E pronto. No primeiro mês do ano (o ano da grande recessão, dizem!) batemos no fundo. Entre cortes nos salários, manifestações, debates politicios, é à escolha do freguês. O país assiste, entretanto, aos cortes na Educação. Fico chocada. Borro-me de medo porque sei lá o que virá depois disto. (e eu, aqui, com os meus recibos verdes... senhores!)Como medida anti crise, eu adopto o riso. E é nesta linha que percebo muito bem a QUANTIDADE de mulheres a parir. Depois dos cortes da educação, soube que o governo cortou na EDP. É verdade; os malandros! Sem electricidade este povo não tem Wii, PC ou mesmo (o mais simples de todos) televisão. Aqueles longos fim-de-semanas agarrados a um qualquer aparelho eléctrico (por favor, sem segundas interpretações) terminaram e está bom de ver que ir dar um passeio até ao rio, ver uma exposição, ou fazer um pic-nic não são hobbies à altura do tuga. Toda a gente sabe disso. Então o que fazer, meu DEUS?
Ah! Já sei: o amor! Sim senhor. Quem não gostava de o praticar, passou rapidamente a gosta. Nem já gostava, transformou-se num ninfómanico. Para quem gosta e não tem com quem, a coisa é mais fácil: assobia para o lado, vai para a a janela, eu sei lá... sem consquências de maior.
Neste momento (e já há uns tempos que isto se verifica) tuga que é tuga está em crise: já cortou nas férias, no supermercado e agora na escola do puto. Logo tem que se intreter de alguma forma: virou-se para os aparelhos eléctricos. Tudo corria mais ou menos bem, até que o governo (essa cambada de gente rica que não cortou em nada) "lhe mexeu" também na electricidade e pronto, estragou tudo. Agora é vê-las por aí, grávidas por todos os lado, quais cogumelos a brotarem em plena Primavera!
Haja alguma coisa de bom na crise: batemos no fundo, não há guita mas pinoca a torto e a direito, ah isso... é com fartura. Que dizer? Somos felizes, afinal!


