sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sorte

Para este fim-de-semana temos: curso Waldorf novamente, chuva, uma actividade para pais e filhos, muito sono, um almoço em familia e um jantar com a rapaziada. Por isso, com os pés ensopados, uma "nega" na carteria, um dia cheio e a ouvir a trovoada lá fora (que sim, tenho uma medo que me pélo!) acho que preciso de sorte. Muita, mas mesmo muita, sorte!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Macacos

A minha avó dizia que "quando Deus Nosso Senhor faz uma panela, faz logo uma tampa para ela" e para mim isto já não é sabedoria popular. É lei. No outro dia, a propósito de porcarias, coisas pequeninas, "macacos" que saltam de pensamento em pensamento dentro da minha cabeça, o Sr. Eng. bate-me na testa e diz baixinho:
- Estão todos aqui, oh... Todos aqui dentro. E não saiu nenhum, ah?!?!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O "frio" de Janeiro

Depois das grávidas boom vem os bebés boom.
Ontem foram 2 a dar o ar da sua graça.
Hoje estou expectante!

Diferentes pontos de vista (II)

Eu, recebo uma carta da Segurança Social e tremo como varas verdes. Suo as estupinhas amedrontada com o que poderá vir ali escrito. Rezo para que as minhas contribuições para o Estado social não me levem todo o meu ordenado.
O meu sogro, recebe uma carta da Segurança Social e diz:
- Ora vamos cá ver o que estes meus amigos me querem dar desta vez. Ah! Muito bem: mais 100€ por ter estado no Ultramar.

Diferentes pontos de vista (I)

Ontem, deitada na cama com um olho para cada lado e amaldiçoar a minha vidinha de pobre, lembrei-me do senhor do spicy garden. Um homem pequeno, sem sapatos, calado (e ainda bem porque se falasse eu faria figura de estúpida ao lado dele) mas com umas mãos... JESUS! QUE MÃOS! Tentei, na altura e em vão, trazer o senhor para Portugal. O meu gajo disse que eu estava mas é maluca e outras coisas que já contei. De modo que ontem, voltei à carga e o Sr. Eng., respondeu: porque se tivessemos uma empregada eu não estaria naquele estado; porque não temos tempo para aquelas coisas; porque temos de nos poupar; porque as minhas costas... enfim. Quase no fim da conversa, suspirei (como se o Sr. Eng. não tivesse dito nada) ingenuamente:
- Já me estou a imaginar: chegava a casa e o senhor do spicy garden tratava-me logo da tosse.
O Sr. Eng., qual macho latino, dominador do seu território, muito Senhor do que é seu, responde alto e bom som:
- Amor, aqui em casa quem te trata da tosse, SOU EU. OK?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A propósito da amargura

Ainda ontem dizia que me faz muita confusão a amargura, o desalento sistemático, a falta de fé e a esperança de algumas pessoas. Nem que de propósito!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma na bravo ou na Ditadura

Faço só uma criticasinha (piquina) ao documentário. De resto, está de babar: essa geração saudosista que nasceu nos anos 70 e que "ainda não expulsou o Pai de casa". Essas criaturas sem nome que estão onde está o momento, a imagem, e não o seu corpo. Enfim, os que hoje têm trintas e que se continuam a achar eternos adolescentes. Delicioso!

O meu gajo e os expert da cozinha

Ver o meu gajo a ver esta senhora a cozinhar, é hilariante! É de uma pessoa se atirar ao chão de tanto rir. Ontem, à noitinha, a nossa amiga cozinheira, num estilo muito próprio, misturava alegremente ingredientes e mais ingredientes como quem amassa pão. Sentadinho no sofá, com ar de quem tem que apanhar um cócó de cão do meio do chão, o Sr. Eng. ia conversando com a senhora:
- Então e não há mais nada para pôr ai, ah? Pimenta? Iogurte? Cheira-me que ainda falta qualquer coisa nessa m***.
- Tu já viste aquilo? E mexe com as mãos e o caraças. Olha lá, não há talheres ai na tua cozinha?
- Cá-nojo! Eu não tiro a receita. Ca-titxa!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Este é um baby blog (I)

