quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Beleza, a quanto obrigas!

Então que ontem decidi abrir guerra às manhosas das minhas borbulhas! Acne persistente, como está diagnosticado. Não aviei o tal medicamentosito "inofensivo" que trata alguns tipos de cancro da pele e que o médico gentilmente me recomendou. Optei por uma máscara de argila caseira. Bom, de referir que estou a pôr 2 tipos de cremes diferentes à noite, em dias alternados e um de manhã. Pronto, até um bocadinho obediente. Ah! Sobre o último creme, o Sr. Dr. teve graça. Isto porque o informei que todos os dias por cima do meu creme diário aplicava um belo ecrã total ao que o Sr. me informou que não servia de nada. Pois que quando li o medicamento que ele receitou para usar todas as manhãs, percebi que é um belo PROTECTOR SOLAR, ah! mas com um índice mais baixo do que aquele que eu usava! Enfim...
A máscara de argila. Não gosto de ler as indicações, modo de aplicação, etc que vêm com qualquer produto e que são muitissimo úteis. Quer dizer, não é não gostar. É só achar que é uma perda de tempo. De modo que ontem fiz a máscara numa taça de plástico em vez de ser numa taça de vidro. Mexi a coisa quando era para deixar a repousar meia hora. Usei uma colher de metal quando era para usar madeira e fiz uma quantidade suficiente para o prédio inteiro fazer máscaras (multiplas!) de argila. Bom, no fim, e ainda apenas ciente da grande quantidade de produto (a consciência do resto, viria depois), chamo o Eng. para ele tratar da coisa.
Eu irritada que nem um perú. O Eng. perdido de riso. Resultado: máscara de argila na cara, no pescoço, no externo, nas costas, na roupa, no chão da cozinha e ... no pé do Eng. 6ªf lá vamos nós outra vez!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A festa continua...

Eu não disse que isto ia de vento em popa? Pois é! As melhores (?) expectativas confirmam-se e que bom que é, a propósito da festa, haver discussão de meia-noite. Para que conste, estamos 50 macacos confirmados. Coisita pouca. Acessível qualquer bolso. Qual "casamento" solene! Aqui o povo tinha pensado num convivio discreto, à lá do que aconteceu há 5 anos atrás. Uma coisa, qui çá, familiar. Mas não, porque o momento é de alegria e isto o melhor é a gente dar largas ao nosso entusiasmo.
A parte fixe é que vai lá estar muita gente de alto gabarito e que a comida será do melhor, ou não fosse este o restaurant selecionado. Ah! E o dia do almoço, é, a meu ver, a seguir ao 25 de Dezembro, o dia mais fantástico de todo o calendário!
Havemos de lá ir, talvez para a semana, experimentar a coisa. E que não haja mais surpresas além da de dia 17! Figas?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Desaires

É oficial: tudo o que é electrónica está contra mim.
(que o carrinho novo não esteja incluído, é tudo o que eu peço!)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Agenda (I)

Ainda não fui ver mas não perco por nada deste mundo: Encompassing the globe.
Até 11 de Outubro no MNAA.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

De arrepiar!

MANIFESTO DE OBAMA PARA OS ALUNOS
Publicado em 09 de Setembro de 2009

"Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes."

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mama, há só uma. E festa também!

