Às vezes achamos que encontrámos a excepção e por isso vamos, acreditamos e somos em nome de um sentimento que julgamos que nos dignifica. E daí, talvez nos dignifique mesmo, não sei bem. (os nossos olhos só vêem aquilo que nós queremos ver e mais nada além disso) Acho-me muito moral para ser isenta nessa análise.
Acontece que me apercebi que talvez a excepção que eu procuro não seja bem aquela mas uma outra, tão próxima e tão visível. Questiono-me então: Como é possível não ter visto há mais tempo uma coisa que me entrava pelos olhos dentro? Será que ultrapassei o gostar e passei a gostar mais do gostar da situação do que das pessoas? Apercebi-me também do meu potencial, da minha qualidade. Tomei consciência do que sou e por isso julguei-me digna por mim mesma, sem precisar de um sentimento, pessoa, situação, sei lá mais o que.
Eu quero o melhor dos melhores para mim.
Sou muito feliz.
Desejo um amor forte.
Na minha profissão só tenho êxitos e todos me respeitam e reconhecem.
Vou ter uns filhos maravilhosos.
A minha casa será a mais bonita e alegre.
A minha vida é maravilhosa.
Baixinho, num gesto quase infantil, eu peço e acredito que terei tudo o que me dignifica e, por isso, me torna mais mulher, mais serena e mais bonita. Recebo isso de coração e de braços abertos.
É que hoje senti profundamente que independentemente do sitio onde vou chegar, o importante é estar e ser AGORA. E é nesse estado que procuro amar-me e amar incondicionalmente.
2 comentários:
"O Poder do Agora" é um livro muito profundo acerca da importância do momento presente. Fica a sinopse em http://www.webboom.pt/ficha.asp?id=66639
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