A Chica está em casa desde segunda à tarde com uma virose. Coisas da escola. A pediatra dela, que também é de montes putos da escolinha da Chica, disse aos pais que há mais miúdos com o mesmo. Como a cachopa vai mantendo algum humor (está de molho, não tem ordem de soltura, é verdade) ninguém ficou com o credo na boca.
Na 4ªf o pai da Chica acordou às 6.30 com ela a chamar. Foi lá e viu que a míuda estava a arder em febre. Disse-lhe:
- O papá já vem tratar de ti. Vou só um minuto à casa de banho e já volto.
Enquanto foi e voltou, a Chica não parou de o chamar. Quando chegou ao pé dela, disse:
- O papá disse que era só 1 minuto e que vinha logo. Não era preciso estares assim chamar por mim.
- Não era eu papá. Era a Chiquita. - disse a Chica. (a Chiquita é a boneca que ela mais ama neste mundo)
- Ah! Ela não ouviu o que o papá disse? - perguntou o pai.
- Pois. - respondeu ela.
- Mas para a próxima tu tens que lhe explicar. Está bem?
- Tá bem papá.

A vida

Às vezes, o meu saudosismo resvala e lá vou eu ter com eles outra vez. É curioso como são capazes de ainda me surpreender. E que bom que é!
A vida
A vida é uma oportunidade, aproveita-a.
A vida é beleza, admira-a.
A vida é beatificação, saboreia-a.
A vida é sonho, torna-o realidade.
A vida é um desafio, enfrenta-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida-a.
A vida é riqueza, conserva-a.
A vida é amor, goza-a.
A vida é um mistério, desvela-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, supera-a.
A vida é um hino, canta-o.
A vida é um combate, aceita-o.
A vida é tragédia, domina-a.
A vida é aventura, afronta-a.
A vida é felicidade, merece-a.
A vida é a VIDA, defende-a.

Madre Teresa de Calcutá.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Do mal, o pior

Pior do que ver o Sr. Eng. a resolver os exercicios de lógica recorrendo a gatafunhos e operações de que eu nunca ouvi falar, só mesmo tentar comprar uma prenda de anos para ele. No primeiro, eu sinto-me a maior burra ao cimo da terra. Eu bem tento reavivar a minha defunda matemática de 12º ano mas nada. Não pesco um boi do que ele para ali escreve. E , note-se, é tudo muito lógico. Na segunda, pois que já vamos em 10 mails. Uns a confirmar que eu me inscrevi em sites maravilhosos, úteis, interessantíssimos. Outros a darem-me os parabéns por eu ter comprado o que comprei, que é uma excelente compra, que é muito útil e, quiçá, não chegarei eu a recomendar esta... coisa a todos os meus amigos. Por último, fazem-me perguntas estranhissimas: se eu tenho não sei o que? ou se eu sei o que é não sei o que mais? ou ainda se eu tenho conta ali ou aqui? É que do mal, este é mesmo o pior!

Obrigatório ir

Alguém viu ontem a reportagem sobre o documentário Complexo - Universo Paralelo que passou na SIC? É assim qualquer coisa, A VER AMANHÃ NA CULTURGEST. Não há desculpas! Pelas imagens de ontem só pode ser FABULOSO.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sobre a agenda de ontem

A malta foi. Chegou cedinho. Estacionou bem e foi direitinha à bilheiteira. Pois que os lugares eram muito bons, pois que o Teatro é lindo e pois que a peça começou. Começaram também os telemóveis a vibrar, as tosses ansiosas do público e o drama! Sim, não percebi bem se a personagem da Alexandra Lencastre era suposto ser assim ou se o dramalhão foi uma interpretação (completamente falhada) da personagem. Só sei que ao fim de uma hora, o Sr. Eng. dormia a sono solto. O restante elenco, muito bom! O cenário, o jogo de luzes, toda a produção FANTÁSTICA.
E tenho dito sobre esta peça.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Agenda (XIV)

Uma das maravilhosas prendinhas de anos será devidamente aproveitada daqui a pouco mais de 4 horas.

