segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aqui somos felizes? (II)

Ontem prespegámo-nos à frente da televisão a ver as notícias enquanto jantávamos. Há que séculos que não nos dava para isto. Páginas tantas começa a Grande Reportagem, na SIC. Sozinhos em Casa. E fez-me alguma confusão algumas coisinhas.
A jornalista nunca falou, apresentou 2 ou 3 informações no ínicio e depois limitou-se a recolher testemunhos. Soube a pouco. É estranho mas tudo bem, é um estilo.
O único ponto que os entrevistados tinham em comum era, como o nome da reportagem indicava, estar só. Problema: pareceu-me que a "coisa" não ficou lá muito bem colada. Ou talvez fosse eu que não estivesse a atingir bem a ideia. Uma tipa viúva, com 50 e tal anos e com filhos tem uma ideia de solidão completamente distinta de uma outra com 30 e tal anos que nunca viveu com ninguém nem nunca teve filhos. A conversa é tão diferente que o pessoal tem de fazer um esforço para se lembrar de qual é o ponto em comum das 2 (além de serem mulheres, claro).
A confusão que vai na cabeça desta gente, meu Deus!!! Casam-se porque amam alguém, mas quem lhes enfiou na cabeça que seria fácil? Quem é que lhe pediu para abdicarem de tudo, inclusive deles mesmos, em nome de uma relação? De quem é a responsabilidade por serem assim azedos?
E por último, não gosto de gente que acha que há alguém a condicionar as suas vidas mais do que eles próprios. Acho que é gente limitada. Coitada.
Claro que para isolar tanto mau feeling, tratei logo de me agarrar bem ao meu gajo (depois de ter batido 3 vezes na madeira. Cruzes. Canhoto!)

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