Dia 12, a mama lá de casa faz 70 anos. De modo que como filhos esmerados que somos, toca de preparar uma surpresa. Foram só convidados 80 macacos. ("coisa pouca, porque a data é de festa", diz o senhor que se casou com ela há 46 anos e que se pêla por festança, muita gente e confusão!) Quanto a nós, que tinhamos em mente algo mais "caseiro", estamos à beira de um ataque de nervos. Restaurante e ementa escolhidos, tretas para a enganar no dia bem treinadas, hora marcada. Toca de ligar ao povão. Montes de gente a dizer que não podia. (Graças a Deus!) E de repente, o tal senhor que se casou com ela há uma carrada de anos e que é o nosso pai, comunica-nos que falta ainda a Filomena, o primo R., a Lena, o casal X e Y, mais a senhora que tem fanicos com psicólogos (não se ter lembrado do Sr. Mauricio dos tiques na língua enquanto fala, foi uma sorte).
A Filomena? São amigas desde crianças. Mas nós nunca ouvimos falar dela!
O primo R.? São muito amigos; quando ele esteve no hospital, a mãe foi lá vê-lo várias vezes. Mas, e tirando isso, quantos anos passam sem que eles se vejam?
A Lena? Sim, muita amiga da A. Mas a A. já morreu e a festa é para a mãe!
O casal X e Y? Então, somos amigos de há não sei quanto tempo. E há quanto tempo não se falam?
A senhora dos fanicos? Sim, porque a mãe acha que ela é mto alegre e também gostava de ser assim. Boa! Então acho que o filho da aniversariante não vai.
Isto promete!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aqui, não somos felizes (II)

Já disse que ODEIO gente coitadinha? Gentinha que teve muito azar na vidinha e que bem tenta, mas tudo lhe corre mal e por isso não consegue fazer nada. Sim, daquele tipo de pessoas mto sedutora que foge da APAV como quem foge da cruz porque antes chorar a vida inteira do que fazer alguma coisa de útil. Ai que raiva!! É que depois safam-se sempre porque lá está, são COITADINHOS! E eu, quando me dá a furia com estes gajos, sou uma cabra insensível. Que raio de coisa, hã???

Sábado à noite

Se gostei? Não, eu amei!
Agora venha de lá o último do Almódovar que é para mantermos o nível.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ah! Que saudades!

Hoje, também por causa do templo de chuva, lembrei-me de Kuala Lumpur. Na primeira visita, o guia avisou-nos que todas as excursões têm de acabar antes das 4, 4 e pouco, senão é molha na certa. Na verdade, a chuva é maravilhosa porque refresca o ambiente mas tentar ver o que quer que seja entre trovões, não é tarefa fácil. Apesar do impermeável, das havianas/ sandálias e dos calções, a chuva consegue chegar às cuecas.
Então, vinha eu no autocarro, agarrada à lancheira, tentando não cair do acento a cada curva apertada e lembrei-me desta e de outras aventuras que por lá se viveu. Ainda não tinhamos saído do aeroporto e percebemos logo que a coisa prometia: a mala do N. rasgada, a minha sem cadeado. No balcão das reclamações disseram que arranjavam a do N. M-E-D-O! Arranjar pedaços de plástico partido? Hum..... Quanto à minha, que deixasse de ser fonas e fosse mas é comprar um cadeado novo. Bom, contra todas as nossas piores expectativas, 2 dias depois apareceu no hotel uma mala nova em folha. Não tinha identificação, por isso toca de ir à procura de uma bagage lable.
Numa cidade a norte de KL, num mercado de rua, pedimos a um de 3 nhês, uma. Respondeu que não podia arrancar a marca da mala porque depois ninguém lha comprava. Respondemos que não queriamos nenhuma chapa a dizer Louis Vitton ou Channel mas um sitio para o nosso nome. Olhou para nós admirado. Deve ter pensado que eramos doidos mas como não estava ali para fazer juizos de valor mas para vender a porcaria da mala, perguntou-nos qual era o nosso nome. Dissemos. Pesquisou na sua mercadoria. Disse que não tinha nenhuma mala com esse nome. De olhos arregalados, mortos de riso, dissemos que não tinhamos assim tantas tendências narcisistas. Queriamos uma identificação para a nossa mala para escrevermos o nosso nome, a nossa morada e o nosso contacto. Olhou-nos com ar aliviado (afinal, os estranjas não são assim tão doidos) e com ar de quem finalmente tinha compreendido, respondeu:
- Ah! isso não tenho.
Em acto continuo, desataram-se a rir os 3.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Falta de apetência


Ontem foi a prova dos 9: para mim, botões, só destes. Desisto!
(O único problema são as expectativas. Ahrrrrr!!)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sobre Isabel Allende

