sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eu e os drufos

Ontem conversei baixinho com a caixa dos drufos. Disse-lhe, de dentes serrados e olhar esbugalhado: Hoje é a última vez que te vejo. Toma! Toma! Parvalhões. Agora vão para o armário dos medicamentos e de lá, só vão sair para a reciclagem. Toma! Toma! Já estou farta de vocês.
Senti um alivio tremendo que começou nas minhas pernas e que veio por ai a cima, deixando toda EU em êxtase, quase. Odeio medicamentos e esta cena de ter tomado 5 meses os drufos. Depois mais 3 meses até às férias e depois das férias, mais um mês para a coisa ficar toda certa, foram 9 meses de pura tortura.
Mas como a nossa vida está cheia de piada. Como a gente não pode custir assim muito para o ar, se não... dá molho. Esta manhã levantei-me da cama não para vir trabalhar mas para correr (na medida do possível) para os drufos. Não os mesmos de ontem à noite mas outros que me permitiram tomar banho, vestir e sair de casa (ainda a morrer devagarinho): coisas infaziveis sem drufos, acreditem.

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