segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dias Santos em família

Ah! Quase me esquecia: será que há algum mal em não gostar dos dias santos em familia? Aqueles fantásticos almoços em que vai o maralhal todo, em que se come apertado, demais e até altas horas da tarde? É que eu começo a odiá-los de morte. Assim um sentimentosinho que está a crescer (qual sementinha na Primavera) e que me vai dando as voltas à tripa, claro está. Não anseio o reunir da familia prepositadamente para aquele dia. Não levo a semana antes a pensar no que fazer para o almoço, no a que horas começar a tratar das coisas, nas compras e nas receitas. Não acho graçinha nenhuma ao primo que se atrasa porque o puto acordou tarde. A avó que já adormeceu no sofá de tanto esperar, pelo primo. Ao tio que acordou tarde e quando se meteu no carro percebeu que chegaria ainda mais tarde porque tinha que ir pôr gasolina no carro. À mãe e à sobra que trazem este mundo e o outro de comida não me deixando a mim fazer uma coisa que adoro (tudo para não me dar trabalho porque eu ando cansada, claro!) Não gosto em especial da porcaria da conversa que temos de fazer à mesa (sim sim aquela converseta que tem de ser esticada até altas horas da tarde, o tempo do almoço): a chuva e o frio, a comida que tem muito ou pouco sal, a politica que nunca esteve tão porca como agora, as doenças do tio, as férias da prima. Uma conversa para ocupar as horas entre uma garfada e outra. E eu ali, a pensar nos 352 mil sitios diferentes onde eu gostava de almoçar. Até podia ser com algumas daquelas pessoas. Sim. Mas em pequenos grupos. Sem a pressão do "olha que falta pão na mesa"; "olha que a água já acabou"; "é altura de ir buscar a fruta" e mais não sei o quê que não interessa nada.
Bom, a sorte é que agora só no Natal... nahhh pensando bem acho que ainda somos capazes de arranjar qualquer coisa antes. Ui ca bom!

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