Ando a ler. Melhor dizendo, a devorar.
E claro, que ganas tenho de ir ao Chile.... olha que ideia fantástica para o dia 17.
Quem ainda não tiver comprado nenhuma lembrança aqui para a je, fica já a saber que está à vontadinha. Sim?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A confusão da cabeça das pessoas

Senhores, há mesmo gente que não tem amor à vida. Nem à sua, nem à da criança que estão para parir. Gosta de sofrer, é o que é! Qual a tecnologia do corpo da mulher está feita para parir, qual conheço o meu corpo melhor que ninguém, qual não quero se medicalizada sem consentimento. Que trampa de lugares-comuns são estes? Os médicos existem para nos tratar, não é para nos violar! Ok? TODO e qualquer medicamento só é ministrado mediante consentimento do paciente. Ok? Já agora, quem é que gosta de sofrer, ter dores durante muitas horas e não ser assitida por um médico? Ok, ai concordo, há gente para tudo. Não era a mim, de certeza, que me apanhavam numa destas.
Mas disso, se estes argumentos não chegam, há mais a dizer: temos dos índices mais baixos de mortalidade neonatal da Europa e esta gente insiste em, também neste aspecto, em regredir. Mais. Aqui há uns anos, considerava-se como má pratica, a amamentação dos recém-nascidos e hoje, o que se diz a esse respeito? Porra, que há mesmo paciência para estes pseudo-modernismos.
Isto não quer dizer que um hospital ou uma clínica não tenham problemas e graves. Certo. Mas convenhamos que as mulheres vão parir a um hospital/ clinica por algum motivo será, não é?
Aqui ficam alguns excertos da entrevista de uma figura pública que, pelo que me parece, enquanto se lembrar desta, não volta a repetir a proeza. Que sirva de exemplo a muitas futuras mães. É o que eu espero!
Na última entrevista que deu à CARAS antes de ser mãe, Adelaide tinha expressado a sua vontade de ter um parto natural, em casa, onde poderia estar rodeada pela família, num ambiente confortável. No entanto, hoje reconhece que teria sido fundamental, pelo menos, ser monotorizada durante o parto, de forma a controlar os níveis de sangue e batimentos cardíacos. (...)
Foram 36 horas de trabalho de parto contínuo, mas na verdade teve 80 horas de duração, porque começou numa quinta-feira à noite, com a ruptura da bolsa, interrompeu-se durante um dia e meio, e depois recomeçou no sábado à noite, e não parou até eu ter atingido o meu limite, na segunda-feira de manhã, e ter ido para o hospital porque já não aguentava mais. (...)
O tipo de infecção que eu tive era o que matava as mulheres há 100 anos quando tinham os bebés em casa. A minha saúde ficou em risco durante bastante tempo e a saúde do bebé também começou a entrar em risco na parte final, o que originou a tal permanência no hospital por mais tempo, já que houve uma série de exames que tiveram de ser feitos, a mim e ao Kyle, para ter a certeza que estava tudo OK. (...)
Queríamos um parto em casa, onde nos sentimos seguros, para que o bebé viesse ao mundo e aos nossos braços cheio de alegria e amor. Ironicamente, isso aconteceu no hospital. (...)
Amigo, isto que acabaste de dizer não tem nada de irónico. Ok? Tem é de alucinação. Só uns tipos muita janados é que inventam desta forma.
Por último, peço a todos os Santinhos que esta prática não seja comparticipada pelo Estado.

A reter do fim-de-semana

Simplesmente maravilhoso!

(esta versão fica muito melhor. Obrigada.)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A importância da expressão

Há toda uma mistica muito própria, curiosa, à volta da expressão: Tu mi nerve.
Devo dizer que me estou a tornar fã. Tu mi nerve!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Digo. Não digo. Digo. Não....


