quarta-feira, 29 de abril de 2009

Me and Myself, I am...

Ora aqui nesta xafarica onde eu às vezes passo os meus dias inteirinhos (oh tédio! Que venha depressa algo de estimulante para os meus neurónios) há uma senhora de meia idade. Pequenina. Gordita. (EU e o meu PNEU!) Com um corte de cabelo do tempo da "outra senhora". Diz-se distraída, totalmente estovanada mas muito atenta ao seu trabalho. Sabe sobre tudo e já viu tudo. Se não viu, então foi porque não aconteceu. Se não sabe é porque alguém está a inventar. É bom de ver!
Dúvidas? Na adolescência.
Crises? Ah isso depois passa com a idade.
Problemas? Há muito trabalho para fazer.
Piadas? Não sei onde está a graça.
Bom, mas até aqui nada de extraordinário. É simplesmente uma senhora com pouca apetência para as relações humanas. E convenhamos, nem todos nasceram com os mesmos dotes. A única coisa que há a ressalvar desta personalidade mais especial é que todas as conversas desta querida colega começam por EU.
"Ah, porque EU ontem estive cá até à meia-noite." "Pois, EU não ligo nada a essas coisas dos feriados." "Sim sim, EU levei o relatório para terminar em casa." "EU faço sempre horas a mais aqui na empresa". "EU normalmente quando aqui chego ainda não são 9."
Senhores, que falta de paciência para tanto EU! O cúmulo é quando diz: "Pois, olha tu é que sabes, mas EU acho que..." De morrer! E quando faz asneira?? Pois é, ai é que a coisa vai mal. Porque as frases continuam a começar pelo mesmo sujeito, EU. O conteúdo é que já é diferente. É que a colega é muito "estovanada" (?) e por isso não se lembra de dizer aos colegas quando pôs a pata na poça. Os colegas que se aguentem porque ELA é muito eficientesinha. De modo, que quando a coisa se complica de verdade, é que ela se levanta lá do lugarsito dela e revirando os olhos começa. "EU tive a melhor das intenções...." "EU só queria ajudar." E dai a atirar as culpas ao primeiro que lhe salta à memória, é um passinho. Do melhor.
E pronto, cá estamos nós a aprender como fazer frases com qualquer conteúdo sem alterar o sujeito. Ainda dizia eu que precisava de exercitar os neurónios... Fogo!

Sem comentários: