sábado, 24 de fevereiro de 2007

Sobre o gostar e o deixar gostar-se

Ontem ao final tarde pensei muito na Chocolate. Uma Amiga!
Chocolate porque é doce, Chocolate porque é energética, porque fica no meio (outras histórias). A gostosa chocolate.

Em tantos anos de amizade acho que discuti 2 ou 3 vezes com a Chocolate. Nem me lembro bem porque foi, sei só que foi Sol de pouca dura. Gosto mesmo dela.

Há certa de 2 meses foi uma dessas 2 ou 3 vezes. Zanguei-me à séria com as opções dela e com mais a falta de prioridades. Achava eu que ela não estava a ser correcta com ela e depois comigo. Achava também que muitas coisas da vida da Chocolate eram uma confusão e que o motor disso, era, afinal, ela mesma.



Não importa. Hoje quando abri o mail, estava lá uma mensagem.
Senti a ansiedade dela passar o ecrã e o teclado do meu computador e atingir com tal brutalidade que chorei. Estava assustada.

Respondi-lhe de imediato com a serenidade possível e com a certeza de que nunca lhe falaria do assunto. Demasiado delicado para ela conseguir expressar pessoalmente.
Disse-lhe o que sentia.
A mim falta-me a iniciativa, a força para dar o primeiro passo, a energia para o começo; a ela o equilibrio, a ponderação. Acho que é por isso que somos amigas.
Mais agora, quando ela tem de decidir que caminho tomará.

Não sei o que vai acontecer e só quero saber quando for altura. Mas tenho a certeza que independentemente da decisão vou gostar dela e não vou questionar mais se as diferenças de opinião condicionam o Amor dela por mim.

Estou lá dia 10, doce Chocolate!

1 comentário:

Anónimo disse...

Existe uma amiga de longa data, desde a infância... Nunca nos chateámos a sério ao ponto de gritar e partir a loiça, mas temos as nossas diferenças que nos últimos tempos nos têm afastado bastante. Mesmo sendo amigas, falta-nos algo que não sei definir. Por vezes, desistimos de certas amizades e investimos noutras, porque o tempo muda e nós também. Depois sentimos esta perda e fica a nostalgia do que foi.
É sempre bom ver amizades longas e com raízes profundas, imunes às diferenças!