quarta-feira, 6 de junho de 2007

Os sapatos brancos e as máquinas de carvão

Passei a tarde no "meu" antigo museu. Soube-me mesmo bem.
Não que tenha ido por qualquer sentimento nostálgico da coisa, mas pelo trabalho do mestrado. De resto, gostava de lá voltar sim. Agora com outras funções, com outra equipa de trabalho. Se não for possível, pois bem, que venha alguma coisa melhor.

Tomei café onde antes almoçava. Demorei-me na conversa quando antes corria de um lado para o outro. O mais importante: imaginei-me noutro sitio. Longe dali. Igualmente feliz e grata.
Houve tempo para dois dedos de conversa com o meu ex-chefe. Gostava de ter um outro assim. Cumplicidade. Rapidez. O mesmo de sempre:
- Deixa-me voltar ao trabalho porque os prazos estão a esgostar-se.
- Até à proxima.
- Vai aparecendo.
- Obrigada.

O segurança está mesmo à entrada. As tatuagens: Erika e Daniel. Ainda não as tinha visto.
O gajo da manutenção: - Vê se soube logo minina. Anda! - Brasileiro, da minha idade, todos os sonhos para realizar.
O da manutenção. Flôr, é a senhora sua mãe! Ainda bem que a familia está toda boa e eu bem longe de si!!

Tirei as últimas fotos sem ninguém passar por mim. São formas diferentes de trabalhar. Dei o meu melhor. Gosto de me sentir em casa assim. Há coisas diferentes, novas pessoas e muita luz. É sobretudo disso que eu gosto; que eu sempre gostei.
Já no fim, outro segurança. Não perco tempo. Afinal, não há muito para dizer. Mas gosto deste cumprimento familiar.

Até à proxima.

1 comentário:

Ana Filipa Oliveira disse...

Voltar a locais onde trabalhámos é sempre uma nova aprendizagem. Olhamos para as pessoas e as coisas de um ângulo diferente e interior. Obrigada por mais esta bela partilha!