quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Os dias que passaram

Exactamente 4 dias depois de ter escrito o último posto neste bolg, a minha filha nasceu. Contra todas as previsões médicas, escapando a minha tendência para o controle, às 9h da matina, ela rebentou a bolsa que a envolveu durante quase 9 meses. Nasceu com a ajuda de forceps porque na verdade, eu não queria que ela nascesse (apesar de entre as 3 da tarde e as 8 da noite lhe ter dito que a "autorizava" a nascer). Tretas!! Não autorizava NADA!
Exactamente há 15 dias atrás, saí de uma "casa" - que muitos dizem ser um hospital bom - sem a minha barriga e com um cestinho debaixo do braço. O sol do meio da tarde fez-me doer os olhos e os pés, ao final de tantos dias sem calçado, pareciam flutuar pelo passeio fora. Como podia ser? Eu sem barriga!! Depois de a ter visto crescer devagarinho, depois de já saber fazer tudo com ela, depois de me ter apaixonado por ela, depois de tudo, ela tinha desaparecido!
Saí daquela "casa" cansada (o que não era novo para mim; eu já conhecia o estado), com uma vontade enorme de chegar a casa (o que também não me admirou) e diferente. Aqueles pés que andavam não eram os meus, a minha pele não era aquela e aquele cestinho pesado... seria meu?
Hoje, a minha filha tem 2 semanas e 3 dias. Já recuperou o peso com que nasceu. Está melhor da ictericia. Mas isso são tudo questões técnicas porque a emoção de ser tudo para um ser humano é uma aventura. Talvez a maior da minha vida!

Sem comentários: