Conheço o Dr. César da Neves da Universidade. Brilhante professor de Economia. Comunicador nato. Mas como não se é bom em tudo tudinho, se não viveriamos numa qualquer ilha tendo como única companhia o nosso ego, o Dr. César da Neves descamba completamente em quase tudo o resto. Se não vejamos. Só hoje é que li o artigo de opinião da sua autoria no DN de 31 de Maio e centrei-me apenas neste parágrafo:
Esta lei não surgiu do nada. Ela constitui apenas o mais recente passo de uma vasta campanha de promoção do erotismo, promiscuidade e depravação a que se tem assistido nos últimos anos. Por detrás de leis como o aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual e outras está o totalitarismo do orgasmo. Parece que o deboche agora se chama "modernidade". Mas se um dia, em vez de uma maioria porcalhona, tivermos um parlamento nihilista, espírita, xenófobo ou iberista, o que salva a identidade nacional?
Eu diria que um cidadão ser extremista desta forma é de meter MEDO. Que um Professor que junta assuntos completamente diferentes, todos no mesmo saco é de ARREPIAR! Diria mais. Que se um opinion-maker utilizar um meio de comunicação para exprimir a sua opinião desta forma, é de temer pela democracia sim, e pelas gerações mais novas também, claro. E temer assim muito porque é também com a ajuda destes energumenus que a nossa democracia, sacrificada, (pode desaparecer) no altar da arrogância dogmática".
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