Diário de uma Rainha

Acordar com os passarinhos depois de ter roncado uma noite inteirinha (oh santo soninho que me soube pela vida!) Dar e receber muitos mas mesmo muitos beijinhos do amor, mais amor. Tomar uma bela banhoca. Ouvir os senhores do hotel a entrarem pelo quarto dentro sem poder sair a correr para ver o que se estava a passar (nem uma cuequita tinha à mão). Finalmente sair e não ver nada. O gajo com cara de comprometido diz: Vá, não é nada. Vai-te lá acabar de arranjar. Vestir em 2 segundos e voltar ao quarto, qual cão esfomeado à procura do "osso". Tomar o pequeno-almoço no terraço do quarto enquanto se enche o gajo de beijos, grata pela bela surpresa.
Saltar entre a piscina, o banho turco, os chuveiros com hidromassagem e o jacuzzi. Tomar uma banhoca e almoço. Montes e montanhas de telefonemas, não a dar os parabéns mas a avisar-me que os 30 NÃO SÃO SEMPRE ASSIM. Eu que tirasse o cavalinho da chuva. Passeio de comboio até à praia do barril. Fotos. Pésinho na areia, no mar (água gelada) e pelas dunas fora. Fotoreportagem do gajo enquanto bradia: Eu nem trouxe chinelos. Não sabia que isto era assim. Depois fico com os pés todos sujos.
Passeio pelo centro de Tavira. Compras de docinhos para a família. Chegar ao quarto do hotel e encontrar um valente ramo de flores (com uma borboleta e tudo) em cima da cama (nota: no dia anterior o ramo tinha passado por mim mas como ia disfarçado atrás de uns estranjas quaisquer e carregado por um empregado com ar solene, eu não percebi nada!). Andar de bicicleta pelas salinas, por caminhos nunca antes traçados até Cabanas. Apreciar o pôr do Sol em Cabanas e mais fotos. Voltar em alta velocidade enquanto se coordenam as estúpidas das mudanças da bicicleta com a falta de apetência para o exercício físico e a escuridão que assim de repente (?!) se abateu naquela localidade. Descortinar, com alguma dificuldade, o gajo a pedalar à frente e tentar ouvir qualquer coisa do estilo: - Vêns ai? Responder ofegadamente: - O quê? Não te oiço. Perder-nos pelo caminho. Voltar para trás e chegar, finalmente, à estrada alcatroada como se fossemos os primeiros a cortar a meta de uma maratona de 15 kms.
Banhoca. Trocar a roupinha. Jantar: uma valente cataplana (a senhora sai da sala de jantar para preparar mais uma surpresa e eu nem dou por ela). Mais um chásinho e uma caipirinha. Aterrar no quarto estoirada mas a ouvir cantar os parabéns. Saborear o champanhe e os docinhos que o manager do hotel, dizque, preparou para a Rainha enquanto se vê a porcaria dos Ídolos.
(esta última parte não faz bem parte de um diário de uma rainha mas antes de uma servente pobre mas pobre à séria. CRUZES!)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um amor maior

