sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A propósito de afectos, gente crescida e coisas para decidir

Estamos em contagem decrescente. Não é de hoje, mas foi por estes dias que tomámos consciência. Uns mais perto dos 30 que outros. Uns com casa outros à procura de emprego mas todos com o relógio no pulso. Não é angustiante mas uma constatação surpreendente. Porque na verdade não se é mais maduro como sempre se pensou; não se tem mais... como também se imaginou. Ésse, como em qualquer outra idade. Sendo!

Agora a preocupação é se temos dinherio para a prestação da casa e mais os móveis; as compras deste mês e aquele jantarsito fora que sabe sempre bem. A discussão passou a ser: "- Eu já lavei 2 vezes a casa-de-banho e tu nenhuma!" ou "Quem é que lava a loiça?" E as horas de dormir, pois, para mim essas mantêm-se. De modo que no sábado enquanto eles gritavam em frente do minusculo televisor, eu dormia no sofá.

Mas de tudo o que eu sinto com muita força é que voltei a ser compincha do JD. Com o complexo de Édipo há muito resolvido (acho eu) sou mais parecida com ele e as minhas palavras saem com uma verdade desconhecida. Sorriu-lhe todos os finais de semana. Sabe tão bem para onde vou e não comenta. Faço a contagem decrescente, e procuro faze-lo com ele também, para um dia ir. Gostava que ele fosse comigo: no reino dos afectos tudo é possível; a música diz que pudemos ser quem somos.

1 comentário:

bramirez37 disse...

Ao familiar realmente há muito que sinto em comum. Não crescemos tanto quanto pensamos quando olhamos para os que nos parecem maiores.

Por isso somos sempre mais do que pensamos que somos ou menos do que pensámos que íamos ser.

Gosto de mim assim feito criança grande e a descobrir sempre novidades sobre o viver, o estar vivo e o comunicar.