
Quando a minha mãe disse aos meus tios que namorava com um rapaz da Bajouca foi galhofa dias a fio. A minha tia não parava de rir e o meu tio não queria acreditar que a sobrinhava gostava de um "fedelho" qualquer da Beijoca! (Se alguém, alguma vez, já tinha ouvido falar de semelhante terra. Não tem nada que enganar: passa o Amor, segue em direcção à Lage, não vira para a Ilha. E pronto, um bom bocado antes de chegar à Picha)
O casamento aconteceu. Ainda dura. Mas a mudança para esse cantinho frio ficou adiada para a próxima encarnação.
Amanhã há festa na dita! Comemoração dos 100 anos do meu avô, que se fosse vivo estava cá para contar a história. Assim, junta-se a familia toda: filhos, enteados, netos e bisnetos e, claro, o senhor Padre para a abençoar a coisa.
Eu vou. O J diz que tem muito que fazer. A T está lá longe. E o N será apresentado à familia. Medo! O que vale é que conto chegar tarde e sair cedo. A bem dizer, vou pela relação com o meu pai.
Festa rija? De certeza. Espero que não tanto como da última vez. A coisa não correu lá muito bem: uma passou a noite a chorar, o outro foi para o hospital e o último, enfim, o último teria desejado conseguir suicidar-se.
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