
Sou muito portuguesinha, graças a Deus. Tomo consciência disso em mim à medida que vou escrevendo a tese. Penso, argumento, reelaboro, teorizo e não concretizo.
Será que isto tem a ver com a "autoridade"? Sim, é como se sentisse que me falta acção. Qual tribunal que mede "razões". A prática, o experimentar, o meter a mão não parece ser o meu forte. Talvez precise de um estágio pelos lados dos nossos vizinhos espanhóis.
Adicionalmente, leio, escrevo e acrescento páginas a fio. A certa altura parece-me tudo igual. Julgo que mastigo em leituras e palavras idênticas em sentido. Não é falta de rigor mas uma ausência de pragmatismo: uma ideia por capitulo! Uma metodologia só alcançada na ilha inglesa.
Finalmente dou uma gargalhada de crise acentuada: sou o paradigma máximo do interculturalismo. "Sofro" todas as influências, faço uma sintese e afirmo, quase como sinal de resistência, o que sou: uma portuguesinha!!!
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