segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A confusão da cabeça das pessoas

Senhores, há mesmo gente que não tem amor à vida. Nem à sua, nem à da criança que estão para parir. Gosta de sofrer, é o que é! Qual a tecnologia do corpo da mulher está feita para parir, qual conheço o meu corpo melhor que ninguém, qual não quero se medicalizada sem consentimento. Que trampa de lugares-comuns são estes? Os médicos existem para nos tratar, não é para nos violar! Ok? TODO e qualquer medicamento só é ministrado mediante consentimento do paciente. Ok? Já agora, quem é que gosta de sofrer, ter dores durante muitas horas e não ser assitida por um médico? Ok, ai concordo, há gente para tudo. Não era a mim, de certeza, que me apanhavam numa destas.
Mas disso, se estes argumentos não chegam, há mais a dizer: temos dos índices mais baixos de mortalidade neonatal da Europa e esta gente insiste em, também neste aspecto, em regredir. Mais. Aqui há uns anos, considerava-se como má pratica, a amamentação dos recém-nascidos e hoje, o que se diz a esse respeito? Porra, que há mesmo paciência para estes pseudo-modernismos.
Isto não quer dizer que um hospital ou uma clínica não tenham problemas e graves. Certo. Mas convenhamos que as mulheres vão parir a um hospital/ clinica por algum motivo será, não é?
Aqui ficam alguns excertos da entrevista de uma figura pública que, pelo que me parece, enquanto se lembrar desta, não volta a repetir a proeza. Que sirva de exemplo a muitas futuras mães. É o que eu espero!
Na última entrevista que deu à CARAS antes de ser mãe, Adelaide tinha expressado a sua vontade de ter um parto natural, em casa, onde poderia estar rodeada pela família, num ambiente confortável. No entanto, hoje reconhece que teria sido fundamental, pelo menos, ser monotorizada durante o parto, de forma a controlar os níveis de sangue e batimentos cardíacos. (...)
Foram 36 horas de trabalho de parto contínuo, mas na verdade teve 80 horas de duração, porque começou numa quinta-feira à noite, com a ruptura da bolsa, interrompeu-se durante um dia e meio, e depois recomeçou no sábado à noite, e não parou até eu ter atingido o meu limite, na segunda-feira de manhã, e ter ido para o hospital porque já não aguentava mais. (...)
O tipo de infecção que eu tive era o que matava as mulheres há 100 anos quando tinham os bebés em casa. A minha saúde ficou em risco durante bastante tempo e a saúde do bebé também começou a entrar em risco na parte final, o que originou a tal permanência no hospital por mais tempo, já que houve uma série de exames que tiveram de ser feitos, a mim e ao Kyle, para ter a certeza que estava tudo OK. (...)
Queríamos um parto em casa, onde nos sentimos seguros, para que o bebé viesse ao mundo e aos nossos braços cheio de alegria e amor. Ironicamente, isso aconteceu no hospital. (...)
Amigo, isto que acabaste de dizer não tem nada de irónico. Ok? Tem é de alucinação. Só uns tipos muita janados é que inventam desta forma.
Por último, peço a todos os Santinhos que esta prática não seja comparticipada pelo Estado.

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