Antes de entrar na Faculdade fui advertida para o choque. Fui avisada, levei valentes ensaboadelas, acerca das matérias, dos professores, da exigência que se vivia no ensino superior. Uma coisa de tirar o sono a qualquer alma mais descansada. Tenho-vos a dizer que o primeiro ano de curso foi MARAVILHOSO e o 4º... e o 5º (sim o 5º mais que o 4º, enfim!). Antes de começar a trabalhar, fizeram-me um relatório completo das parvoices que se vivem todos os dias, dos chefes atrasados mentais, da rotina e do "para-sempre" (tenho a dizer que nesta parte eu tremi. O meu PÂNICO do "para-sempre" é já conhecido.) Depois veio o casamento, porque TODA a gente mais velha parece ter um bitaite a mandar sobre o quão a sociedade é machista e a familia matriarcal, sobre a amargura, sobre os sacrificios, sobre a vida que não volta a ser a mesma, sobre a inocência e a tristeza.
B-A-L-E-L-A-S! É tudo o que tenho a dizer. Sobretudo, e porque agora estou a viver isso, a parte do casamento. O meu gajo (que tem o seu feito, é verdade) é um amor maior. E portanto, até ao momento não sei o que é viver para os tachos, nem o que são os sermões acerca do meu vestuário, horas de trabalho ou amigos. Também não sei o que é a solidão, nem as discussões constantes, nem as lutas entre familias para saber quem é MAIS-MAIS ou quem é MAIS-MENOS ou mesmo quem é MAIS ou MENOS. É verdade que a vida pode dar uma volta, que eu posso cansar-me já amanhã, que até posso emigrar. Sim. É verdade. Mas hoje, HOJE permito-me partilhar-me com este amor maior. E isso, enche-me o coração.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Agenda (XIII)

Próximo fim-de-semana vamos para aqui. O Sr. Eng. não conhece o Algarve, e assim só para variar um bocadino vamos à descoberta do sul. Tavira é sem dúvida dos sitios mais giros do Algarve (ou pelo menos dos que eu mais gosto). Tem gente, casas e confusão q.b. e está suficientemente longe de casa para nos abstrairmos da rotina. Fomos já avisamos em relação às maravilhas que o repelente faz por aquelas terras. Deixamos o Xuxo a comemorar sozinho o seu primeiro aniversário e vamo-mo-nos ao relax.
Na "mala" um bom par de horas de sono para pôr em dia, uns livrinhos e um gigantesco recalcamento para resolver (que eu sei lá se o resolvemos!): não nos habituamos nem por mais uma à vida de trabalho! Por lá conto despedir-me dos intes para entrar em grande estilo nos intas. (porra, e pensar que não foi assim há tanto tempo que olhei para a minha irmã com 32 a pensar o quão velha ela já estava. Lagarto. Lagarto!)
Estamos já em contagem decrescente.

Fénix 2

Porque ontem foi impossível segurar as lágrimas!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A festa

Ontem à noite, depois da feijoada com arroz de bicho e umas caipirinhas a acompanhar, cantava-se assim lá em casa:
A chuva é fina
A chuva é grossa
Essa coroa está pensando
que é menina.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Hoje

Já aqui pus esta foto mas hoje apeteceu-me voltar a vê-la. É que há 71 anos começavam também as 3 crianças da foto. Primeiro a minha velha, há 45. Depois o Varão, há 39. Por útlimo, eu, quando todos já achavam que essas coisas não eram para a idade Dela.
Hoje somos muitos mais. Mais do dobro. Ela diz que está feliz assim e que adora a reforma. A Chica enche-lhe os dias e os braços. Diz que gostava que a mais velha estivesse por cá e de saber cantar e dançar. Diz que a vida lhe custou mas que também lhe sorriu. Diz que não vive sem nós e que um dia, um dia, ainda voltará a África (só mais uma vez. só dessa vez.)

