sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ah! Que saudades!

Hoje, também por causa do templo de chuva, lembrei-me de Kuala Lumpur. Na primeira visita, o guia avisou-nos que todas as excursões têm de acabar antes das 4, 4 e pouco, senão é molha na certa. Na verdade, a chuva é maravilhosa porque refresca o ambiente mas tentar ver o que quer que seja entre trovões, não é tarefa fácil. Apesar do impermeável, das havianas/ sandálias e dos calções, a chuva consegue chegar às cuecas.
Então, vinha eu no autocarro, agarrada à lancheira, tentando não cair do acento a cada curva apertada e lembrei-me desta e de outras aventuras que por lá se viveu. Ainda não tinhamos saído do aeroporto e percebemos logo que a coisa prometia: a mala do N. rasgada, a minha sem cadeado. No balcão das reclamações disseram que arranjavam a do N. M-E-D-O! Arranjar pedaços de plástico partido? Hum..... Quanto à minha, que deixasse de ser fonas e fosse mas é comprar um cadeado novo. Bom, contra todas as nossas piores expectativas, 2 dias depois apareceu no hotel uma mala nova em folha. Não tinha identificação, por isso toca de ir à procura de uma bagage lable.
Numa cidade a norte de KL, num mercado de rua, pedimos a um de 3 nhês, uma. Respondeu que não podia arrancar a marca da mala porque depois ninguém lha comprava. Respondemos que não queriamos nenhuma chapa a dizer Louis Vitton ou Channel mas um sitio para o nosso nome. Olhou para nós admirado. Deve ter pensado que eramos doidos mas como não estava ali para fazer juizos de valor mas para vender a porcaria da mala, perguntou-nos qual era o nosso nome. Dissemos. Pesquisou na sua mercadoria. Disse que não tinha nenhuma mala com esse nome. De olhos arregalados, mortos de riso, dissemos que não tinhamos assim tantas tendências narcisistas. Queriamos uma identificação para a nossa mala para escrevermos o nosso nome, a nossa morada e o nosso contacto. Olhou-nos com ar aliviado (afinal, os estranjas não são assim tão doidos) e com ar de quem finalmente tinha compreendido, respondeu:
- Ah! isso não tenho.
Em acto continuo, desataram-se a rir os 3.

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