Acordar com os passarinhos depois de ter roncado uma noite inteirinha (oh santo soninho que me soube pela vida!) Dar e receber muitos mas mesmo muitos beijinhos do amor, mais amor. Tomar uma bela banhoca. Ouvir os senhores do hotel a entrarem pelo quarto dentro sem poder sair a correr para ver o que se estava a passar (nem uma cuequita tinha à mão). Finalmente sair e não ver nada. O gajo com cara de comprometido diz: Vá, não é nada. Vai-te lá acabar de arranjar. Vestir em 2 segundos e voltar ao quarto, qual cão esfomeado à procura do "osso". Tomar o pequeno-almoço no terraço do quarto enquanto se enche o gajo de beijos, grata pela bela surpresa.
Saltar entre a piscina, o banho turco, os chuveiros com hidromassagem e o jacuzzi. Tomar uma banhoca e almoço. Montes e montanhas de telefonemas, não a dar os parabéns mas a avisar-me que os 30 NÃO SÃO SEMPRE ASSIM. Eu que tirasse o cavalinho da chuva. Passeio de comboio até à praia do barril. Fotos. Pésinho na areia, no mar (água gelada) e pelas dunas fora. Fotoreportagem do gajo enquanto bradia: Eu nem trouxe chinelos. Não sabia que isto era assim. Depois fico com os pés todos sujos.
Passeio pelo centro de Tavira. Compras de docinhos para a família. Chegar ao quarto do hotel e encontrar um valente ramo de flores (com uma borboleta e tudo) em cima da cama (nota: no dia anterior o ramo tinha passado por mim mas como ia disfarçado atrás de uns estranjas quaisquer e carregado por um empregado com ar solene, eu não percebi nada!). Andar de bicicleta pelas salinas, por caminhos nunca antes traçados até Cabanas. Apreciar o pôr do Sol em Cabanas e mais fotos. Voltar em alta velocidade enquanto se coordenam as estúpidas das mudanças da bicicleta com a falta de apetência para o exercício físico e a escuridão que assim de repente (?!) se abateu naquela localidade. Descortinar, com alguma dificuldade, o gajo a pedalar à frente e tentar ouvir qualquer coisa do estilo: - Vêns ai? Responder ofegadamente: - O quê? Não te oiço. Perder-nos pelo caminho. Voltar para trás e chegar, finalmente, à estrada alcatroada como se fossemos os primeiros a cortar a meta de uma maratona de 15 kms.
Banhoca. Trocar a roupinha. Jantar: uma valente cataplana (a senhora sai da sala de jantar para preparar mais uma surpresa e eu nem dou por ela). Mais um chásinho e uma caipirinha. Aterrar no quarto estoirada mas a ouvir cantar os parabéns. Saborear o champanhe e os docinhos que o manager do hotel, dizque, preparou para a Rainha enquanto se vê a porcaria dos Ídolos.
(esta última parte não faz bem parte de um diário de uma rainha mas antes de uma servente pobre mas pobre à séria. CRUZES!)
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