Do mal, que já era

Porque há dias menos bons. Porque há dias em que eu gostava de estar a viver o dia seguinte. Porque nem sempre é fácil e bom mas é o que pode ser (e esta inevitabilidade nem sempre encaixa em mim). Não é uma questão de tristeza mas de lamentar uma ou outra coisa menos doce. Que a resolução da questão está, como não poderia deixar de ser, em mim, na minha forma de ver e estar, eu já sei. Mas quem há-de ser sempre certa, correcta, sensata e mediana, sem extremar os extremos?
(entretanto, parti um encaixe aqui da minha secretária. O "Xamã" que trabalha na secretaria ao lado sossegou-me: Foi um mal que foi! Queira Deus. Queira Deus!)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Da festa

No sábado foi fixe. Assim fixe fixe como algumas coisas na nossa vida o são. E mais fixe ainda porque ninguém fez nada de especial. Estivemos. Foi o primeiro jantar da Contança cá fora. Foi a estreia dos V. e da Cara de Bolacha e do Já foste em casa dos Mestres. Havia comida até mais não. As caiprinhas, fiz-las eu. Toda a gente achou que estavam um bocadinho fortes mas o que é facto é que tudo bebeu o "suminho" todo até ao fim (menos, claro, a Cara de Bolacha, não fora a cachopa começar a cantar o fado mesmo antes de saber falar!).
Decidimos mais um passeio dos velhos. Sorteámos o amigo secreto (que este ano o Pai Natal será especial). Tirámos fotos (de machos latinos!). Brindámos. Saímos tarde e fizemos um cagaçal tremendo e quando chegámos ao carro, eu estava disposta a continuar o convivio. Divertidinha que só eu. A custo, o Sr. Eng. fez-me despedir das pessoas e arrastou-me até ao carro; se não quando se lembra:
- Olha lá, não há nada na bagageira do carro, pois não?
- Não amor. Só trouxemos as cosinhas para o jantar e ... as compras do mês.
Sorte a minha que os V. ainda estavam a tirar o carro para se irem embora e portanto eu tive tempo de lhes gritar:
- Esperem por mim. Hoje vou dormir a vossa casa.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dúvida

Quando se trabalha com uma pessoa igual a nós, o que se faz: dá-se-lhe um murro ou assim, um grande abracinho e muitos beijinhos como quem diz: aiiii, como eu te percebo."????

D-E-P-R-E-S-S-Ã-O

Não fora hoje 6ªf e eu já me tinha ido ali atirar ao lago dos jardins do Campo Grande. Não é possível que a chuva já tenha começado?!?! O ano passado não foi nada assim. Chegámos a meio de Outubro e o Sol brilhava e havia calor com fartura e eramos todos tão mais felizes, mas tão mais. Mesmo! Foi com fé, com a confiança de que este ano seria como o ano passado que reservámos um hotel à beira mar para o fim-de-semana dos meus anos. Já nos estavamos a ver (qual recalcados com as férias de Verão) de fato-de-banho a beber qualquer coisinha fresca, de livrinho em punho, deliciados com o céu. Vai o S. Pedro e pumbas: toma lá disto. PORRA! Só me apetece dizer asneiras. Umas atrás das outras. Não é possível?!!?
(para ajudar à festa tenho 2 casas-de-banho para limpar e 3 máquinas de roupa para passar em casa, à minha espera. Bem, há que ver o lado positivo da coisa: se o periodo estivesse para começar, seria tudo, mas é que tudo, mmmmmmmmmmuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiittttttttttttttooooooooo mais complicado)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Hoje

Há 11 anos atrás, mais ou menos por esta hora, eu estava a gritar alto e bom som para meia Lisboa ouvir: Ser caloiro é bom. Ser caloiro é muita bom. Para o ano quero ser caloiro outra vez. Ui, ca bom que é! Foram duas semanas inteirinhas de diversão, copos, padrinhos, cantorias, penicos. Adorei. A coisa acabou em grande, com o Vasco a "empurrar-me" para fora dali, em direcção à Universidade onde acabei por tirar o curso.
O Vasco e o Coelho, faz hoje 11 anos, interromperam as praxes para dizer que a Amália tinha morrido. No início achei que era gozo mas quando nenhum deles se dispôs a esboçar o mais pequeno sorriso, a galhofa terminou ali, naquele dia. A Amália tinha morrido e não havia, segundo a comissão, condições para continuar a festarola. Nos dias seguintes fizemos a desforra e no dia 18 de Outubro em vez do metro para o Cais do Sodré, eu apanhei o 63 para Santa Maria. Assim seria por 6 anos seguintes!

