terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Acerca das escolhas, de nós e da eternidade


No domingo, depois de um dos primeiros almoços oficiais, fomos ver terras. Marcos, pinheiros, fotos e memórias de um tempo que nunca foi. Aconteceu, talvez, só em nós, e isso foi tão importante.
Aproveitei o embalo para pensar com a cabeça. Sim, porque sempre dá mais jeito uma vez que, até hoje, tentei (em vão) esquecer-me do coração. Somei pessoas, contei as posições contra e a favor e não me decidi. Não sei. Jurei a certa altura que da próxima vez não quero nascer com coração. Só complica. Porque depois gostamos, e gostamos muito e gostamos de todos e queremos a todos. De modo que tive um pesadelo de cortar a respiração. Acordei com o meu pai. Não sei com o que assustei mais: se com o pesadelo em si, se com o meu pai ter saltado directamente do meu sono para o meu lado.
(Pai, estás ai?)
Como explicar isto de uma forma bonita? Não quero teimar só por teimar. Mas quero ser eu a decidir os marcos da minha vida. Quero ser eu. Quero ser crescida e quero muito que me amem como sou.

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