terça-feira, 3 de julho de 2007

Às vezes, o amor!

Nem sempre é fácil vivermos com este EU que nos habita e fala, sente e pensa, muitas vezes, de forma independente de nós. Tenho, nestes últimos tempos e dadas as circunstâncias, pensado muito no que afinal vem a ser este EU. Por defeito de nascença, comparo-me sempre. Mesmo dentro de mim procuro uma situação semelhante, um modo igual, alguma coisa que me faça lembrar o que estou a viver.

(-Há quem diga que esse é um medo enraizado da mudança. Não sei bem, mas pouco importa agora.)

De modo, que outro dia julguei, mais uma vez, estar a viver tudo outra vez. Mais ou menos como ver o mesmo filme 2 noites seguidas. Mas depois, com mais seriedade, percebi a impossibilidade do acontecimento pelo simples facto de eu já não ser mais quem era. Quem bom! A descoberta e a conquista. O Ser e o Sentir. Arrumar as coisas dentro da cabeça e dize-las claramente. Ouvir com atenção o meu coração e repetir com os lábios, num gesto imponderado, pom-pom-pom.

1 comentário:

Ana Filipa Oliveira disse...

Já pensou em escrever um livro?
Acho a escrita e o objecto da escrita da Arroz Xau Xau algo digno público e posterioridade.