Ontem, deitada na cama com um olho para cada lado e amaldiçoar a minha vidinha de pobre, lembrei-me do senhor do spicy garden. Um homem pequeno, sem sapatos, calado (e ainda bem porque se falasse eu faria figura de estúpida ao lado dele) mas com umas mãos... JESUS! QUE MÃOS! Tentei, na altura e em vão, trazer o senhor para Portugal. O meu gajo disse que eu estava mas é maluca e outras coisas que já contei. De modo que ontem, voltei à carga e o Sr. Eng., respondeu: porque se tivessemos uma empregada eu não estaria naquele estado; porque não temos tempo para aquelas coisas; porque temos de nos poupar; porque as minhas costas... enfim. Quase no fim da conversa, suspirei (como se o Sr. Eng. não tivesse dito nada) ingenuamente:
- Já me estou a imaginar: chegava a casa e o senhor do spicy garden tratava-me logo da tosse.
O Sr. Eng., qual macho latino, dominador do seu território, muito Senhor do que é seu, responde alto e bom som:
- Amor, aqui em casa quem te trata da tosse, SOU EU. OK?
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