DISSE! Sem gritar nem espernear. Hoje de manhã disse o que me andava para aqui a chatear há não sei quanto tempo. Disse tudo. Não fiquei com nada. E o outro que se amanhe com as minhas palavras. Foi tudo muito sentido. Firme. E só tenho pena de não ter dito há mais tempo. Porque é importante que percebam quando me magoam, que eu tenho limites, que percebo algumas coisas que se passam à minha volta e que sei esperar. Talvez continue um pouco camião. Sim. Mas, desta vez, aguentei-me bem!
Pronto e agora não há motivos para continuar a ser orgulhosa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

9:9:90=13

No dia 9 do 9 de 2009 é dia de festa a triplicar. Dizem por ai que é mais que uma capicua e que por isso, muita coisa boa para vir. Assim, o esperamos (com alguma impaciência).
Viva à gente, que é cá da malta!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Assim só para ver


Reparem bem nesta categoria de carro! Ainda o vi ao vivo e a cores mas estou a gostar. E depois de tanta escolha, tanta restrição, tanta discussão talvez já me tenha decidiu. (o que não sei se é para admirar!) Falta o teste à coisa. Ah! e a guita, claro. Mas isso são pormenores. ehehe (deves ter a mania que és rica, tu!)

Em campanha! (2)

Até que enfim uma campanha de apelo ao voto em tudo o que é cantinho e de uma forma divertida. Já não era sem tempo!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Os senhores dançam?


Ai tenho p'ra mim que era feliz se soubesse dançar assim. O auge seria se apagassemos aquela mistura do estar-de-pé com abanar-a-anca e o parece-que-vamos-cair do dia 26!
(para mais coisinhas destas, favor ir aqui.)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Em campanha!

Percebo a ideia mas não gosto. Consegui rir-me da primeira vez mas dedicando um bocadinho de atenção ao assunto, a piada dá lugar à indignação.
1. Enquanto eleitora estou bastante interessada nas propostas que cada partido tem para apresentar. Espero por isso que os seus discursos valham por si e não se definam, sintematicamente, contra alguém ou alguma coisa. (e isto é válido para qualquer partido português)
2. A Democracia, para mim, é o melhor dos regimes. É um aspecto fundamental da sociedade em que vivo e pelas caracteristicas que a definem, procura abranger o maior número de pessoas. Assim, e mediante regras de respeito e convivência, todos deverão participar independentemente das suas opiniões. Para quem não cumprir tais regras existem instituições especializadas no respectivo julgamento.
3. Adoro piadas. Acho que com tudo é possível brincar mas nunca esquecendo o bom-senso (que infelizmente não está escrito em lado nenhum).
4. Estamos a falar de uma coisa vital para um futuro muito próximo do nosso país: a eleição do 1º ministro. De momento não me interessa o que os EUA ou a Etiópia ou mesmo a COCHICHINA precisa. Quero saber do que Portugal precisa. E quem sabe se não será mesmo da velha política. Porque se a "nova" política se enuncia assim, não quero mais ouvir falar nela.
5. A questão pedagógica é a última de me ressalta. Para já. Que imagem da política portuguesa é passada através deste cartaz a um qualquer jovem de 18 anos que vai votar, agora, pela primeira vez? É que vai ser ele que vai ajudar a assegurar a minha liberdade de expressão quando eu for mais velha.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Best of das férias

- Oh Tia, eu quero almoçar uma pizza margarida.
- Eu quero picadinho.

- Tia, já te chamei 50 vezes. Onde é que tu estavas?
- Miguel, são 2 da manhã. Eu estava a dormir.

- Vamos na nossa nave especial que se chama Limoca Azul.

- Posso ir dormir a tua casa? Hum? Posso, posso? Vá lá. Só hoje. Amanhã vou para o Porto e depois já não dá.
- Rodrigo, hoje é o dia do meu casamento!

- Quando voltamos?
- Os meninos sabem.
- Para o ano?
- Sim.
- Então voltamos mas convosco. A mãe está sempre a dizer que não podemos fazer isto e aquilo, o pai também e o João estraga-nos as brincadeiras todas. Por isso ficam em Lisboa. Só nós é que vimos.