sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Da crise

E pronto. No primeiro mês do ano (o ano da grande recessão, dizem!) batemos no fundo. Entre cortes nos salários, manifestações, debates politicios, é à escolha do freguês. O país assiste, entretanto, aos cortes na Educação. Fico chocada. Borro-me de medo porque sei lá o que virá depois disto. (e eu, aqui, com os meus recibos verdes... senhores!)
Como medida anti crise, eu adopto o riso. E é nesta linha que percebo muito bem a QUANTIDADE de mulheres a parir. Depois dos cortes da educação, soube que o governo cortou na EDP. É verdade; os malandros! Sem electricidade este povo não tem Wii, PC ou mesmo (o mais simples de todos) televisão. Aqueles longos fim-de-semanas agarrados a um qualquer aparelho eléctrico (por favor, sem segundas interpretações) terminaram e está bom de ver que ir dar um passeio até ao rio, ver uma exposição, ou fazer um pic-nic não são hobbies à altura do tuga. Toda a gente sabe disso. Então o que fazer, meu DEUS?
Ah! Já sei: o amor! Sim senhor. Quem não gostava de o praticar, passou rapidamente a gosta. Nem já gostava, transformou-se num ninfómanico. Para quem gosta e não tem com quem, a coisa é mais fácil: assobia para o lado, vai para a a janela, eu sei lá... sem consquências de maior.
Neste momento (e já há uns tempos que isto se verifica) tuga que é tuga está em crise: já cortou nas férias, no supermercado e agora na escola do puto. Logo tem que se intreter de alguma forma: virou-se para os aparelhos eléctricos. Tudo corria mais ou menos bem, até que o governo (essa cambada de gente rica que não cortou em nada) "lhe mexeu" também na electricidade e pronto, estragou tudo. Agora é vê-las por aí, grávidas por todos os lado, quais cogumelos a brotarem em plena Primavera!
Haja alguma coisa de bom na crise: batemos no fundo, não há guita mas pinoca a torto e a direito, ah isso... é com fartura. Que dizer? Somos felizes, afinal!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Casualidades, ou talvez não

Sou daquelas que não acredita em coincidências. Acho que a vida tem um outro sentido muito maior do que aquele que os nossos olhos conseguem captar. Há sempre uma razão para termos o Xico Manel na nossa vida ou para estarmos naquele trabalho. Há sempre o que aprender, o que modificar com tudo e todos. Não é que seja lunática ou obcecada. É antes esforço enorme para estar atenta. E assim vai sendo: tudo em ligação com tudo.
Esta manhã, a Cara de Bolacha veio falar comigo e disse:
- Olha o que encontrei ontem. Achei que tinha tudo a ver contigo.
Eu sorri. Sorri porque era mesmo verdade, o livro tinha tudo a ver comigo. A Cara de Bolacha é minha amiga há canos e portanto, sabe. Mas sorri mais uma vez porque comprovo, outra e outra vez aquilo que tenho como verdade absoluta: estamos muito mais "juntos" do que poderiamos supôr. Agradeço por isso.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Madalena, a criança

Este domingo reservámos o dia inteiro para a Madalena. Era uma promessa antiga (do tempo da Cimeira) e que a Madalena não se esqueceu. Sábado à noite ligou ao Sr. Eng. do telemóvel da mãe e quis lá ela saber da saudinha dele ou se amanhã a ia buscar ou o caraças. Limitou a dizer: "quero falar com a tia Susana." Não deixa de ser engraçado este título porque na verdade o Sr. Eng. é primo por afinidade dos pais da Madalena e porque a Madalena insiste em tratar o Sr. Eng. pelo nome e a mim por tia. Cai-lhe no boto, é o que é.
Fomos com ela às compras para o almoço. A meio do passeio diz-me ela:
- Oh tia Susana, tu sabes que há um bolo com o meu nome?
- Pois é Madalena. E tu gostas desse bolo?
- Não sei. Nunca provei. Mas hoje vou saber se gosto, não é? E tu sabes que há uma princesa com o meu nome? Mas uma princesa de verdade!
A Madalena tem 5 anos, uns olhos azuis enormes, uma voz de desenho animado e uma imaginação que não acaba mais. Fez de uma manta, uma piscina. Do sofá uma pista de gelo. Lavou alface. Viu o chá a frever. Queimou incenso e fez bolachinhas de manteiga. Quase a ir embora diz-nos:
- Vocês gostam o que eu cá esteja?
- Sim, querida. Gostamos muito. E tu? Gostas de cá estar?
- Gosto. Não. Eu adoro! Vocês querem que eu durma cá?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Longa se torna a espera

É certo que o dinheiro não traz felicidade. É certo que precisamos dele para fazer coisas básicas como ter uma casa e comer. É certo que eu gostava de ser rica para não ter de me preocupar com coisinhas, pequeninas, notinhas. Vai daí que está a terminar mais um dia de um trabalho pouco estimulante, onde o reconhecimento do meu papel não é adequado, em que acho que não produzi nada e para onde virei amanhã, depois de amanhã e depois, depois de amanhã.
Assim prepetuo uma vidinha "by the book", cinzenta, é claro, em que vou aguçando o meu olho clínico para detectar tudo o que são falhas. Já aprendi. Já me irritei. Já fingi que não percebi. Já tentei modificar a coisa. E nada. Resta-me agora pedir a todos os Santinhos, Mestres, Curandeiros e Xamãs que ponham as mãos nos milhentos projectos que ando por aí a semear. Seria uma tristeza maior transformar-me numa nerd, "by the book".

