sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um amor maior

Antes de entrar na Faculdade fui advertida para o choque. Fui avisada, levei valentes ensaboadelas, acerca das matérias, dos professores, da exigência que se vivia no ensino superior. Uma coisa de tirar o sono a qualquer alma mais descansada. Tenho-vos a dizer que o primeiro ano de curso foi MARAVILHOSO e o 4º... e o 5º (sim o 5º mais que o 4º, enfim!). Antes de começar a trabalhar, fizeram-me um relatório completo das parvoices que se vivem todos os dias, dos chefes atrasados mentais, da rotina e do "para-sempre" (tenho a dizer que nesta parte eu tremi. O meu PÂNICO do "para-sempre" é já conhecido.) Depois veio o casamento, porque TODA a gente mais velha parece ter um bitaite a mandar sobre o quão a sociedade é machista e a familia matriarcal, sobre a amargura, sobre os sacrificios, sobre a vida que não volta a ser a mesma, sobre a inocência e a tristeza.
B-A-L-E-L-A-S! É tudo o que tenho a dizer. Sobretudo, e porque agora estou a viver isso, a parte do casamento. O meu gajo (que tem o seu feito, é verdade) é um amor maior. E portanto, até ao momento não sei o que é viver para os tachos, nem o que são os sermões acerca do meu vestuário, horas de trabalho ou amigos. Também não sei o que é a solidão, nem as discussões constantes, nem as lutas entre familias para saber quem é MAIS-MAIS ou quem é MAIS-MENOS ou mesmo quem é MAIS ou MENOS. É verdade que a vida pode dar uma volta, que eu posso cansar-me já amanhã, que até posso emigrar. Sim. É verdade. Mas hoje, HOJE permito-me partilhar-me com este amor maior. E isso, enche-me o coração.