entretanto voltou para a provincia, como ela diz, que se esforça (mais do que nunca) pela responsabilização e que procura ansiosamente por alguém que a ame e lhe diga: " Nha nha, não tenho medo de caras feias!!!"
E outros tantos. E eu.
O mestrado. O novo trabalho. A consciência e a confiança. A vida a crescer em mim e eu a deixar que ela passe.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Acerca das escolhas, de nós e da eternidade


No domingo, depois de um dos primeiros almoços oficiais, fomos ver terras. Marcos, pinheiros, fotos e memórias de um tempo que nunca foi. Aconteceu, talvez, só em nós, e isso foi tão importante.
Aproveitei o embalo para pensar com a cabeça. Sim, porque sempre dá mais jeito uma vez que, até hoje, tentei (em vão) esquecer-me do coração. Somei pessoas, contei as posições contra e a favor e não me decidi. Não sei. Jurei a certa altura que da próxima vez não quero nascer com coração. Só complica. Porque depois gostamos, e gostamos muito e gostamos de todos e queremos a todos. De modo que tive um pesadelo de cortar a respiração. Acordei com o meu pai. Não sei com o que assustei mais: se com o pesadelo em si, se com o meu pai ter saltado directamente do meu sono para o meu lado.
(Pai, estás ai?)
Como explicar isto de uma forma bonita? Não quero teimar só por teimar. Mas quero ser eu a decidir os marcos da minha vida. Quero ser eu. Quero ser crescida e quero muito que me amem como sou.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Coisas Dificeis


Não é meu propósito fazer uma apologia das dificuldades do dia-a-dia. É antes aliviar este inicio de dia. Melhor dizendo, a noite e o inicio do dia.
Cheguei a casa pouco faltava para a meia-noite: cansada e cheia de fome, opto por tomar um banho quente. Chego à cozinha e não há jantar feito. (Ai que ódio! E depois dizem sempre que só não fazem mais porque não podem. Reformulo: o meu problema é a incapacidade das pessoas para usar a cabeça!) Faço uma sandes, bebo um iogurte. Danada. Vou para a cama cheia de fome. Paciência!
Não durmo porque o vizinho de cima decidiu fazer a comemoração da passagem de ano mais cedo. Melhor: muito tarde!
Voltas e mais voltas na cama. Leio um livro e, finalmente, ferro-me a dormir.
Acordo antes da hora. O meu pai já está quase despachado. Preciso mesmo de falar com ele. Levanto-me.
Entro na banheira: " - Filha, até logo. Beijinho. Vai devagar!" Sem comentários.
Arranjo as coisas.
Toca o tlm. " - Meu Deus, não é possível. Logo de manhã."
Atendo: não me fizeram um favor que pedi.
Ok.
Estavam para resolver o problema à última da hora.
Não faz mal, daqui a uma semana ainda vai a tempo.
Pois que não percebem nada do PC e começam a refilar porque não têm paciência para aprender e os outros não têm paciência para ensinar.
Desculpa?
Sim, perguntam-me se quero ouvir. Porque eu tenho toda a razão mas vão falando comigo como se a falta fosse minha.
Ok.
É que já pediram ajuda ao longo do último mês mas ninguém percebeu a dificuldade. Fizeram-me o boneco e tal e coisa.
Ok.
Já agora, será que eu ainda tinha os dados de uma outra coisa que eu já tinha pedido há 30 anos atrás? É que perderam.
Ok.
E uma vez que estamos ao telefone, perguntaram mais qualquer coisa.
Ok. Vou passar o telefone. Adeus.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Que bom estar em familia!


Quando a minha mãe disse aos meus tios que namorava com um rapaz da Bajouca foi galhofa dias a fio. A minha tia não parava de rir e o meu tio não queria acreditar que a sobrinhava gostava de um "fedelho" qualquer da Beijoca! (Se alguém, alguma vez, já tinha ouvido falar de semelhante terra. Não tem nada que enganar: passa o Amor, segue em direcção à Lage, não vira para a Ilha. E pronto, um bom bocado antes de chegar à Picha)
O casamento aconteceu. Ainda dura. Mas a mudança para esse cantinho frio ficou adiada para a próxima encarnação.
Amanhã há festa na dita! Comemoração dos 100 anos do meu avô, que se fosse vivo estava cá para contar a história. Assim, junta-se a familia toda: filhos, enteados, netos e bisnetos e, claro, o senhor Padre para a abençoar a coisa.
Eu vou. O J diz que tem muito que fazer. A T está lá longe. E o N será apresentado à familia. Medo! O que vale é que conto chegar tarde e sair cedo. A bem dizer, vou pela relação com o meu pai.
Festa rija? De certeza. Espero que não tanto como da última vez. A coisa não correu lá muito bem: uma passou a noite a chorar, o outro foi para o hospital e o último, enfim, o último teria desejado conseguir suicidar-se.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

domingo, 2 de dezembro de 2007

Lanche em familia


Dizem que o domingo é o dia da família. Dizem que quando atingimos a maioridade mandamos nas nossas vidas. Dizem que ninguém nos ama tanto como os nossos pais. Dizem que quando estamos juntos somos mais.
Acho que já era.
Outro dia ninguém trouxe nada para o lanche, e eu gostei disso. Falámos animadamente e a comida era tanta que, julgo, ninguém jantou. Depois, ou enquanto isso, vieram as opiniões pouco desejadas e os comentários dispensáveis. Talvez nisso, as coisas nunca mudem. Afinal, não há burro sem achaque.
Não posso dizer que não senti mudanças, muitas, desde a última vez. Aliás, acho que os ânimos se mantiveram mais serenos (a casa, desta vez, também foi minha!!) Mas eu gostava que da próxima vez o meu coração ficasse menos angustiado.
Pode ser??