Ponette

Este filme é de fazer chorar as pedras da calçada.
Como se explica e faz sentir a uma criança o que é a morte?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Reportagem da SIC

Muito mas mesmo muito boa esta reportagem. O jornalista Reinaldo Serrano é um comunicador e tanto, a fazer juz ao título da Grande Reportagem. A estrutura da reportagem está excelente, as perguntas muito bem engendradas, o texto e a dicção perfeitas, os convidados de primeira. De primeira é também este tipo de jornalismo que ainda me faz acreditar no "4º poder".

Porque hoje não é 2ªf mas podia muito bem ser

Esta manhã só consigo pensar em 3 coisinhas pequenas:
1. Onde está o Verão? Bolas! Eu tinha esperanças que o S. Pedro aguentasse o bom tempo até aos meus anos. Pelo menos, até aos meus anos. Assim como o ano passado!
2. Filha da p***, cabra de m*** da máquina de lavar roupa (ou As mães têm sempre razão: quando um electrodoméstico avaria em casa, é melhor prepararmos a carteira porque não avaria sozinho)
3. O lado mais machista do Sr. Eng. está a vir ao de cima e esta manhã, quando saiu de casa, trancou-me, bem trancadinha, do lado de dentro. Estou a ficar com medo!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Humor de Duende

Quando à noite, já deitada

Vês que não fizeste nada

Daquilo que querias ser

Fecha os olhos a sorrir

Há sempre um duende a rir

Atrás de ti a dizer:

- "Hé... Hé... Hé!...

Só se ganha em se perder

Amanhã vai melhorar

Sei o que estou a dizer!

Eu sou um duende à espreita

Na tua esquina mais estreita

Por isso sou teu amigo

E quem sabe rir comigo

Sabe-se a si transformar!

Não te rales se és assim

Esses males têm fim

Faz a fila atrás de mim

Vem mas é para a floresta

Pois lá estamos sempre em festa

Se caíres esfolas a testa

Mas não vais disso morrer!

Põe-te na fila a dançar

Sai do jogo quem quiser

E também sai quem olhar

P'ro seu umbigo a chorar

Ou quem dançar a gemer!

Vá lá, avança,

Vê se mexes essa pança

Dá saltos e faz caretas

Faz como eu piruetas

Sacode-te dessas tretas

Não fiques sisudo aí!

Não tenhas pena de ti!

Quem já souber rir de si

Sabe o mundo transformar

E o dia será bom!

Estará sempre a melhorar!!

Luísa Barreto, "Pelo Caminho da Fadas", Centro Lusitano de Unificação Cultural, 2001

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eu e os drufos

Ontem conversei baixinho com a caixa dos drufos. Disse-lhe, de dentes serrados e olhar esbugalhado: Hoje é a última vez que te vejo. Toma! Toma! Parvalhões. Agora vão para o armário dos medicamentos e de lá, só vão sair para a reciclagem. Toma! Toma! Já estou farta de vocês.
Senti um alivio tremendo que começou nas minhas pernas e que veio por ai a cima, deixando toda EU em êxtase, quase. Odeio medicamentos e esta cena de ter tomado 5 meses os drufos. Depois mais 3 meses até às férias e depois das férias, mais um mês para a coisa ficar toda certa, foram 9 meses de pura tortura.
Mas como a nossa vida está cheia de piada. Como a gente não pode custir assim muito para o ar, se não... dá molho. Esta manhã levantei-me da cama não para vir trabalhar mas para correr (na medida do possível) para os drufos. Não os mesmos de ontem à noite mas outros que me permitiram tomar banho, vestir e sair de casa (ainda a morrer devagarinho): coisas infaziveis sem drufos, acreditem.