Ainda que um pouco fora de época, hoje falou-se dos Santos Populares. Falou-se de muitas outras coisas também elas importantes. De uma data, que fora, até hoje não ansiada e nada acordada.
Digamos que a vida nos impele a crescer. Hoje somos diferentes do que fomos ontem e do que seremos amanhã. Por isso, é impossivel negar a nossa mudança. O desafio é enorme (será que é sempre assim??): ir sem medo. Importa que nos sintamos bem com as nossas decisões, que as saibamos viver com verdade e nos respeitemos.
Fazer tudo isso, tudo o que já faziamos até agora, mas sem pais.
Vai ser bom! - claro que sim
Livres. Só nós e o mundo inteiro! - que vontade
À parte de quais quer pressões ou de formas assertivas de agir, não é lá muito fácil a decisão. (Não serei medrosa!!)
Escolhi Lisboa para viver nos próximos tempos de vida. E por isso a festa do Santo.
Que ele nos abençoou e nos proteja.
No castelo ponho o cotovelo
Em Alfama descanço o olhar
E assim desfaço o novelo
De azul e mar
À Ribeira encosto a cabeça
A almofada da cama do Tejo
Com lençois bordados à pressa
Na cambraia de um beijo.
Refrão:
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem, tão pura
Teus seios sãos as colinas, varina
Pregão que me traz à porta ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade amor da minha vida
No Terreiro eu passo por ti
Mas na Graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha sorri
És mulher da rua.
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que sei inventar
A aguardente de vinho e medronho
Que me faz cantar.
Refrão
Lisboa do amor deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade mulher da minha vida.
Lisboa, Menina e Moça
2 comentários:
Depois dou-te um manjerico :)
oh tão queridos que eles são!
Gosto muito dos Santos Populares:
Santo António já se acabou,
O são Pedro está a acabar
São João, são João, são João
Dá cá um balão para eu...
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