A sinusoidal, que sou eu

Completa. A curva desce, desce. Muito rápido. E depois começa a subir, a subir. E já está tudo bem. Depois estabilizada. Visto por este prisma, e se por acaso eu não tivesse uma boa vazilha, acho que me vomitaria toda! Quer isto dizer que a nossa vida dá tanta volta que às vezes quase, quase morremos de congestão. Dizem, os que percebem dessa coisa estranha que é viver, que é sempre assim. A partir do momento em que somos adultos "encartados", de papel passado, registo e mais o que ateste a nossa maturidade, a nossa vida vai mudando. SEMPRE.
Se sou resistente à mudança? Oh, se sou. Se me custa horrores que as coisas corram mal? Nem se fala. Se não dou a devida importância às alegrias? Sem dúvida. Mas também me querer parecer que se eu fosse assim muita bem resolvida, não teria 30 mas aí uns 90 e tal. Saberia a lição toda, de côr e salteado, mas estaria com os pés para a cova. Por outro lado, se eu soubesse tudo, mas tudinho mesmo, não teria nascido. Manter-me-ia lá longe naquele mundinho maravilhoso, livre de curvas e contra curvas.
Por isso, e dado que a minha única resolução para 2011 é VIVER O MOMENTO, vamos lá aproveitar esta sinusoidal que sou eu, com muito orgulho e prazer!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Planos para o fim de semana

Porcelain Unicorn
Voltinha com uma linda princesa de 5 anos: ideias precisam-se!
Descanso, muito descanso
Livros sobre...
Jantar com a malta de há mil anos
Eles, ela: música da boa

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um grande projecto

Ontem/ hoje começou um grande projecto. Uma coisa minha, com determinação, atenção, feita de acção. Que este seja o primeiro dia do resto da minha vida :)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ide ide

Comprar a nova colecção de livros do Público. Estes senhores é que a sabem toda! (a gente dispensa bem os de cristianismo. Já chega o que há lá por casa.)

Agenda

Oh amendoeiras em flôr, oh amendoeiras em flôr... Esperem por nós até Março.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O tuga no restaurante ou o restaurante tuga

++
a decoração
o ambiente
a simpatia do serviço
a localização

--
a comida
o preço
as embalagens do azeite violadas
a lotação

Balanço
A Baiuca, dentro do estilo das casas de fado (para estrangeiro ver) até é fixe. Mas é coisa para não voltar. Uma vez chegou bem para ver. Ah e tal mas a organização é vadia, o cliente até pode cantar o fado, o ambiente é muito descontraído, vais gostar. Pois. Médio. Muitoooo médio! E se a desculpa é ser uma tasca, então mil vezes o Botequim.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O que não nos mata, torna-nos mais fortes

Não há chatice que não passe. Não há constipação que não se cure. Não há amizade como a que eu tenho o privilégio de ter. Amigas daquelas que nos vão buscar ao cantinho mais escuro de nós mesmo e nos dizem:
- Vá. Sacode-te dessas tretas. Ri-te e anda para a frente.
OBRIGADA! Do fundo do meu coração: OBRIGADA!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O meu gajo e eu

ELE: Está quase. Já só faltam 10 anos para eu te trocar por 2 de 20!
EU: Que fazes tu com as meninas? Pedes para quando vierem ter contigo não se esquecerem de passar na farmácia para comprar Viagra?



EU: Eu bem digo: preciso de arranjar um gajo que alinhe comigo, novinho e bem divertido!
ELE: Se for insuflável, compro-te um para os anos.

Prognósticos só no fim do jogo

Para começar bem o ano, alapou-se na minha cabeça pequenina uma dúvida existencial: como é que as pessoas crescidas - sim, aquelas que trabalham e a seguir têm uma casa para limpar e pensam todos os dias no jantar de amanhã e têm que responder a uma vida familiar, vá, mínima - aguentam um mês INTEIRINHO sem lhes dar o fanico?!?!
Hoje é 4ªf. Ontem deitei-me eram quase 2 da manhã e não fiz nada de especial. Ok. Trouxe trabalho para casa e foi isso que me ocupou grande parte do serão. Mas bolas, vamos a meio da semana e eu já não posso com uma gata pelo rabo. E pior, daqui até ao fim-de-semana, será sempre assim: entre casas de banho para limpar, fazer uma sopa, chão para aspirar há-de haver, com certeza, tempo para TRABALHAR até às 500.
(é isto, ou até dia 1 de Abril tenho um, unsinho, fim-de-semana livre.)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Preciso de lavar os ouvidos

Ouvir:
esfoliação erétil em diabéticos em vez de
disfunção erétil em diabéticos é problemático, verdade?

Agenda

É de ver. É de ver. E quem não vê, está fora!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Da entrada em 2011

Pouco importaram as últimas horas de 2010, a noite de passagem ou mesmo o primeiro dia do ano. Esqueçamos isso. O DIA, o derradeiro início do ano foi ontem. Não tivemos fogo de artificio nem comemos passas, não pedimos desejos nem brindámos com champanhe mas posso garantir que foi mágico. Como mágicas são as palavras de um qualquer ilusionista que deixa a plateia maravilhada.