Começo a semana com vontade de fim-de-semana. No sábado e no domingo acordei cedo a pensar que só tinha ideias de jerico:
- Formação o dia todo durante o fim-de-semana todo! Doida. Nunca mais na vida voltas a fazer tal!
Fui a custo. Concentrada no "produto final" que mais ao menos já tinha definido na minha cabeça. Pensei também naquilo que dali poderia aproveitar para reforçar a auto confiança! O Sol brilhava, não havia dificuldades de estacionamento. Chego à sala e perguntam por mim. (Que bom! Sim sou eu. Lembra-se, é?) Começamos a trabalhar com o corpo e é divertido e eu não dou pelo tempo passar. Sim sim, não importa que horas são!
Chego a Domingo ao fim da tarde e não consigo tirar o carro do sitio: imóvel! Parada para ouvir uma história que me estimula a resposta rápida e a abstração quase completa do assunto em causa. Não quero saber!
O N. chega entretanto e ajuda-me. Foi tão rápido! Como terá conseguido?
E eis-me a caminho de casa às voltas dentro de mim, concentrada no processo, no decorrer das coisas. Já é tarde e só há tempo para arrumar as coisas e ir embora. Não faz mal! Importa só que este fim-de-semana eu percebi que às vezes num determinado tempo conseguimos chegar a sitios que nunca pensámos. Às vezes era o que queriamos, outras não. Às vezes foi mais fácil e outras mais dificil. Mas foi um tempo importante, um espaço que me dei a mim mesma para ver e reparar nas coisas. E isso tem um gosto, um gosto a processo a decorrer.
Quis-me importada com os resultados, mais ou menos como quando estamos cheios de fome e comemos tudo em 5 minutos. A massa e o arroz do prato não sabem ao mesmo! Toda a maneira não tenho de beber uma água das pedras a seguir ou ouvir o parceiro de refeição dizer que somos sempre a mesma coisa!
Foi mesmo bom. Obrigada!
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