Quando eu nasci os meus pais construiram uma casa na Charneca da Caparica. Pequena, com um quintal que foi diminuindo à medida que eu ia crescendo. Perto da praia: a melhor parte! (até certa altura. Depois, o facto de ser longe da casa onde viviamos, passou a ser a grande vantagem)
Tudo o que foram datas importantes para a nossa familia passaram por aquela casa. Lá foram comemorados os 25 anos de casados dos meus pais; lá se organizou a festa surpresa dos 50 anos da minha mãe; lá se fez a despedida de solteira da minha irmã.
Ali também passei muitos Verões, fins-de-semana. Por isso àquela casa estão me amarradas deliciosas memórias cor-de-rosa. Aprender a andar de bicicleta, corridas com os meus amigos, banhos na relva depois da praia, bolachas antes de deitar.
Hoje voltei lá. Encontrei uma sombra do que foi. Uma coisa à medida do que a vida é quando a ententamos apanhar umas paragens mais atrás e o comboio vá lá vai.
Sorri. É impossível esperar que as coisas se mantenham como as recordamos. O próprio acto de recordar é tão pouco fiável: aumentamos o bom e diminuimos o mau. Uma memória selectivamente boa.
Sorri porque me reconheci no espaço em que hoje vivo e porque compreendi o espaço daquela casa nas minhas recordações de menina.
4 comentários:
É sempre aquela nostalgia do passado, principalmente qd nos deixa tao boas recordaçoes, é claro que o tempo nao passa só por nós, tb passou pela tua casinha. Decerto que ainda teras mtos bons momentos e mtas coisas boas para ires recordando ao longo da tua vida, quiçá sigas tu tb as pisadas da tua irmã, ehehe. Beijinho gd
Hasta
Meu querido, quem sabe?? Estou disponível para isso ou para qualquer outra coisa que me faça feliz.
Se depender de mim, terás a felicidade assegurada, de certeza absoluta ;-)
Bjinho
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