Exactamente 3000 Kgrs de gente. Olhos e dedos bem grandes em gesto de primeiro contacto.
- Sê bem-vinda, minha Joanicas!
E portanto, a tarde de ontem foi passada na sala de espera da maternidade. Grávidas, quase grávidas, ex-grávidas e muito mas muitos homens. A roer as unhas, a chorar, a falar sem parar ao telefone. Mais as flores que subiam e desciam de elevador, nas mãos das visitas. E os avós... Sim, essa maravilhosa classe de homens e mulheres a quem a experiência de uma vida (3 ou 4, em muitos casos) só serve para chorar ainda com mais emoção.
- Quer ver, quer ver?? Está aqui!
Mostram as máquinas digitais de ecrãs minúsculos, triunfantes. Vêem e revêem a única foto que conseguiram tirar (sem flash) e diagnosticam semelhanças. Falam e falam de como "estas coisas das novas tecnologias são maravilhosas", comparam com a sua experiência de há 30 anos atrás e declaram:
- Só se dá a vida por um filho ou por um neto. São as únicas pessoas!
E depois ainda há os seguranças. De barrigas quase grávidas, com cabelos brancos mais destas conversas do que propriamente da idade e com muita paciência.
São doutorados em ansiedade (- Desculpe lá oh chefe, é que sabe que é o meu primeiro??!!!), especialistas em desenrascanso (- Ainda meu Deus que nos esquecemos!!!) e generosos de coração (- É agora que podemos subir só para a ver passar no corredor???)
Adoro estes sentimentos borbulhantemente latinos!
Adoro estes sentimentos borbulhantemente latinos!
1 comentário:
Alegria das boas vindas. Quem vem é sempre bem vinda. Viva a Joana
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